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Colômbia versus FARC: militares se candidatam

12 de março de 2010 - 19:46:28

Em contraste com os conchavos eleitorais que os politiqueiros tradicionais fazem, este grupo de antigos militares e policiais elaborou um atrativo projeto político que pretende o fortalecimento das instituições, robustecer a estratégia de Segurança Democrática até convertê-la em uma política de Estado, melhorar substancialmente a educação e a investigação científica nas universidades, além de propender pela preservação e melhoria do meio ambiente.

Em segunda instância, as FUN buscam opor-se com veemente decisão patriótica às intenções do Movimento Continental Bolivariano e do Foro de São Paulo de tomar pela força ou por ardis o poder na Colômbia, com o fim de impor a sinistra ditadura do proletariado e, ao mesmo tempo, acabar com as liberdades ao estilo de Hugo Chávez Frías na Venezuela, com seu socialismo do século XXI, ou de Fidel Castro em Cuba.

Por analogia, as FUN se opõem às pretensões políticas das FARC, que tentam obter status de beligerância para constituir-se em um “exército do povo”, paralelo, com domínio de um território, o qual implicaria a entrega da soberania nacional, como estavam conseguindo durante a vergonhosa administração Pastrana Arango, ou querem conseguir por meio da alcagüetagem de Colombianos pela Paz.

Para tal, as FUN propõem impulsionar a lei orgânica de Defesa e Segurança Nacional e complementarmente estar vigilantes para que as vitórias que as Forças Armadas conseguiram no campo de combate, não se convertam em derrotas nas eventuais mesas de negociação, nos tribunais judiciais e/ou nos ardis da guerra política pró-terroristas apadrinhada por governos marxistas e pelos comunistas colombianos.

Em consonância, as FUN propõem exigir que os membros das Forças Armadas que delinqüiram sejam julgados de acordo com as leis colombianas, mas também aos incursos em prováveis delitos, por causa e razão do serviço, lhes seja garantido o devido processo, se lhes julgue de acordo com pré-existentes, com juízes e tribunais da Justiça Penal Militar e com uma defesa técnica e idônea financiada pelo Estado.

Esta posição infere lutar para que se restituam o foro militar e o foro disciplinar, junto com a defesa da obrigatoriedade do serviço militar, catalogado como norma essencial para a defesa e segurança interna e externa da nação.

Ao mesmo tempo, defender o deteriorado e complexo sistema de saúde da Força Pública, cujo crescimento matemático e geométrico transbordou a capacidade orçamentária designada pelo Estado e converteu-se em um verdadeiro gargalo da garrafa para a administração militar e policial, na deterioração da saúde dos que entregam até a vida para garantir a paz e a tranqüilidade dos compatriotas.

Os programas das Forças de Unidade Nacional em aliança com ALAS deveriam ser normas permanentes, porém, a realidade é outra. Produto da demagogia e politicagem, as instituições armadas têm sido vistas pelos que governaram mal a Colômbia, desde a época santanderista, mais como um mal necessário do que como o verdadeiro patrimônio do povo colombiano e o sustentáculo da democracia assediada por terroristas, corruptos e delinqüentes de todas as laias.

Neste momento histórico em que abundam oportunistas se auto-atribuindo a continuidade da segurança democrática, mais para ganhar votos do que para levá-la à prática, as patrióticas e sérias propostas dos que com o uniforme defenderam as instituições, a soberania nacional e a integridade territorial, merecem que os eleitores colombianos votem em pessoas com desejo de continuar um serviço honesto e esmerado à nação.

Omito os nomes dos candidatos, em razão de que são muitos os companheiros de armas que hoje aspiram a conseguir um assento no Congresso, neste próximo 14 de março, porém os eleitores os poderão identificar com facilidade nas listas de ALAS e depositar seu voto pelos que verdadeiramente sabem, conhecem, crêem e defendem a Estratégia de Segurança Democrática que, graças à quota de sangue, suor e lágrimas de policiais e soldados, nos permitiu aos colombianos volta a crer no destino de um país livre, soberano e independente.

* Analista de assuntos estratégicos – www.luisvillamarin.com

Tradução: Graça Salgueiro

 

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