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A UNE é isso

29 de julho de 2009 - 6:28:58

Augusto Chagas, 27 anos, militante do PC do B, foi eleito presidente da UNE. Aluno do curso de Sistemas de Informação da Universidade de São Paulo (Campus Leste), ele presidiu o Diretório Acadêmico da Unesp-Rio Claro e o DCE da UNESP/Fatec. Também foi presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo por duas gestões. Trata-se de um estudante profissional, como tantos outros cevados pelo PC do B para ocuparem cargos de direção na UNE e em outras entidades estudantis, e depois se transformarem em deputados, ministros, prefeitos e até governadores de Estado.

Cursa o primeiro ano de Sistemas de Informação na Universidade de São Paulo (USP) depois de desistir de dois outros cursos universitários.

Entre 2001 e 2006, estudou Ciência da Computação na Universidade do Estado de São Paulo e iniciou Direito na Faculdades Metropolitanas Unidas, em São Paulo.

Não trabalha. Nunca trabalhou. Vive às custas do pai. O cargo de presidência da UNE lhe garantirá uma mesada de R$ 1.200,00.

Seu discurso se resume a repetir velhos clichês e a defender posições ditadas por seu partido.

CPI da Petrobrás?

O PC do B é contra. Alega que o objetivo da CPI não é apurar irregularidades, “mas abrir flanco para a exploração do pré-sal por setores privados”.

A crise que ameaça no Senado a presidência de José Sarney (PMDB-AP)?

Simples: “A mera saída do Sarney não resolve nada”, argumenta Chagas. Como argumenta o PC do B. Como argumenta o governo. Ele diz que os ataques contra o senador Sarney são equivocados. Por que equivocados? Porque sim, diz.

Sucessão de Lula: a UNE vai de Dilma Roussef, nada mais natural.

A UNE, outrora combativa, deu lugar à UNE chapa branca. Somente este ano já recebeu do governo subsídios no valor de 2,5 milhões. Augusto Chagas diz que também nada mais natural, pois a UNE como movimento social não tem a função de fazer oposição a governos, mas sim ir atrás de conquistas.

Por exemplo, a UNE defende a Petrobras com verba da própria Petrobras. Orçado em 2,5 milhões, o 51º Congresso da UNE recebe de ajuda nada menos que 920 mil reais do governo federal e de empresas estatais. A Petrobras doou 100 mil e ganhou o apoio dos universitários em uma passeata realizada na Esplanada dos Ministérios. A maior doação entretanto, foi do Ministério da Educação, com 600 mil reais para as despesas de alimentação e transporte dos cerca de 10 mil estudantes que participaram do Congresso. O Ministério da Justiça também fez sua doação: 150 mil reais, assim como o Ministério da Ciência e Tecnologia (50 mil), e a Caixa Econômica Federal (20 mil). A UNB liberou anfiteatros e salas de aula.

Em janeiro, a Petrobras já havia repassado outros R$ 100 mil para a realização da 6ª Bienal de Cultura e Arte da UNE.

Os delegados da UNE deixaram um rastro de falta de educação nas escolas públicas em que se hospedaram, em Brasília. Graduados em baderna, segundo reportagem do Correio Braziliense, deixaram para trás muito lixo, garrafas de bebidas alcoólicas e preservativos usados nos dez centros de ensino utilizados por cerca de 6 mil universitários que ali ficaram hospedados.

“A gente viu uns jovens tomando banho na horta das crianças e eles ainda fizeram as necessidades em cima das plantações”, lamentou a diretora do Centro de Ensino Fundamental 01, do Lago Norte, Claudia Regina Justino Fernandes.

A cara de sempre da UNE

Entre 2001 e 2006, estudou Ciência da Computação na Unesp (Universidade do Estado de São Paulo), em Rio Claro, que abandonou por causa de um problema familiar, e iniciou Direito, na FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas), em São Paulo. Durante o estudo nas faculdades, fez parte de diretórios acadêmicos.

Augusto afirma que não se sente mal ao ouvir críticas de que seria um “estudante profissional”, aos 27 anos.

Isso é a UNE.

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