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A assimetria do poder do Estado brasileiro

23 de junho de 2010 - 20:21:53

O incremento da força de repressão interna é de tal monta que pessoas jovens nem se dão conta, enquanto são doutrinados contra uma ‘ditadura militar’ do passado, esta sim tida como extremamente repressiva. Cada vez menos pessoas que viveram os chamados ‘anos de chumbo’ sobrevivem para dar o testemunho de que, naqueles tempos, o poder repressivo era mínimo e seletivo, embora mais ostensivo e algumas vezes mais truculento, se comparado ao que vivemos hoje. Claro, hoje é tudo legal e democrático e conta com o apoio de uma população de carneiros sedenta de controles que aplaude a cada medida legal tomada contra ela. Aliás, nem percebe o quanto está perdendo de liberdade para viver numa falsa segurança magnanimamente concedida pelo Estado. A campanha anti-fumo, a lei seca, a imposição do politicamente correto, as leis contra a ‘homofobia’, a lei ficha limpa, ou suja, sei lá, a lei das cadeirinhas para crianças em automóvel todas são aplaudidas com entusiasmo. Esperem que vem mais por aí! Se Serra ganhar o poder aumentará exponencialmente com o tal Ministério da Segurança Pública, inspirado no KGB e no RSHA (Departamento Central de Segurança do Reich). O pior é que, democraticamente como sói, os três poderes estão unidos e, somados às estatais, formando a Nova Classe ou o Partido Interno de George Orwell, que já poderia ter lema em novilíngua: repressão é liberdade.

Quanto à defesa, desde 1994 os governos ressentidos e vingativos de FHC e Lula vêm sucateando as FFAA e afastando-as dos centros do poder. Já abordei este assunto em outros textos, hoje quero falar de um específico.

Nas discussões sobre a possibilidade do Brasil e outros países desenvolverem tecnologia para enriquecimento de urânio e fabricarem bombas atômicas, está faltando verdades, sinceridade, franqueza e debate aberto. Abundam falsidades, mentiras, hipocrisia e cinismo, misturados com dissimulação e falsos protestos de pacifismo. Qualquer tentativa de discutir o assunto é bloqueada e parece que falar disto é igual a explodir um artefato nuclear. Tornou-se tabu sequer levantar a hipótese. Mais: pensar nela já constitui uma crimidéia!

Por um lado, os histéricos amedrontados exigem silêncio em nome de uma falsa paz de espírito. Por outro, a ‘comunidade internacional’, que nada mais é que a comunidade da Nova Ordem Mundial, via ONU, usa seu poder de terrorismo para aterrorizar a população com os horrores de um holocausto nuclear. No entanto, quem possui o poder de desencadear tais horrores – inegáveis, sem dúvida – são os mesmos que defendem só para si o direito de fazê-lo! Mais uma vez tentam despertar uma falsa ilusão de segurança.

Até hoje não li ou ouvi nenhum argumento que me convencesse de que o mundo está mais seguro se somente as potências que fazem parte do ‘clube atômico’ forem capazes de destruição em massa. Mas li e conheço bem o documento que deu origem a tudo isto: A diretiva Freedom from War, Department of State Publication 7277 enviada por Kennedy à Assembléia Geral da ONU em setembro de 1961. A assimetria apontada neste artigo não é inventada aqui, mas segue à risca a diretiva 18(a) do Estágio III: Os Estados deverão reter apenas aquelas forças e armamentos não nucleares necessários para manter a ordem interna (…) e deverão também concordar em providenciar as tropas necessárias para a Força de Paz da ONU. Dos países do BRIC o Brasil é o único que não possui capacidade nuclear.

Os países periféricos ocidentais vêm respeitando como vaquinhas de presépio a estas diretivas e à ONU. E o Islam? Ahmadinedjad estará brevemente de posse de artefatos nucleares. Vamos confiar nossa defesa à ONU ou aos EUA presidido por Obama? Este é apenas um, mas dos maiores problemas!

 

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