1. América Latina
  2. Arquivos

As azuis contra-atacam

11 de novembro de 2009 - 3:00:00

Alguns fatores ocorreram para justificar uma ‘retificação’, se não uma virada completa: às duas derrotas e um empate eleitoral – a reeleição de Blomberg, um prefeito independente – nos EUA, o despencar de sua popularidade e a óbvia dupla derrota no Afeganistão – militar e política com Hamid Karzai fraudando as eleições – somaram-se mais recentemente a derrota do casamento gay no ultra-liberal Maine, deixaram o Obaminável numa posição difícil, impensável há meses atrás.

A rejeição ao casamento gay foi em grande parte obra do bispo batólico Richard J. Malone que distribuiu DVD, anúncios nos Boletins Paroquiais, coleta para angariar fundos para a campanha contra o desvirtuamento do conceito de casamento e uma contundente carta que deveria servir de exemplo à CNB do B. A reação cristã vem bem a tempo, no mesmo dia em que um Oficial muçulmano do exército americano provocou um morticínio da base de Fort Hood, Texas e da divulgação de um vídeo com uma seleção de declarações do Obaminável sobre o Islã (ver abaixo, nesta página).

Voltando a Honduras. As azuis ainda podem virar o jogo, mas têm que deixar de jogar limpo com jogadores de golpes sujos como são os comunistas (se alguém disser ‘bolivariano’ eu esgano!). Um dos lances mais inocentes está no item 5 do Acordo de Conciliação Nacional: aceitar um acordo que estipula ‘que o Congresso (…) resolva a respeito a “retroagir a titularidade do Poder Executivo ao seu estado prévio ao 28 de junho até a conclusão do atual período governamental, em 27 de janeiro de 2010’. Será que não se deram conta que Zelaya, Insulza, Lula, Chávez, MAG et caterva não iriam interpretar como a volta de Zelaya, que era o Presidente no ‘estado prévio ao 28 de junho’?

Quem faz acordo com revolucionários deve ter sempre em mente a admoestação de Churchill a Chamberlain no seu retorno dos acordos de Munich com ‘Herr Hitler’: ‘podias escolher entre a humilhação e a guerra, escolhestes a humilhação, e terás a guerra’. Zelaya já pôs as SA nas ruas, embora sem muito sucesso pois suas turbas não estão bem organizadas.

{youtube}tCAffMSWSzY{/youtube}

 

{slide=Artigos Relacionados}{loadposition insidecontent}{/slide}

{slide=Artigos do Mesmo Autor}{loadposition insidecontent2}{/slide}