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As vermelhas jogam e ganham

3 de novembro de 2009 - 3:28:55

Não deu outra! Depois de uma oferta de empate pelo Governo Constitucional – Micheletti renunciaria se Zelaya fizesse o mesmo, uma espécie de trocas das damas, gambito arriscado – as vermelhas não aceitaram, empurraram um peão para a oitava casa e fizeram outra peça forte. Zelaya sabe que está ‘com as costas quentes’, protegidas pelo apoio da administração obaminável que mandou sua peça fortíssima, Shannon, para dar o Cheque-Mate nas azuis. (Leiam
aqui quem manda na política obaminável para Honduras). Estas ainda tentaram um lance desesperado em
Haia que provavelmente não dará em nada – e, se der – será dentro de meses e a história de Honduras já será outra. O acordo
Guaymuras é uma tentativa de dissimulação da derrota das azuis e salva a face de Micheletti, da Justiça e das Forças Armadas hondurenhas. Aceitaram o que Zelaya exigia: a decisão sobre sua restituição – em si impensável um mês atrás – será resolvida pelo Congresso e não pela Justiça. Vence a democracia, perde o
rule of law! Vence a decisão popular, perde a moral a Corte que o derrubou e mandou zarpar do país. Vence a demagogia – o Partido Nacionalista, virtual vencedor das eleições poderá votar a favor para não perturbá-las e legitimar a nova administração perante a nefasta ‘comunidade internacional’.

Mesmo que o Congresso vote contra a restituição – caso em que as turbas zelaystas colocarão fogo no país – o próprio acordo já é uma derrota da Lei!

Na Nicarágua Ortega conseguiu a reeleição perpétua e ninguém se intrometeu. Além dos inevitáveis e formais muxoxos da famigerada ONU o resto do mundo permanece a favor dele – da democracia contra a Lei – ou mostra indiferença. No Brasil setores liberais aplaudem uma fraude montada pelos irmãos Castro e acreditam na autenticidade de uma impostora. Parabéns, Foro de São Paulo!

Fobia ao uso de palavras

É impressionante como a campanha desenvolvida pelo Komintern desde a década de 30 do século passado para desmoralizar o anticomunismo gerou uma fobia até mesmo nos articulistas liberais: poucos ousam escrever ou pronunciar a palavra comunismo. É populismo, bolivarianismo ou qualquer outra palavra vazia de significado. Comunismo nunca, embora o Foro de São Paulo fosse explícito na sua fundação: recuperar na América Latina o que foi perdido na Europa do Leste! E o que se perdeu por lá?

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