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Bene Barbosa: um herói em Belém

20 de novembro de 2015 - 19:31:42

Mas Belém, afortunadamente, está mudando. Graças a um pequeno grupo de pessoas (dentre as quais este que vos escreve) que tem em comum uma imensa força de vontade e o interesse de trazer um serviço de informação à população paraense, levando a ela a discussão de temas considerados de interesse e importância nacional, e, ouso dizer, universal.

Foi por esse mesmo grupo, autodenominado “Reaja, Pará!” – iniciativa do meu querido amigo (e também colaborador deste MSM) Luiz Fernando Vaz -, que sobrevive graça ao apoio de doações individuais e sem nenhuma ligação com qualquer outra entidade nacional ou regional, que foi possível receber em solo belenense uma das maiores personalidades brasileiras, o professor Bene Barbosa. O objetivo foi realizar uma palestra, cujo tema central foi o histórico das políticas desarmamentistas e seus efeitos em nosso país, além de uma noite de autógrafos de seu livro, “Mentiram para mim sobre o Desarmamento”, escrito em parceria com Flávio Quintela.

Aqueles que, como eu, acompanham há alguns anos a trajetória de Bene Barbosa, sabem que ele é uma grande liderança, respeitada e temida, na proteção do pleno direito à legítima defesa por meio da posse e porte de armas. Um autêntico especialista na temática do desarmamento e dos problemas dele decorrentes. Em uma época na qual temas desta seriedade são tratados com aquele romantismo infantilóide tão característico do meio progressista, Bene desfez as principais falácias plantadas na cabeça do cidadão comum pela mídia, apresentando fatos concretos, incontestáveis, junto a uma pequena e esclarecedora aula da história do desarmamento no Brasil. Sempre com aquele bom humor peculiar aos professores de “direita” (e que, diga-se de passagem, falta aos esquerdistas), tornando a palestra uma experiência ao mesmo tempo enriquecedora e divertida.

Mais do que um especialista ou uma autoridade, Bene Barbosa é um herói. A sua história de vida é a história de batalhas contra toda a hegemonia estabelecida pelo politicamente correto, contra esquemas de assassinatos de reputação, nos quais as pessoas que estão na posição dele são frequentemente pintadas: como monstros coniventes com a violência. Como se quisessem que os cidadãos de bem carregassem o fardo de viver em uma terrível sociedade armada, na qual todos iriam se matar no meio da rua.

Essa e muitas outras mentiras já foram devidamente desmascaradas pelo prof. Bene em seu livro. Contudo, cabe relatar que, mais do que o desejo de se armar, o que eu percebi em Bene Barbosa foi o desejo de proteger: de ter o direito de portar uma arma visando a proteção da família e das pessoas que lhe são estimadas quando o Estado não estiver presente (ou até mesmo contra esse próprio Estado) e, acima de tudo, o desejo de que todo e qualquer cidadão de bem também possua esse direito fundamental: desde o homem de negócios que vive nas grandes capitais, até o pobre ribeirinho que vive nas condições mais duras e desamparadas que se pode imaginar (contando somente com a proteção dele mesmo e com a de Deus). E o verdadeiro heroísmo se encontra precisamente no desejo de proteger.

A vinda do professor Bene Barbosa a Belém representa apenas o início de muitas outras ações. Aguardem, Belém, outros heróis ainda estão por vir.

Edilson José Rosa é geólogo e colaborador do Reaja, Pará.Curta a página do grupo no Facebook: https://www.facebook.com/reajapara/