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A chanchada da embaixada

11 de outubro de 2009 - 19:47:38

Querem nossas autoridades do Itamaraty do A e do Itamaraty do B, ou seja, Amorim e Garcia, nos fazer crer que, tendo ingressado no território de seu país com o apoio do governo “bolivariano” da Venezuela, o homem do chapéu de vaqueiro – posto para fora de seu cargo porque pretendia claramente agredir a Constituição hondurenha para perpetuar-se no poder, seguindo a cartilha da Aracanga de Caracas -, passeando com sua entourage por Tegucigalpa, de repente – e não mais do que de repente – olhou à sua esquerda e viu, por acaso, naturalmente, o edifício da embaixada brasileira. Como deveria estar com fome, cansado, suado, sujo da viagem, já com vontade de ir ao banheiro e sem local para pernoitar, bateu palmas e o dono da casa, piedosamente, o acolheu, bem como à sua caravana… Desde então, passou a ser não um asilado, mas um hóspede

Será que pensam que somos todos idiotas? Ou que essa versão seja aceita por qualquer pessoa que sabe diferenciar alhos de bugalhos?Não vou aqui analisar os fatos que estão por trás da atitude do governo brasileiro. Para tanto, basta dar uma espiada no comentário Lance de Grande Mestre, postado hoje por meu dileto e perspicaz amigo, o psicanalista Heitor De Paola, em seu blog http://www.heitordepaola.com. Embora De Paola reconheça que seu texto seja meramente especulativo, penso que contém verdades que todos precisam conhecer. Uma verdadeira chanchada, uma patuscada! São de causar riso aquelas cenas em que aparece Zelaya dormindo em um sofá, com o chapéu enfiado entre o couro cabeludo e o nariz, com os pés no encosto e – podemos imaginar! – com miríades de moscas esvoaçando aqui e ali, lá e acolá, algures e alhures, no entorno de sua “bolivariana” cabeça… Um retrato fiel da decantada latinoamericanidad!

De toda essa palhaçada internacional, ficam algumas constatações: primeira, nossa política externa é claramente terceiro-mundista; segunda, a mídia, ao apontar Micheletti como “golpista” e Zelaya como presidente “constitucional”, mostra mais uma vez que está a serviço da desinformação esquerdista, já que a verdade é exatamente o oposto; e terceiro, que o melhor que poderia acontecer com a OEA seria que fosse fechada, a exemplo, aliás, de outras organizações e grupos internacionais que mais se assemelham a enormes ONGs oficiais contaminadas pela cartilha do “politicamente correto”, como a ONU, o FMI, o Banco Mundial e os Gi (sendo i um número inteiro e assumindo os valores 7, 8 e 20) e verdadeiros sorvedouros do dinheiro dos contribuintes em escala mundial.

Mas, como observou o economista Milton Friedman há alguns anos em entrevista à Globonews, nada é mais duradouro do que uma agência estatal e nada parece ser mais eterno do que uma agência estatal internacional… Olhando para a chanchada da embaixada brasileira em Honduras e para a atuação da OEA, podemos inferir que o “bom velhinho” da Universidade de Chicago tinha razão.

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