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Cem dias de Obama na Veja: mais asneiras de André Petry

5 de maio de 2009 - 1:08:30

Já no primeiro parágrafo, para falar de seu ídolo, Petry começa pelas dificuldades que o presidente Obama enfrenta. O que não faz sentido citar, visto que muitos presidentes americanos passaram pelas mesmas dificuldades: guerras e crises econômicas.

Logo mais adiante, vem a primeira informação falsa. Petry disse que Obama foi o único presidente com aprovação tão alta nos 100 primeiros dias. Lembrando apenas dos cinco anteriores: Ronald Reagan e Jimmy Carter bateram os índices de Obama. (http://www.usnews.com/articles/opinion/2009/04/29/obamas-100-day-approval-rating-at-63-percent.html). Carter, aliás, é o ex-presidente mais semelhante com Obama não só em popularidade (http://www.worldnetdaily.com/index.php?fa=PAGE.view&pageId=96381), mas em diversos aspectos.

Em seguida, o repórter da Veja passa a falar da polarização gerada no governo Obama. No entanto, ele esquece de comentar que nunca antes na história dos Estados Unidos houve um governante tão esquerdista.

André Petry ainda afirmou que Obama tem aprovação sem precedentes. Não é preciso ir longe para comprovar a mentira. Refrescando a memória do repórter, George W. Bush alcançou 90% de aprovação popular após os ataques de 11 de setembro. (http://en.wikipedia.org/wiki/Approval_rating)

Petry também tenta ridicularizar os jornalistas americanos Bill O’Reilly e Rachel Maddow, que apenas fazem o que ele não faz: assumir o que pensam. Tentando ironizar a Conservapedia (http://www.conservapedia.com), o repórter da Veja diz que o site apresenta apenas 21 argumentos para comprovar que Obama é muçulmano. Engraçado, Petry não apresenta um único para provar que Hussein é cristão.

Além de escrever a reportagem dos cem dias com informações erradas, o correspondente da Veja em Nova York esqueceu de falar dos escândalos que derrubaram 3 secretários de Obama, do incentivo do governo americano ao aborto, do diálogo com quem apóia o terrorismo, da explosão do déficit americano e da intervenção do governo dos EUA em empresas privadas. Detalhe: essas são apenas questões que decidirão o rumo de muitas gerações.

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