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Colômbia: politiqueiros dão força ao castro-chavismo

11 de setembro de 2009 - 16:26:38

Resulta incrível que depois dos achados dos computadores de Raúl Reyes e dos sequazes do Mono Jojoy, ainda há ingênuos ou o que é pior, oportunistas, que ensandecidos para tirar o presidente Uribe do caminho, não se dão conta ou não querem entender que as FARC, os setores radicais do Polo Democrático (ou talvez, anti-democrático), os camaradas do Partido Comunista Colombiano, a senadora Piedad Córdoba e a quinta coluna dos mal chamados Colombianos pela Paz, somados ao clube de ineptos ex-presidentes e ex-ministros politiqueiros, vão atrás de seus interesses pessoais, sem se importar em quanto se sacrifique a Colômbia.

Em toda esta comédia barata há um cozido demagógico, que no final só impulsiona os interesses de Chávez. Não é segredo para ninguém que o governo venezuelano financiou a venenosa campanha politiqueira e agressiva de [Gustavo] Petro contra o presidente Uribe. A incrível moralidade do terrorista desmobilizado recebeu forte injeção monetária, com o intuito de posicionar os camaradas nos entornos do poder político, com a flagrante intenção de tirar Uribe da Casa de Nariño.

Do mesmo modo ocorre com a estulta atitude do pai do cabo Moncayo, copia fiel da irreverente viajante Yolanda Pulecio. Ambos financiados pelo governo chavista, tal como sucedeu com os “concertos” pelo acordo humanitário que Raúl Reyes ordenou a Piedad Córdoba e que depois Chávez financiou.

Porém, os descobrimentos das condições umectantes da água não terminam aí. Desde vários anos, os consulados e embaixadas venezuelanas disseminam pelo mundo propaganda anti-uribista e apóiam a publicidade do Polo Democrático [1], em particular dos setores recalcitrantes de dinossauros políticos que ainda continuam convencidos de que o terrorismo comunista é a solução para os problemas da miséria, violência e fome que têm estimulado as quadrilhas de bandoleiros que constituem o braço armado do Partido Comunista.

Há alguns meses este blog denunciou que a página web dos camaradas do Polo Democrático no Canadá multiplica os documentos das FARC, calunia a Colômbia e o presidente Uribe, e busca o persistente projeto de desprestígio da institucionalidade nacional.

De imediato choveram raios e trovões. Os aludidos enviaram comunicados de imprensa a diferentes redações e desataram uma tormenta de epítetos próprios de Chávez ou Correa, para, do mesmo modo que os presidentes-bandidos, declarar-se agredidos, pois como bons comunistas, sabem que a tática da guerra psicológica é essa: agredir e imediatamente se declarar vítimas da perseguição oficial.

Finalmente, é sintomático que haja tanta aproximação e afinidade dos funcionários diplomáticos e consulares venezuelanos acreditados no Canadá, com os “exilados” das FARC que aparecem lá como sindicalistas e humildes operários perseguidos.

Por razões óbvias não vão dizer que são terroristas, nem que assassinaram milhares de camponeses inocentes, nem que traficaram coca, nem que têm semeado o terror nos campos e veredas.

Não. Os comunistas com armas ou sem armas, sempre são anjos inocentes, incapazes de assassinar a vida em flor… Tudo o que se diga deles é embuste dos capitalistas, pois os únicos que têm a verdade são os comunistas.

Durante as celebrações das festividades pátrias de todos os países hispânicos em New York, membros do Polo Democrático dedicaram-se a distribuir com os participantes dos eventos uma série de pasquins e propaganda esquerdista, em cujos conteúdos destilam “ódio de classe” contra o presidente Uribe, as Forças Militares e todo aquele que não seja comunista.

Tiveram inclusive o cinismo de qualificar o governo democrata dos Estados Unidos de “imperialista” e perseguidor da auto-denominada esquerda progressista. Traidores como todos os comunistas, fizeram o mesmo que o cão raivoso, que morde a mão de que lhe dá de comer.

O preocupante do assunto é que tal publicidade é financiada e produzida pelo consulado venezuelano que funciona na capital do mundo, ante o olhar indiferente dos que deveriam atuar para impedir a apologia ao terrorismo dentro dos Estados Unidos.

O presidente Uribe levou à Cúpula da UNASUL, em Bariloche, provas muito comprometedoras da descarada aliança dos socialistas chiques colombianos com os comunistas venezuelanos, e inclusive dias antes da improdutiva reunião, Chávez vociferou que seu ideário político respalda a coletividade política de Samuel Moreno, Robledo, Lucho Garzón e os demais “progressistas”, por sinistra coincidência o mesmo partido político do qual Tirofijo indicou em um e-mail dirigido a Raúl Reyes, que coincide com estabelecimentos políticos farianos.

Não obstante, Uribe não conseguiu destampar a panela podre em público, porque a camarada Kirchner interveio para desviar o foco da grave denúncia de violação da soberania nacional, orquestrada desde Havana, Manágua, Caracas, Quito e La paz. Por essa mesma razão, Lula repreendeu seu peão Rafael Correa porque não foi contundente contra Uribe, que os supera como governantes.

Porém, a OEA guarda inexplicável silêncio a respeito. Do mesmo modo ocorre com os que questionaram a presença militar gringa na Colômbia, mas não dizem nada acerca da desaforada carreira armamentista venezuelana, aparelhada com a supressão das liberdades individuais nesse pais; ou da descarada aliança de Chávez, Correa, Ortega e Fidel Castro com as FARC. Tampouco os questionam por albergar terroristas em seus territórios, pois os organismos de algibeira como a UNASUL e a ALBA são financiados e orientados pelos comunistas que idolatram o decrépito ditador cubano.

Há coincidência programática total da UNASUL e da ALBA com o Partido Comunista e as FARC. Desde essa óptica torcida, o problema não são os terroristas senão o presidente Uribe, pessoa que é necessário tirar do caminho para que o Socialismo do Século XXI se apodere da Colômbia.

Para completar, os ineptos e questionados ex-presidentes Ernesto Samper e César Gaviria, dois dos responsáveis pelo caos governamental que Uribe encontrou em 2002, corroídos pela inveja que lhes produz ver um estadista como Uribe, dotado com as características de um Churchill crioulo, dono de uma imagem superior a 90% entre os colombianos a pé, também procedem do mesmo modo que as FARC e os camaradas do Polo e do PCC: morrem de vontade de ver Uribe fora da presidência!

E não é para continuar sua extraordinária obra de pacificação nacional ou de investimento social nas zonas afastadas. Não. Dói na alma de Samper e Gaviria que seus comparsas, entre eles os ineptos e os corruptos que lhes fazem coro, estejam como eles fora da fatia burocrática que lhes permita sangrar o erário público.

Cínicos, Gaviria e Samper atuam como se não fossem conscientes de que os dois encarnam uma vergonha histórica para o país e um mal exemplo para as gerações vindouras, que sem entrar em detalhes evidenciam em suas atuações que a inveja e a intriga são os motores que animam os dois medíocres ex-mandatários.

Para completar o circo da mediocridade, as levianas ex-ministras Noemí Sanín e Martha Lucía Ramírez foram acometidas da idiotice de se acreditar dirigentes políticas com capacidade presidencial. Ambas traíram Uribe, pois primeiro usufruíram imerecidas nomeações públicas concedidas por Uribe, e depois fizeram como os comunistas colombianos de New York: morderam a mão do amo que lhes dá a comida.

Em síntese, essa tem sido a realidade da decomposição política da Colômbia. Durante quase 200 anos de vida republicana, a medíocre direção tem sido inferior ao desafio. O egocentrismo, a egolatria e a auto-suficiência dos estúpidos ou dos medíocres, se impuseram. Por isso querem tirar Uribe do caminho.

Todo o lucro desta estultice coletiva é para Chávez e seus sequazes. E por isso, estamos como estamos. Como dizia Cochise: “Na Colômbia morre mais gente de inveja do que de enfarte…”

 

* Analista de assuntos estratégicos – www.luisvillamarin.co.nr

[1] Para se conhecer melhor a interferência de Chávez nos assuntos internos da Colômbia, vejam este vídeo do embaixador da Venezuela na Colômbia, que não deixa margem para dúvidas acerca do afirmado pelo articulista: http://www.youtube.com/watch?v=A1OzmB5FJQY

Fonte: http://www.eltiempo.com/blogs/analisis_del_conflicto_colombiano

Tradução e nota: Graça Salgueiro

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