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A direita não existe

20 de maio de 2010 - 23:40:18

A direita é apenas um fantasma na mente da esquerda, que fala em “direita raivosa”, em “elite direitista”, em “mídia golpista” e por aí vai. Mas não existe como tal. Pode ver. Cadê o movimento unificado de direitistas? Cadê sua ideologia? Se até os blogueiros “de direita” vivem brigando entre si! Como bem observou o leitor Woland, no Brasil, nenhum partido se assume como “direita.” Até o DEM se considera Democrata, isto é, se vêem como espelho do partido mais esquerdista dos EUA. Serra e Lula (1), os principais candidatos presidenciais, são ambos de esquerda, mais ou menos assumida.

Mas não é só no Brasil, é em todo o mundo, a direita não existe mesmo. Nunca existiu. O que existem são indivíduos, que pensam de modo muito diferente entre si, e cuja única característica em comum é simplesmente querer ser deixados em paz. Não querem participar das revoluções da esquerda. Não querem transformar o mundo. Não querem pagar impostos para sustentar metade do planeta. Não querem participar de radicais experimentos sociais e sexuais. Por isso, apóiam em maior ou menor medida um Estado reduzido e têm algumas causas em comum entre si. Mas divergem na questão do aborto, da política externa, dos direitos individuais, etc etc etc.

E a esquerda, existe?

Bem, vejam esta pequena lista de organizações militantes esquerdistas durante o governo militar no Brasil:

PCB e POLOP
O PCB (Partido Comunista Brasileiro) e POLOP (Politica Operaria)
Foram as matrizes da esquerda brasileira, 1º o PCB e depois o POLOPcomo alternativa partidária ao PCB.Mesmo considerados Ilegais na Ditadura Eram contrário à luta armada, o que deu origem a uma série de movimentos dissidentes que se transformaram nos principais grupos guerrilheiros de combate à ditadura.Foram eles:

-PCdoB (Partido Comunista do Brasil):
Primeira dissidência do PCB(Partido Comunista Brasileiro) contrária à linha pacifista.Apesar do nome Partido ele começou como Grupo Guerrilheiro Foi o único grupo a realizar ações de guerrilha rural no país. Entre 1972 e 1974, cerca de 70 combatentes enfrentaram até 20 mil soldados na Guerrilha do Araguaia. Cerca de 300 Militantes.

-MNR (Movimento Nacionalista Revolucionário):
Bem articulado e estruturado em 1964, era o grupo que os militares mais temiam nos primeiros anos após o golpe.Tinha apoio de Cuba – Fidel Castro acreditava que o MNR faria a revolução socialista no Brasil.tinha Cerca de 100 militantes.

-AP (Ação Popular):
Formada por militantes de esquerda ligados à Juventude Católica e com forte adesão dentro do movimento estudantil, apoiava as reformas de base e as lutas trabalhistas. Alguns religiosos ligados à AP cediam os mosteiros para as reuniões clandestinas dos grupos guerrilheiros.Tinha Cerca de 400 militantes.

-DI/GB (Dissidência da Guanabara):
Grupo Dissidênte do PCB no antigo Estado da Guanabara,em conjunto com a Ação Libertadora Nacional,seqüestro o embaixador norte-americano Charles Elbrick,após isso foi absolvido pelo MR-8.

-MR8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro):
Serviu de abrigo a grupos menores, como a Dissidência da Guanabara, formada pelos estudantes que tiveram a idéia de seqüestrar diplomatas estrangeiros. A ação de maior sucesso envolveu o embaixador americano Charles Elbrick.Tinha Cerca de 100 Militantes.

-PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário):
Era outra dissidência do PCB formado por ex-dirigentes do PCB que acreditavam na guerrilha rural,mais que não se unirão ao PCdo B por causa do PCBR ser inspirado nos ideais do líder chinês Mao Tsé-tung. A organização mesmo pregando a luta armada, porém, só praticou ações urbanas não violentas voltadas à divulgação dos ideais comunistas.Tinha Cerca de 100 Militantes.

-ALN (Ação Libertadora Nacional):
Estudantes universitários e ex-militantes do PCB formaram a organização mais ativa entre as que atuavam na guerrilha urbana. Suas principais ações incluíram o comando do seqüestro do embaixador dos EUA, ao lado do MR-8. Cerca de 250 militantes.

VPR (Vanguarda Popular Revolucionária):
Militares cassados e ex-integrantes da Polop formaram um dos grupos de maior atividade do período. Contrário ao controle do Estado pelo Exército, o capitão desertor Lamarca roubou armas do quartel para usá-las contra a ditadura militar,por um curto periodo se fundiu com o Nascente Movimento Revolucionário de Palmares Formando assim a VAR-PALMARES. Cerca de 200 Militantes.

-COLINA (Comando de Libertação Nacional):
Pequeno grupo mineiro com ramificações no Rio de Janeiro, era formado por ex-militarese ex-integrantes da Polop. Como meio de obter recursos para viabilizar a guerrilha rural, praticava assaltos a bancos e a trens pagadores. Cerca de 75 Militantes.

-MOLIPO (Movimento de Libertação Popular):
Dissidência da ALN formada por militantes que fizeram treinamento de guerrilha em Cuba. Infiltrado por um espião do governo, porém, o grupo foi praticamente eliminado pouco após seus líderes retornarem ao Brasil. Cerca de 50 Militantes.

-VAR-PALMARES (Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares):
Foi responsável pelo assalto mais lucrativo do período: o da casa de Ana Capriglione, conhecida como amante do governador de São Paulo, Adhemar de Barros. Na ação, 2,5 milhões de dólares foram roubados. Cerca de 200 Militantes.

-NVPR (”Nova” Vanguarda Popular Revolucionária):
Após o assalto a Ana Capriglione, a NVPR se separou da VAR-Palmares. Em 1971, a organização seqüestrou o embaixador suíço, Giovanni Bucher. Os militares se recusaram a negociar e o grupo decidiu matá-lo. Lamarca discordou e fez prevalecer sua vontade. Mas acabou abandonando a organização para militar no MR-8. Cerca de 150 Militantes.

Esses foram os que tiveram alguma expressão teve outros com atuação insignificante que eram dissidências das dissidências dos movimentos acima.Como :

-Ala Marighela
-AC/SP (Agrupamento Comunista de São Paulo)
esses dois 1º se fundiram e deram origem a Ação Libertadora Nacional (ALN), antes eram grupecos sem expressão.
– Ação Popular Marxista Leninista do Brasil (APML do B)
– Ação Popular Marxista Leninista Socialista (APML Soc)
– Ala Prestes
– Ala Vermelha (AV)
– Aliança de Libertação Proletária (ALP)
– Alicerce da Juventude Socialista (AJS): da CS
– Coletivo Autonomista (CA)
– Coletivo Gregório Bezerra (CGB);
– PLP Comitê Luiz Carlos Prestes (CLCP)
– Comitê de Ligação dos Trotskistas Brasileiros (CLTB)
– Comitê de Organização para a Reconstrução da Quarta Internacional (CORQI)
– Convergência Socialista (CS)
– Corrente Revolucionária Nacional (Corrente)
– Democracia Socialista (DS)
– Dissidência da Dissidência (DDD)
– Dissidência Leninista do Rio Grande do Sul (DL/RS)
– Dissidência de Niterói (DI/NIT); depois: MORELN; depois se fundiu ao MR-8 (1º MR-8)
– Dissidência da VAR-Palmares (DVP); depois: Liga Operária (LO) + Grupo Unidade (GU).
– Força Armada de Libertação Nacional (FALN), de Ribeirão Preto, SP.
– Forças Armadas Revolucionárias do Brasil (FARB)
– Força de Libertação Nacional (FLN)
– Frente Brasileira de Informações (FBI)
– Frente Revolucionária Popular (FREP)
– Fração Bolchevique (FB)
– Fração Bolchevique da Política Operária (FB-PO) = Grupo Campanha.
– Fração Bolchevique Trotskista (FBT)
– Fração Leninista pela Reconstrução do Partido (FLRP)
– Fração Leninista Trotskista (FLT)
– Fração Operária Comunista (FOC)
– Fração Operária Trotskista (FOT)
– Fração Quarta Internacional (FQI)
– Fração Unitária pela Reconstrução do Partido (FURP)
– Frente de Ação Revolucionária Brasileira (FARB)
– Frente Democrática de Libertação Nacional (FDLN)
– Frente de Mobilização Revolucionária (FMR)
– Grupo Bolchevique Lenin (GBL)
– Grupo Campanha = FB-PO
– Grupo Fracionista Trotskista (GFT)
– Grupo Independência ou Morte (GIM); depois: Resistência Armada Nacional (RAN)
– Grupo Político Revolucionário (GPR)
– Grupo Tacape (do PC do B)
– Junta de Coordenação Revolucionária (JCR)
– Liga de Ação Revolucionária (LAR)
– Liga Comunista Internacionalista (LCI)
– Liga Operária (LO)
– Liga Operária e Camponesa (LOC)
– Liga Socialista Independente (LSI)
– Ligas Camponesas
– Movimento de Ação Revolucionária (MAR)
– Movimento de Ação Socialista (MAS)
– Movimento Comunista Internacionalista (MCI)
– Movimento Comunista Revolucionário (MCR)
– Movimento pela Emancipação do Proletariado (MEP)
– Movimento Nacionalista revolucionário (MNR)
– Movimento Operário de Libertação (MOL)
– Movimento Popular de Libertação (MPL)
– Movimento Popular Revolucionário (MPR)
– Movimento pela Revolução Proletária (MRP)
– Movimento Revolucionário de Libertação Nacional (MORELN); antes: Dissidência de Niterói (DI/NIT); depois: Movimento Revolucionário Oito de Outubro (1º) (MR-8)
– Movimento Revolucionário Marxista (MRM; depois: Organização Partidária Classe Operária Revolucionária (OPCOR)
– Movimento Revolucionário Nacional
– Movimento Revolucionário Oito de Outubro (1º) (MR-8); antes: Dissidência de Niterói (DI/NIT) e Movimento Revolucionário de Libertação Nacional (MORELN)
– Movimento Revolucionário 4 de Novembro (MR-4)
– Movimento Revolucionário Vinte e Seis de Março (MR-26)
– Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT)
– Marx, Mao, Marighela – Guevara (M3G)
– Núcleo Combate Brasileiro (NCB)
– Núcleo Marxista-Leninista (NML)
– Organização de Combate Marxista-Leninista – Política Operária (OCML-PO)
– Organização Comunista Democracia Proletária (OCDP)
– Organização Comunista Primeiro de Maio (OC-1º Maio)
– Organização Comunista do Sul (OCS)
– Organização Marxista Brasileira (OMB)
– Organização de Mobilização Operária (OMO)
– Organização Partidária Classe Operária Revolucionária (OPCOR); antes: Movimento Revolucionário Marxista (MRM)
– Organização Quarta Internacional (OQI)
– Organização Revolucionária Marxista – Democracia Socialista (ORM-DS)
– Organização Revolucionária Trotskista (ORT)
– Organização Socialista Internacionalista (OSI)
– Partido Comunista – Seção Brasileira da Internacional Comunista (PC-SBIC)
– Partido Comunista Marxista-Leninista (PCML)
– Partido Comunista Novo (PCN)
– Partido Comunista Revolucionário (PCR)
– Partido da Libertação Proletária (PLP)
– 90: é o novo nome do Coletivo Gregório Bezerra (CGB)
– Partido Operário Comunista (POC); depois: Partido Operário Comunista – Combate (POC-C)
– Partido Operário Independente (POI)
– Partido Operário Leninista (POL)
– Partido Operário Revolucionário Trotskista (PORT)
– Partido Operário Socialista (POS)
– Partido da Revolução Operária (PRO)
– Partido Revolucionário Comunista (PRC)
– Partido Revolucionário do Proletariado (PRP)
– Partido Revolucionário dos Trabalhadores (PRT)
– Partido Revolucionário Trotskista (PRT)
– Partido Socialista Revolucionário (PSR)
– Partido Socialista dos Trabalhadores (PST)
– Partido Unificado do Proletariado Brasileiro (PUPB)
– Ponto de Partida (PP)
– Reconstrução do Partido Comunista (RPC)
– Resistência Armada Nacional (RAN); antes: Grupo Independencia ou Morte (GIM)
– Resistência Nacional Democrática Popular (REDE; RND)

[FONTE: Revista Superinteressante]

É pouco ou quer mais?

(E não se engane, desde então só piorou. Sabe quantas ONGs, todas naturalmente esquerdistas, existem no Brasil? Tem até uma ABONG, mãe de todas as ONGs! E são “ONGs” só no nome, já que recebem dinheiro do governo. Poderiam se chamar de OGs mesmo!)

A esquerda, em resumo, são todos aqueles que querem reformar o mundo à sua imagem e semelhança através do poder total. Dotados de uma visão utópica que, na prática, beira o niilismo (já que é totalmente divorciada da realidade dos fatos), os esquerdistas são como zumbis em busca de cérebros. Querem porque querem destruir o mundo atual, “para construir um mundo melhor” (que só existe em suas mentes doentias).

Hoje, quase todos são de esquerda, até mesmo algumas pessoas que se acreditam de direita, sem saber que estão à esquerda de Marx. Ser de direita virou, no máximo, um palavrão.

A direita não existe!

 

Nota do editor:

1 – Aqui o blogueiro confunde-se, e cita Lula ao invés de Dilma Roussef.

 

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