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Palestra de Olavo de Carvalho no encontro com Jair Bolsonaro e Jeffrey Nyquist em Nova Iorque

Conferência transmitida para o encontro com Jair Bolsonaro e Jeffrey Nyquist em Nova Iorque Olavo de Carvalho 14/10/2017 Transcrição de Eduardo Bueno (não revista pelo autor) Nota de Olavo de Carvalho: Não conheço o autor da transcrição.   Boa tarde a todos. Muito obrigado ao André Khan e aos demais organizadores desse evento; obrigado ao […]

Jeffrey Nyquist

Jeffrey Nyquist (www.jrnyquist.com) é formado em sociologia política na Universidade da Califórnia e é expert em geopolítica. Escreve artigos semanais para o Financial Sense, é autor do livro The Origins of The Fourth World War.

MSM entrevista J.R. Nyquist – Final

MSM: Em seus artigos, o senhor raramente menciona a ONU e a Nova Ordem Mundial. Algumas instituições conservadoras, como a John Birch Society, alertam quanto a um plano globalista da ONU. A Nova Ordem Mundial está de alguma forma ligada ao movimento comunista liderado por Rússia e China? A ONU é algo com o qual deveríamos nos preocupar?

Nyquist: A ONU é uma organização fraca. É fraca porque há países demais envolvidos nela e esses países têm interesses diversos. Quanto à existência de um plano globalista, sempre houve sonhadores na política e no empresariado. A harmonia internacional é desejável, mas é dificilmente obtenível. Aqui nos Estados Unidos, a John Birch Society considera erroneamente “A Nova Ordem Mundial” uma conspiração globalista ligada à ONU. O termo “Nova Ordem Mundial” foi cunhado pelo presidente George H.W. Bush num tempo em que a União Soviética estava caindo. O presidente não estava se referindo a um governo global, mas a um mundo pós-Guerra Fria. Conservadores populistas (como os da John Birch Society) desconfiam e vilipendiam figuras do establishment como George H.W. Bush por causa de sua riqueza e prestígio aristocrático. Ao examinarmos esta questão, devemos perceber que a esquerda não é única a taxar o mercado de malvado. A direita populista também tem sua escola do mal, e o velho ódio da Birch Society contra a família Bush não é algo totalmente isento. A luta entre esquerdistas internacionalistas e conservadores do tipo “a América em primeiro lugar”, é muito antiga na América. Conforme a Revolução Francesa se aclarava após 1789, os americanos dividiram-se quanto a apoiar a causa da liberdade na Europa ou permanecer estritamente neutros. Os Pais Fundadores perferiram a neutralidade, e George Washington alertou o país quanto ao envolvimento além-mar em seu Discurso de Despedida. “A grande regra de conduta para nós, quanto aos países estrangeiros,” disse Washington, “é estender nossas relações comerciais de forma a ter com eles o menor contato político possível”. Esta fórmula do século XVIII é constantemente trazida à baila pela direita populista e pelos teóricos da conspiração. Eles falham ao não admitir que o alerta de Washington tornou-se impraticável no século XX após a ascensão do totalitarismo e do advento das armas nucleares. Após 1941, a integridade da civilização contra a Zona do Militarismo e do Barbarismo tem dependido das intervenções americanas além-mar. Exceto pela disposição da América em liquidar agressores e construir alianças na Europa e na Ásia, os comunistas teriam subjugado países que hoje são livres. Coréia do Sul, Japão e Taiwan estariam sob bandeiras vermelhas, assim como a Europa Ocidental e o Oriente Médio. Uma retirada para o “Forte América” jamais foi uma opção viável (mesmo se a alternativa fosse arriscada em si).

Embora a John Birch Society vá longe demais com suas críticas contra os internacionalistas, é verdade que as fronteiras abertas e as políticas de livre comércio têm permitido que empresas estrangeiras penetrem em solo americano. Os comunistas são a favor do livre coméricio e do internacionalismo, mas de uma forma sinistramente deturpada. Agora, russos e chineses estão entrando para controlar empresas estratégicas. Políticos americanos e canadenses são subornados. Muitos líderes ocidentais estão espiritualmente cegos e corruptos. Russos e chineses deram início a uma fraude sem precedentes, fingindo que são pró-capitalistas. Políticos como George H.W. Bush estavam ansiosos por declarar vitória na Guerra Fria, e seus associados estavm ansiosos por coletar os “dividendos da paz”. Eis a real essência da “Nova Ordem Mundial”. Não se tratava de uma conspiração por parte dos Bush ou dos interesses da elite americana. Foi uma ilusão sedutora de vitória e prosperidade. O termo “Nova Ordem Mundial” simboliza a tolice do establishment americano – de empresários e políticos – ao aceitar o colapso do comunismo como algo genuíno e espontâneo. A Birch Society e outros cometem um grande erro ao temerem a ONU. Afinal, quantas armas nucleares tem a ONU? Quantas tropas? Em vez disso, precisamos nos focar na Rússia e na China; eles são a real ameaça.

MSM: Falando em Venezuela, como a América Latina poderia ameaçar os Estados Unidos? Os americanos estão cientes do Foro de São Paulo e da estratégia comunista na América Latina?

Nyquist: Comunistas como Hugo Chávez estão assumindo o poder na América Latina. Os países estão caindo um a um em mãos comunistas. Os demagogos esquerdistas fingem ser democratas. Fingem ser populistas. Mas seu objetivo é forjar um bloco totalitário na América do Sul. Esses aspirantes a tiranos são fáceis de identificar. Eles sempre vilipendiam os Estados Unidos. Suas políticas são baseadas em inveja, violência e cinismo. Políticos como Chávez são especialmente perigosos porque estão aliados com criminosos, cartéis de drogas, Exército de Libertação Popular, Fidel Castro e com os russos. Esta combinação é uma ameaça à civilização, com distúrbios sem precedentes. Ela ameaça a América com banhos de sangue, invasões estrangeiras e ataques nucleares. Os povos da América do Norte e da América do Sul não percebem as preparações perigosas que estão ocorrendo na China e na Rússia, e do papel da subversão esquerdo-comunista. Embora seja verdade que o eixo principal de ataque é os Estados Unidos, outros países do Hemisfério também estão sob ameaça. Os mísseis estratégicos dos Estados Unidos também protegem, indiretamente, os países da América Latina das chantagens nucleares da Rússia e da China. Muitos países pensam erroneamente que a América é uma potência neocolonialista, que explora sem perdão países mais fracos. Na verdade, os Estados Unidos são bastante benevolentes. As pessoas precisam pensar como a China e a Rússia estariam agindo no lugar da América. Basta observarmos a opressão chinesa no Tibet e a destruição da Chechênia pelos russos para termos uma idéia do que estaria reservado à América Latina no caso de uma hegemonia global russo-chinesa. O real papel da esquerda na América Latina é servir de quinta-coluna inconsciente para Moscou e Pequim.

Nos Estados Unidos, temos poucas informações sobre o Foro de S&a
tilde;o Paulo. Os conservadores da América se esqueceram da ameaça comunista. Eles crêem nas promessas traidoras dos políticos russos e chineses. Então, o perigo cresce dia após dia. A subversão de nossa economia, de nosso sistema educacional e de nosso governo continua. Os Estados Unidos não são diferentes do Brasil neste aspecto. O padrão, em ambos os países, é similar.

Lembro-me das palavras de Cato, o Filósofo, que foi chamado ao Senado Romano para prestar contas sobre a conspiração de Catilina. Consta que Cato teria dito: “Neste momento, vou dirigir-me àqueles de vocês que sempre se preocuparam mais com suas casas, vilas, estátuas e pinturas do que com seu país. Em nome dos céus, senhores, se vocês querem paz e quietude para desfrutarem de seus prazeres, acordem enquanto é tempo e ajudem a defender a República.”

Eis a situação do Hemisfério Ocidental. Temos nos ocupado muito com divertimentos pacíficos e agora nos encontramos politicamente flanqueados por um inimigo astuto e persistente. Infelizmente, há pouca consciência do perigo geral na América do Norte ou América do Sul.

MSM: Então, no seu entendimento, “internacionalismo” é uma tendência inevitável segundo a qual todos os países precisam, de alguma forma, se envolver em questões políticas uns dos outros, e a principal causa disso são as armas de destruição em massa. É isso mesmo?

Nyquist: O internacionalismo tem várias causas. Por um lado, ele é fomentado por um idealismo racionalista de espírito cosmopolita. Trata-se de um espírito totalmente à parte da tradição. Suas qualidades instáveis induzem ao erro de imaginar que todos os homens são irmãos, todas as disputas podem ser resolvidas pacificamente e o mercado livre vai resolver os problemas econômicos da humanidade. Há também os internacionalistas socialistas, que crêem na construção de um Estado socialista mundial. Há internacionalistas que desejam controlar as armas, limitando a disseminação de armas de destruição em massa. Todas estas correntes internacionalistas se cruzam de diversas maneiras, cooperando na formação dos organismos internacionais que visam a regulamentação da vida humana. Estes organismos falham constantemente porque estão fundados em abstrações que não motivam os povos do mundo, mesmo que animem alguns burocratas e intelectuais. Vivemos em um mundo feito de Estados-nações e são eles que detêm o poder de fazer guerra ou assinar acordos. O internacionalismo econômico, por meio do livre comércio, é inevitável somente até que a atual ordem econômica dure e continue a racionalizar suas operações. Quando a próxima guerra mundial vier, quando as nações começarem a se atritar seriamente, quanto maior a interdependência das nações, maior a calamidade. A economia pode manter países unidos por algumas décadas, mas não para sempre. A ONU vai se desintegrar no início da próxima guerra mundial exatamente como a Liga das Nações se desintegrou no início da Segunda Guerra Mundial.

MSM: Edward Griffin, em seus livros The Fearful Master e The Creature of Jekyll Island, cita uma longa lista de americanos que serviram de espiões para os soviéticos na formação dos atuais grandes organismos internacionais, como ONU, FMI e Banco Mundial. Alger Hiss e Harry Dexter White, que me lembro de cabeça. Se a ONU é mesmo esta “organização fraca”, como o senhor diz, por que a Rússia Soviética investiria tanto para moldá-la e controlá-la?

Nyquist: A União Soviética procurou dominar a ONU, especialmente sua burocracia militar, desde o começo. Em 1945, ninguém imaginava o quanto os internacionalistas do Ocidente enfraqueceriam a soberania britânica e americana. Os sovéticos tentaram encorajar este enfraquecimento e subjugar o poderio americano a esses órgãos internacionais (usando muitos agentes de influência neste processo). Enquanto isso, o Kremlin jamais concederia uma vírgula sequer a nenhum órgão internacional. Se os EUA concordassem em entregar seu arsenal nuclear à ONU, os russos apenas fingiriam fazer o mesmo. Indo por esta linha, os russos poderiam dar andamento a seus próprios projetos imperialistas. Devemos encarar a ONU como um instrumento de sabotagem contra os Estados Unidos. Como tal, a ONU não obteve tanto sucesso pois os americanos não apostaram suas fichas nela. Em termos de vantagens práticas, a sede da ONU em Nova York tem servido como ninho de espiões em plena capital financeira americana.

MSM: O senhor conhece os artigos de Lev Navrozov? O que o senhor acha dele?

Nyquist: Eu conheço os artigos dele. Jantei com Lev em Nova York há seis anos, e ele possui uma percepção notável do lado negro de Moscou. É de suma importância o que ele escreve sobre as super-armas que um dia poderão conquistar o Ocidente. Ele nos alerta sobre as armas que poderão fazer a diferença na próxima guerra mundial. Devemos entender que a Rússia está determinada a desenvolver tais armas, enquanto a América tornou-se complacente e confusa quanto a questões técnico-militares. Lev entende que a “zona militarista”, que inclui Rússia e China, não raciocina em termos consumistas. O Oriente não é como o Ocidente. Esses Estados militaristas sabem que jamis conseguirão produzir o tipo de prosperidade que conhecemos no Ocidente. Mas uma arma desenvolvida em segredo poderá ser decisiva e o balanço de poder poderá mudar rapidamente – e sem “humilhantes” reformas capitalistas e democráticas. Os sistemas totalitários abrandados da Rússia e China são inadequados para adotarem os modelos ocidentais em sua plenitude. E porque haveriam de adotá-los, se uma super-arma poderá tornar os modelos econômicos e políticos do Ocidente “obsoletos”?

MSM: O senhor disse recentemente que “algo tem de ser feito para despertar uma nação sonâmbula.” Como analista geopolítico, que conselhos o senhor daria aos líderes americanos (intelectuais, políticos e empresários) para despertar a América? O senhor acha que os conservadores americanos estão indo na direção certa? Há algum político ou partido político no qual a América possa depositar suas fichas?

Nyquist: Talvez eu esteja sendo muito pessimista na minha avaliação sobre as atuais tendências políticas, mas não vejo nenhum líder político americano capaz de fazer as perguntas certas. Se não fizerem as perguntas certas jamais encontrarão as respostas certas. Sem dúvida, posso estar errado em minhas observações sobre
a Rússia e a China. Por outro lado, as evidências são fortes demais e um debate sobre isso deveria estar ocorrendo. Perguntas devem ser feitas, e ninguém no governo parece estar de olho nas seríssimas combinações econômico-político-diplomáticas que se avolumam contra os Estados Unidos. Eu acreditaria mais no presidente George W. Bush se ele expressasse publicamente dúvidas sobre as intenções da Rússia e anunciasse planos de restrições comerciais com a China. Tais declarações seriam extremamente eficazes em limitar futuras jogadas russas (e no potencial chinês em gerar encrencas). Na atual conjuntura, prevalece uma postura ingênua na administração Bush. É uma postura que vem desde 1938. O presidente Bush comprometeu-se a eliminar seis mil ogivas nucleares nos próximos anos. Por outro lado, os russos não têm obrigação de eliminar seu arsenal nuclear. Enquanto isso, a China está em plena escalada nuclear. Eis aí uma conjuntura perigosa, sem falar da forma como a Rússia e a China fazem uso de criminosos e terroristas como aliados e mercenários.

Quanto aos chamados “conservadores” americanos, estou desapontado. Os pensadores e escritores conservadores estão demasiadamente focados em questões econômicas e “culturais”, e se esquecem de que há milhares de mísseis nucleares apontados para os EUA. Eles são irresponsáveis que se recusam a discutir defesa civil de forma realista. Na verdade, os intelectuais conservadores americanos, embora cantem loas à “tradição”, são criaturas do consumismo e do hedonismo de mercado. Sempre suspeitei de que esse pessoal não conhece a si mesmo e não percebe a podridão do seu meio.

MSM: Mas a América não é fundada em bases solidamente cristãs? Ou seja, para fazer as “perguntas certas”, não é necessário que primeiramente se restaure um mínimo de mentalidade cristã para que se possa então lidar com essas ameaças externas? Afinal de contas, não são os próprios russos e chineses que procuram enfraquecer a América infiltrando-se na mídia, nas escolas e nas igrejas?

Nyquist: Sim, é verdade, a “crise da modernidade” tem tudo a ver com a desintegração da fé cristã – católica e protestante. Permitiu-se que a corrupção da doutrina, a corrupção das regras e idéias clássicas, avançasse década após década. Até mesmo pensadores materialistas admitem o poder negativo das recentes mudanças espirituais. Década após década, o nivelamente secular se propagou. De vez em quanto, parece que a gente consegue lidar e se adaptar bem a isso. Mas o nivelamento da alma, a decadência da alma ocidental, já aconteceu. Para você ter uma idéia, eu nasci em 1958 e minha geração absorveu muitos dos velhos ideais, embora nem sempre vivamos por eles. Os que nasceram depois de 1980, porém, não absorveram praticamente nada dos velhos ideais. As igrejas fracassaram na tarefa de levar o pensamento cristão aos jovens. O entretenimento secular e as escolas seculares são poderosas demais e influentes demais. À luz destas profundas mudanças espirituais, não há como nossa civilização evitar por muito tempo as reviravoltas políticas e as guerras destrutivas que logicamente se seguirão. Minha tarefa tem sido antever as causas específicas das próximas guerras, e bem sei que a causa real – isto é, a causa mais profunda – é espiritual e não política. O Ocidente será forçado a aprender uma lição amarga. Por enquanto, a elite culta nega o que está por vir. Eles negam a história, argumentando que o homem moderno está isento dos padrões da história. Mas não estamos isentos, e sofreremos o mesmo destino daqueles que, em épocas passadas, trilharam o mesmo caminho. Nossa tecnologia não poderá nos salvar. Na verdade, ela apenas servirá para tornar nossa destruição mais rápida, eficiente e completa.

MSM: Falando de religião, sabemos que a Europa está sendo lentamente islamizada. O senhor acha que a Europa será um continente muçulmano no futuro? E a América? A América não seria o próximo passo nesta expansão muçulmana?

Nyquist: O Islã está penetrando a Europa por meio da imigração. Também está penetrando a América, mas os políticos ocidentais não vêem nisso problema algum. Tudo o que vêem é mão-de-obra barata. Em outras palavras, seu raciocínio é guiado por cálculos hedonistas. Isso mostra uma falta de entendimento histórico, assim como falta de instinto básico de sobrevivência.

Nosso raciocínio hoje em dia também está influenciado por erros fundamentais como ateísmo e materialismo, que se refletem em políticas catastróficas. Se não há Deus, que diferença faz qual religião se pratica em nossa comunidade? Se o sentido da vida é acumulação material, então mão-de-obra barata é um bem absoluto.

Não creio que o “liberalismo” vá continuar por muito tempo com esse programa de decadência e dissolução do Ocidente (e a vitória do Islã). Os mecanismos de nossa civilização são muito delicados. Os mecanismos econômicos estão quase completamente comprometidos e os mecanismos militares – sob um regime de concepções estratégicas errôneas –, ver-se-á obrigado a atrair agressão por parte das potências asiáticas. Creio que, num futuro não muito distante, enfrentaremos uma catástrofe dupla. Essa catástrofe salvará o Ocidente da morte lenta e gradual, nos levando diretamente à morte súbita.

MSM: Como o senhor coleta os dados para formar seu entendimento sobre a realidade? Quais suas fontes?

Nyquist: Informo-me por meio de leitura de jornais e mantenho contato com observadores e escritores de dentro do ex-bloco soviético. Procuro ler tantos livros quanto possível e encontro-me com autores e especialistas dos dois lados da Guerra Fria. Também dou palestras e seminários e tenho dois pesquisadores-assistentes.

MSM: Além do seu livro, claro, o senhor poderia recomendar aos nossos leitores livros e websites que possam alargar nossos conhecimentos geopolíticos e militares?

Nyquist: Para um entendimento geral sobre política, eu sempre recomento o livro de James Burnham “The Machiavellians”. Acho que as obras clássicas da Antiguidade são essenciais para entender de política e guerra. Quanto aos escritores modernos, recomendo Joseph Schumpeter, Max Weber, Gustave Le Bon, Eric Hoffer, Jacob Burckhardt, Robert Michels (seu livro “Political Parties”), V. Pareto e Carl Jung. Para entender as guerras secretas atualmente travadas pelo totalistarismo, as obras d
e Liddell Hart são interessantes, bem como Sun Tzu e Clausewitz. A formação de redes e estruturas clandestinas para propagar causas revolucionárias não é um fenômeno novo, mas houveram inovações importantes nos últimos 100 anos que podem ser debitadas na conta de nomes como Felix Dzerzhinsky, Sidney Reilly e Nikolai Mironov. Acho que isso basta para os leitores iniciantes.

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Notas:

A entrevista original, feita por Edward Wolff, pode ser lida em jrnyquist.com.

Leia também MSM entrevista J.R. Nyquist – 1a. Parte.

MSM entrevista J.R. Nyquist – 1a. Parte

Nota Editoria MSM: Jeffrey Nyquist é provavelmente um dos maiores analistas geopolíticos ocidentais. Escrevendo semanalmente para órgãos como Newsmax, WorldNetDaily, SierraTimes e FinancialSense, Nyquist tornou-se conhecido do público americano por suas análises frias mas solidamente embasadas e documentadas. Baseando-se principalmente nas descrições e relatos do desertor soviético Anatoliy Golitsyn, Nyquist nega a idéia de que o comunismo acabou e descreve a decadência do Ocidente que, ao aceitar os erros filosóficos do materialismo e do ateísmo, tornou-se vulnerável às estruturas clandestinas e jogos de desinformação e engodo vindas da Rússia e China. Despido dos instintos de sobrevivência mais básicos, o homem ocidental vive à mercê do que Nyquist chama de “hedonismo de mercado”, cegando-se para as estratégicas políticas que pontuaram a história e entregando-se a um economicismo cuja ingenuidade beira o risível. Se há shopping centers em Moscou e indústrias de tecnologia de ponta em Xangai, isto basta para o homem ocidental crer na derrota do comunismo e na vitória da democracia liberal. Dessa forma, Nyquist não poupa críticas à direita americana – os chamados conservadores – que, como o leitor verá, Nyquist não os considera tão conservadores assim.

A entrevista, exclusiva para os leitores de MÍDIA SEM MÁSCARA, foi conduzida nos meses de novembro e dezembro de 2004.

 

MSM: Na sua opinião, qual era o candidato mais adequado para lidar com os perigos e amaeaças impostas pelos inimigos da América? John Kerry ou George W. Bush?

J.R. Nyquist: Os Estados Unidos estão em uma posição difícil porque a mídia, o sistema de ensino superior, a burocracia dos serviços secretos e a maioria dos políticos não entendem a ameaça que a América enfrenta. Esta ameaça engloba a coordenação entre crime organizado, tráfico de drogas, operações normais dos serviços secretos, subversão, desinformação, propaganda, terrorismo, manipulação da oferta de matérias-primas (como metais e petróleo, por exemplo), ataques aos sistemas de informação, proliferação de armas de destruição em massa na Coréia do Norte e no Irã e operações de sabotagem em hedge funds (ou emprego de hedge funds como mecanismos para estimular crises financeiras generalizadas). Todos estes elementos estão ligados a think tanks em “centros estratégicos” da Rússia e China. A aliança entre os sindicatos criminosos internacionais e os serviços secretos russo-chinês é amplamente ignorada pelos estrategistas políticos americanos. O fato é que a infiltração no sistema político americano começou décadas atrás, e isto ajudou a conter as contramedidas americanas. O emprego de subornos e chantagens pelos serviços secretos estrangeiros e as máfias a eles associadas é um fenômeno que não pode ser deividamente apreciado ou medido hoje em dia. Quanto ao melhor para lidar com esta ameaça multidimensional, a resposta melancólica é: nenhum deles – embora o presidente Bush tenha mostrado certo domínio instintivo da situação, levando-o a adotar ofensivas destemidas que tendem a desestabilizar terroristas, criminosos e Estados repressivos. O senador Kerry, por sua vez, mostrou uma certa falta de tino estratégico ao opor-se ao Sistema de Defesa Antimísseis e à modernização nuclear. Uma coisa boa sobre Kerry era sua promessa de acrescentar duas divisões ao Exército dos Estados Unidos. Isto é urgentemente necessário. Mas o problema de Kerry são suas tendências esquerdistas nebulosas, basicamente niilistas, e seus sentimentos morais e instintivos atrofiados. Isto fica ainda mais evidente quando analisamos seu histórico no Senado. A vitória de Bush sobre Kerry é a única resposta possível a esse respeito.

MSM: Em um artigo recente ("Falando abertamente sobre a ameaça russa"), o senhor mencionou a restauração da KGB pelo presidente Putin. Não é raro, ao ler seus artigos, nos vir à mente as advertências e descrições contidas nos livros de Anatoliy Golitsyn. Qual papel eles desempenham em suas análises e artigos? O senhor acredita, dado o que está acontecendo neste momento na Rússia e na China, que podemos finalmente assumir a grande estratégia comunista delineada por Golitsyn como um fato real e concreto?

Nyquist: Golitsyn escreveu um livro em 1984 chamado "New Lies for Old." Neste livro, ele previu o colapso do bloco comunista e disse que este colapso seria fraudulento, orquestrado de cima para baixo. Não restam dúvidas: a estratégia de longo alcance do bloco comunista é real, e não uma ficção paranóica. Sabemos disso por meio de desertores como o general tcheco Jan Sejna. Não foi apenas Golitsyn que alertou o Ocidente. Há também relatos similares de Vladimir Rezun e do coronel Stanislav Lunev. A estratégia do bloco comunista baseia-se na criação de transformações ilusórias (perestroika) em países comunistas. Estas mudanças começaram no fim dos anos 1980, conforme profetizado por Golitsyn em seu livro de 1984. E estas mudanças ocorreram, conforme ele profetizou, a partir do Kremlin, num plano muito bem arquitetado. Sem uma compreensão ampla dos métodos clandestinos soviéticos – métodos desenvolvidos ao longo de setenta anos – é impossível apreender a extensão das mudanças que vigoram hoje na Rússia e na China. Este tipo de estratégia é estranha à experiência ocidental. Em essência, apesar das mudanças ocorridas em 1989-91, o velho bloco comunista ainda existe. Apenas o rótulo foi removido, e a mão de ferro agora veste luvas de veludo. Estes países comunistas são países fracos, baseados em terror, opressão e guerra. Eles podem vencer a América e o Ocidente apenas por meio de dissimulações, com simulacros pacíficos e democráticos. Na realidade, eles estão construindo suas forças militares em segredo, trabalhando com grupos criminosos e terroristas por meio de intermediários. Eles pretendem mutilar economicamente os Estados Unidos, isolá-lo diplomaticamente e destruir as fundações de seu poderio militar. Tudo isso é possível por meio de uma ampla estratégia de dissimulação e engodo. Se eles cump
rirem seu objetivo, o mundo pertencerá aos comunistas, que continuam a consolidar seu domínio na África, América do Sul, Europa e Ásia. A metodologia profética de Golitysn antecipou as mudanças no Leste Europeu; ele anteviu o advento da aliança russo-chinesa e a atual campanha contra o “imperialismo americano”. Não podemos nos dar ao luxo de ignorar esta metodologia quando ela antecipou com êxito tantos acontecimentos cruciais. Mesmo se Golitsyn cometeu erros, sua abordagem é uma ferramente valiosa para entendermos a grande estratégia da Rússia e da China, e quem ignorar as advertências de Golitsyn estará cometendo um grande erro.

MSM: Por que os serviços secretos ocidentais, especialmente os americanos, ignoram tal estratégia comunista? Por que, afinal, o Ocidente aceitou tão facilmente a “queda do comunismo”? Por que o Ocidente é tão susceptível a engodos como estes plantados pela União Soviética?

Nyquist: Os serviços secretos americanos não existem num vácuo. Eles estão inseridos em meio a um ambiente cultural permeado por esquerdismo equivocado e por versões midiáticas superficiais da realidade, que os consumidores americanos (bem como os profissionais dos serviços secretos) aceitam como leite materno. Somos criaturas de nossa cultura. Poucos conseguem escapar dos clichês e dos poderosos símbolos gerados pela TV, rádio e grande mídia. Além disso, os profissionais dos serviços secretos são formados pelas grandes universidades, e as grandes universidades são antros de radicalismo anti-ocidentais. O veneno é absorvido de modo impensado, quase sem que o sujeito perceba o que está acontecendo, e isso ocorre porque o sujeito é ignorante desde o início (como estudante). Temos de admitir, embora poucos estejam dispostos a admitir a seriedade da crise, que a educação na América implodiu em termos de história e filosofia (as duas disciplinas mais importantes para entendermos de política), e a atual cultura mercadológica acaba apenas promovendo idéias confusas através de elegantes delírios. Há ainda um outro problema que a cultura comercial exacerba: as pessoas sentem uma forte necessidade de fazer parte, de pertencer, e daí um tipo de mentalidade de massa se forma e toma conta de tudo. Se uma pessoa quer seguir uma carreira, ela tem de pertencer à “massa”. Então, o critério de seu raciocínio não mais será a verdade e a lógica, mas a dinâmica do grupo e o vocabulário da moda. Conforme Gustav Le Bon mostrou em seu famoso estudo sobre comportamentos de massa, a “psique das massas” é de uma inteligência crítica tão baixa que acaba aceitando o mais idiota nonsense como pura verdade. Não faz a menor diferença se o indivíduo é inteligente: se sua carência emocional de fazer parte, de “pertencer”, estiver ativa, ele será reduzido à idiotice. Agora, vamos analisar o exemplo específico que você mencionou: a respeito da “queda do comunismo”, a única coisa que caiu foi uma palavra – a palavra “comunismo”. E observe como as palavras podem ser facilmente descartadas à medida que novas organizações e métodos vão se adaptando a novas condições. Sim, estruturas abertamente stalinistas foram abolidas em favor de estruturas bonapartistas mais sutis, numa espécie de totalitarismo light que visa maior eficiência. É importante reconhecermos que a essência meléfica das estruturas totalitárias permanecem, apesar das aparências superficiais. O grande alívio sentido no Ocidente, especialmente nas elites conservadoras, é perfeitamente conpreensível neste contexto. Os conservadores sentiam-se inseguros quanto à Guerra Fria porque os esquerdistas começaram a rejeitar a ameaça comunista no começo dos anos 80 (ou mesmo antes disso). Há muito tempo que o partido hedonista da América vem espalhando a opinião de que os conservadores anti-comunistas eram mais perigosos do que os próprios comunistas e portanto, mais susceptíveis a detonar uma guerra mundial. Basta observarmos a propaganda esquerdista contra o presidente Reagan na metade dos anos 80. Devido a estas posturas, a suposta queda do comunismo foi aceita de forma acrítica pela direita americana porque os republicanos não puderam resistir à tentação de declarar vitória, porque os conservadores sentiram tremendo alívio já que a questão comunista foi dada por encerrada e porque a comunidade empresarial estava ansiosa em reduzir os gastos com defesa e desfrutar de uma era de crescimento rápido fundada nos “dividendos da paz”. Se prestarmos atenção no mecanismo psicológico que atua em todos os engodos totalitários (mas especialmente neste engodo que estamos discutindo), veremos que são muito poderosos. E isto não é novidade nenhuma. O Ocidente foi enganado pela NEP de Lênin nos anos 20, pela constituição “liberal” de Stálin nos anos 30, pela dissolução do Commintern nos anos 40, pelo discurso “secreto” de Khrushchev em 1956, pela Detente de Brezhnev, pela Perestroika de Gorbachev e pela suposta “democracia” de Yeltsin. Os engodos e falcatruas dos regimes totalitários são constantes, e as mentiras são sempre aceitas pelo Ocidente. Só com o tempo, os líderes ocidentais caem na real. Devemos entender, acima de tudo, que o governante totalitário está sempre reinventando a si mesmo. E, sim, há mudanças nesses regimes, e às vezes essas mudanças trazem liberdade por um tempo, mas a natureza criminosa do regime sempre permanece. Durante os momentos de maré liberal, os nomes dos inimigos do regime são listados e então a inevitável contração ocorre. No momento, Putin está reunindo inimigos seletos. Com o tempo, ele iniciará expurgos em grande escala. Eis o padrão, e não devemos esperar nada diferente disso.

MSM: Por que o senhor acha que os EUA invadiram o Iraque, isto é, as razões apresentadas pelo presidente George W. Bush eram as reais? Será que foi uma estratégia para ficar mais próximo da China? O senhor acha que foi um jogada sábia?

Nyquist: Há jogos em que sorte e destreza se misturam e a utilidade de uma jogada só pode ser julgada pelos resultados. Da maneira que nos encontramos hoje, não fazemos idéia do resultado final. Eis algo sobre o qual seus leitores devem refletir: a decisão de invadir o Iraque foi exclusiva do presidente Bush. Este presidente tem instintos estratégicos superiores à maioria dos políticos. Ele sabe que ações agressivas tiram um inimigo do sério. Os Estados Unidos ficam em grande desvantagem quando se recusam a usar força militar convencional contra Estados totalitários. Essa relutância levou o presidente Ford e o presidente Carter a situações sofríveis (especialmente Carter), e o presidente Reagan foi muito tímido (apesar da retórica). Ditadores em geral tendem a considerar a América um “tigre de papel”. Ao agir contra o Iraque, o presidente causou confus&atilde
;o e pânico nos Estados repressivos. A Rússia ficou tão assustada pela determinação do presidente Bush que Putin simplesmente abandonou Saddam Hussein, oferecendo-se para derrotá-lo após reconhecer que Saddam tinha planos de lançar um grande ataque terrorista contra os Estados Unidos. O presidente Bush não mordeu a isca do Kremlin e se recusou a permitir que os russos trocassem Saddam por um fantoche da KGB. O presidente Bush corajosamente agarrou o ditador, amendrontou a Líbia e deu uma canseira na Coréia do Norte. Síria e Irã estão agora flanqueados. A posição americana, em termos de derrotar os piores regimes repressivos, avançou. Agora a bola está com Moscou e eis que observamos manobras desesperadas do Kremlin, como essa astuta mobilização pós-Beslan e a declaração codificada de guerra contra os Estados Unidos. Infelizmente, os EUA estão totalmente cegos em termos de coleta de dados e análises de inteligência, e ninguém levou as palavras codificadas de Putin à sério. Embora seja verdade que uma quantidade enorme de informações seja coletada por satélites americanos, o verdadeiro jogo de inteligência é jogado por agentes humanos em terra e por analistas. E é aqui que os EUA têm sido completamente manipulados, penetrados, ludibriados, enganados e confundidos. Ninguém está consciente da ameaça russa e chinesa. Ameaças de países menores também são mal interpretadas. O ex-diretor da CIA, George Tenet, recentemente admitiu que ele achava inicialmente que o Iraque tinha armas de destruição em massa. Se você lesse os relatórios da CIA e as análises anteriores, esta era a conclusão oficial mesmo. Como podemos culpar o presidente dos Estados Unidos pela má qualidade das informações da CIA? Para confundir ainda mais a cabeça do povo, a CIA (por meio de informações vazadas) tentou culpar o presidente Bush por seus próprios erros! Essa é a verdadeira história. Se você ler o relato de Laurie Mylorie, "Bush Vs. the Beltway," a coisa fica mais clara. O fato é: Bush e seu vice tiveram um comprensão instintiva do relacionamente de Saddam com a Al-Qaeda melhor do que a CIA. A ameaça das armas de destruição em massa fazia parte do quadro, mas o presidente Bush suspeitava fortemente que Saddam estivera envolvido com o 11 de setembro. E eu não acho que Bush esteja errado. Quando o maior expert em Iraque achava que a CIA estava irremediavelmente mal informada quanto às coisas que aconteciam no Iraque, que Saddam estava trabalhando em conjunto com a Al-Qaeda, então só podemos concluir que a CIA não passa de um bando de maricas. Quanto à motivação econômica e imperialista da guerra: os empresários aqui estavam bem pessimistas quanto à idéia de uma guerra com o Iraque nos meses que antecederam a guerra.Todo mundo percebeu que a produção de petróleo do Iraque seria interrompida por dois ou três anos. Foi doloroso para a América. Todo mundo com quem eu conversava no começo de 2003 achava que a guerra traria um impacto negativo na economia e um impacto negativo no orçamento federal. Somente ignorantes aceitam acriticamente a propaganda de que os EUA invadiram o Iraque por causa do petróleo. Aliás, os EUA eram – na época – muito mais dependentes do petróleo venezuelano e a crise na Venezuela estava prontinha para uma intervenção americana no começo de 2003 – mas os Estados Unidos seguiram ignorando o regime comunista emergente da Venezuela. Se os EUA estivessem motivados por petróleo, então por quê Hugo Chavez continua no poder? Os críticos dos EUA são bem seletivos em suas visões de mundo e preferem ignorar fatos que são incovenientes às suas teses. Para entender a retórica do presidente Bush do começo de 2003 você tem de entender o conflito que se passava dentro da comunidade de serviços secretos dos EUA (e a preguiça intelectual desta comunidade), a influência oculta da crença de que Saddam estava trabalhando com a Al-Qaeda e a localização estratégica do Iraque entre a Síria e o Irã.

No centro de uma fantasia psicótica da esquerda

(Publicado no Diário Filosófico do autor no Facebook.)   Na esquerda brasileira já não existe, desde há muito tempo, pensamento individual. Tudo ali se decide em grupos, reuniões, debates internos em redes que formam o discurso ideológico destinado a criar e manter a hegemonia, o controle do movimento sobre o curso da vida social e […]

O habitual servicinho sujo da Folha de São Paulo

O jornal do sr. Frias faz o seu habitual servicinho sujo ao tentar me pintar com os traços do típico ideólogo literário ou acadêmico, sempre ansioso para fazer a cabeça de algum político e governar por procuração. Meses atrás o deputado Eduardo Bolsonaro me perguntou se eu teria a disposição de receber a visita do […]

A relação entre Olavo de Carvalho e Jair Bolsonaro

Hoje tentarei explicar a relação pública entre Olavo de Carvalho e Jair Bolsonaro, com dados disponíveis que foram coletados na internet e outros que eu guardo na minha memória. A análise do ‘Fenômeno Bolsonaro’ como ‘efeito colateral’ do trabalho do professor Olavo fica para a próxima, porque é mais complexo. Acredito que a maioria aqui […]

Donald Trump e a esquizofrenia de certos comentadores, daqui e d’além-mar

Surpresa desagradável: Bill e Hillary Clinton construíram um muro de 300 milhas na fronteira com o México.

A vitória de Trump, no escrutínio do pretérito mês de novembro, provocou uma hecatombe nas redes sociais e, digamo-lo com justiça, na cabeça de certos comentadores, palpiteiros e analistas, cujos neurónios entraram, desde então, no modo…“desligado”, que aliás teima em persistir, até hoje. Dá que pensar.

Marionete Russa

Declaro claramente que Marx foi conscientemente um intelectual embusteiro com o propósito de manter uma ideologia que permitiria a ele apoiar ação violenta contra seres humanos com uma demonstração de indignação moral.
Eric Voegelin, Reflexões Autobiográficas (pag 48).


Aqueles que são familiarizados com os trabalhos dos comunistas estão cientes de que os EUA são um risco. Eles temem que o povo do país desperte para o perigo. Mas os inimigos da civilização, tanto aqueles no partido comunista quanto aqueles na margem, que estão brincando com fogo ao apoiarem teorias comunistas, estão trabalhando para efetivar a derrota do governo. Eles estão trabalhando inteligentemente, insidiosamente, e estão dispostos a gastar muito tempo para alcançar seus fins, mas seu principal propósito, a meta a que eles aspiram, é a destruição da igreja, lar e estado na América e a criação de uma ditadura do proletariado, controlada por Zinoviev e seu bando em Moscou, para tomar o lugar do governo dos EUA.
R.M. Witney, Red In America, 1924, (pag 54).

Provokatsya

Não pode ser acidental que o Partido Comunista dos EUA (CPUSA) tenha endossado Hillary Clinton para presidente. O CPUSA ostensivamente tem sido, e permanece, um partido pró-Moscou.

O fundamento último da trama estratégica de Moscou está agora se tornando visível. Como John Dziak apontou em seu ensaio, “Soviet Deception: The Organizational and Operacional Tradition” (em tradução livre: O Engano Soviético: A Tradição Organizacional e Operacional), o conceito estratégico chave russo inclui: Proniknovenniye (Penetração), Provokatsiya (Provocação), Fabrikatsiya (Fabricação), Diversiya (distração), agent po vliyaiyu/ agent vliyaniye (agente de influência), Dezinformatsiya (Desinformação), Kombinatsiya (Combinação).