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A Colômbia que fique firme

12 de novembro de 2009 - 3:00:00

Como marxista-leninista e submisso às ordens de Fidel Castro, Chávez está de antemão em guerra contra a Colômbia, e tudo o que não seja comunismo ou esteja contra seus sócios das FARC. Nessa ordem de idéias, sua megalomania estimulada por Fidel e Lula, pode desembocar na irresponsável ordem de uma agressão armada contra a Colômbia.

À metódica e calculada somatória de fatos pré-justificados por parte de Chávez, só faz falta o detonante. Um fato de gravidade que implique em uma resposta armada da Venezuela com vistas a uma guerra relâmpago contra pontos estratégicos colombianos, por exemplo, um magnicídio urdido com a assessoria de terroristas islâmicos, um incidente da Nicarágua com a Colômbia ou um enfrentamento armado na fronteira entre tropas dos dois países.

É curioso que a seqüência de agressões verbais e anúncios de país em pé de guerra por parte de Chávez, no domingo passado, tenha ocorrido tão logo Lula ofereceu seus bons ofícios e intenções de sentar Uribe e Chávez para que façam as pazes, em uníssono com seu ministro Garcia (amigo incondicional das FARC) que ofereceu os serviços da Força Aérea Brasileira para patrulhar a fronteira binacional.

Uribe não pode voltar a cair no erro de entregar um assunto tão sensível nas mãos de um cúmplice das FARC. Embora para muitos pareça paradoxal, Lula é o mais interessado em que haja um conflito armado entre a Colômbia e a Venezuela. As razões saltam aos olhos: dessa forma, ele teria a oportunidade de intervir como o mediador-salvador e o herói da jornada. Algo similar à palhaçada que Fidel Castro montou, quando atiçou Chávez para que rompesse relações com a Colômbia devido à captura de Granda, porém depois apareceu no cenário como o mediador imparcial.

Ao mesmo tempo em que Evo Morales justifica a agressividade verbal e as ações belicosas de Chávez, torna-se suspeito o silêncio calculado de “Colombianos pela paz”, do mesmo modo que a descarada e cínica atitude de Ernesto Samper, para quem as palavras vergonha e dignidade parecem não existir.

Da mesma maneira sucede com os diretórios políticos, os congressistas e a mesmíssima Corte Suprema de Justiça, tão moralista sempre que se trata de atacar o presidente Uribe mas, nesse caso, indiferente frente a uma evidente e iminente agressão armada do governo chavista contra a Colômbia.

Por estas e muitas razões mais, a Colômbia deve tomar ações estratégicas, políticas, diplomáticas, econômicas, geopolíticas, militares e psicológicas.

No âmbito estratégico o governo colombiano deve dispor a mobilização nacional. Não só de reservas. Chegou o momento de desempoeirar os planos de segurança e defesa nacional, de ativar o Conselho Superior para a Defesa Nacional, de atualizar os planos de guerra das Forças Armadas, de re-estabelecer as necessidades logísticas em cada uma das categorias e abastecimentos, de atualizar as estatísticas e incorporar dados precisos de empresas, hospitais, grupos de defesa civil, para-médicos, homens e mulheres em idade militar, etc.

No campo diplomático, obrigar os acomodados cônsules e embaixadores para que apresentem ante todas as chancelarias onde se encontram creditados, a informação detalhada dos planos estratégicos do Foro de São Paulo, da ALBA e da UNASUL, dirigidos à destruir as instituições colombianas e implantar uma ditadura totalitária comunista similar à cubana. Urge pedir a ação do Conselho de Segurança das Nações Unidas para bloquear as intenções chavistas e exigir condenações internacionais aos governantes do Equador, da Nicarágua, de Cuba, do Brasil e da Bolívia, por apoiar o terrorismo comunista.

No campo econômico, urge que os burocratas diplomatas colombianos trabalhem mais horas e com objetivos mais concretos, orientados a posicionar os produtos colombianos em outros mercados diferentes aos vizinhos belicosos. E, claro, para que Lula não faça mais palhaçadas em conluio com Chávez e as FARC.

No campo geopolítico, é necessário que a Chancelaria esclareça de uma vez por todas com o governo democrata dos Estados Unidos, qual é a posição real do colosso do Norte, que até o momento parece indicar que o Pentágono vai por um lado e a Casa Branca por outro em relação à Colômbia.

A “marmelada” com o TLC por parte da bancada democrata norte-americana, em contraste com a elevada quota de sangue de soldados, policiais e civis na luta contra o narco-terrorismo comunista, deixa a sensação de que a Colômbia está só na defesa da liberdade e que se se produzir a agressão chavista, a Casa Branca optará por transferir o problema para a Colômbia e a mediação diplomática a Lula ou sua sucessora.

No campo militar é necessário mobilizar reservas e treiná-las em operações de guerra regular, enquanto as unidades de contra-guerrilhas continuam o combate contra as estruturas das FARC e do ELN. Para esse efeito, as Forças Militares devem ser dotadas com equipamentos de combate de última geração, por exemplo, sistemas de defesa anti-aérea, lança-foguetes, tanques de combate, bombardeiros, artilharia, comunicações e navios de guerra.

E no campo psicológico, qualificar e incrementar as campanhas de propaganda militar para induzir os terroristas das FARC a se desmobilizar, informação concreta aos venezuelanos acerca da gravidade negativa de uma guerra entre duas nações irmãs, e constante fortalecimento da fé na causa para manter sua mística de combate em alta.

Senhor Presidente, senhores ministros, senhores senadores, senhores governadores, senhores prefeitos, chegou a hora da mobilização nacional e o momento de romper as cadeias da indiferença e da inércia frente à defesa nacional. Há uma grave ameaça em andamento. O agressor advertiu a intenção de atacar a Colômbia. Mal faria o país em acreditar que se trata de mais uma arenga do delirante presidente Chávez. Guerra advertida não mata soldados – diz o velho ditado.

*Analista de assuntos estratégicos – www.luisvillamarin.com

Fonte: El Tiempo

Tradução: Graça Salgueiro

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