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Como a Revolução Obama tomou conta dos Estados Unidos

29 de maio de 2009 - 9:58:22

S. Steven Powell escreveu em seu livro de 1987,
Covert Cadre, que a atividade revolucionária defendida pelo Marxista Antonio Gramsci passava pela necessidade de “infiltrar-se em instituições autônomas – escolas, mídia, igrejas, grupos de interesse políticos – para transformar radicalmente a cultura, que determina o ambiente no qual agem as políticas públicas e econômicas. Ou, como disse Carl Boggs, autor de
Gramsci’s Marxism, o papel da teoria revolucionária é fundar uma nova ordem socialista exatamente através da negação e transcendência da sociedade burguesa.” Essa “transcendência da sociedade burguesa”, explica Boggs, foi a prioridade número um de Gramsci – “a transformação multidimensional da sociedade civil.”

O ponto principal da fórmula de Gramsci para a revolução é centrado na idéia de acabar com que ele chamava de “hegemonia” ou controle da mente exercido pela classe dominante capitalista sobre as massas. A sociedade burguesa era regrada, acreditava Gramsci, pela forma de educar seus cidadãos, fazendo-os acreditar que seus padrões de  moral, política e cultura, definidos pelo sistema governante, eram de seu interesse. Então, Gramsci criou uma “estratégia reversa” que iria silenciosamente desafiar a cultura e os valores que dominavam o governo burguês. Isso significa dizer que sua fórmula era baseada na luta ideológica que viria a transformar uma gama enorme de atividades na sociedade civil, incluindo os valores judaico-cristãos, a família, escolas, sindicatos, assim como a confiança política e popular no governo existente.

Dez são os passos rumo a uma sociedade civil Marxista-socialista-progressista: alterar o consenso popular, destruir o Cristianismo, a família tradicional e os atuais valores sociais, transformar a cultura, instalar um controle mental radical de esquerda ,obter poder político, impor controle estrito sobre a aplicação das leis, restringir a liberdade, socializar a economia, apagar a soberania americana, e abraçar um mundo sem fronteiras.

Quatro arenas políticas foram erguidas pela esquerda Marxista-socialista-progressista para formatar ou apagar o bom senso e instalar um programa de controle da mente no que está prestes a se tornar uma América robotizada, de radicalismo teológico, de uniões socialistas, políticas estaduais e municipais radicais, e o “Partido da Sombras” pertencente e operado por bilionários como George Soros.

Subvertendo a Ordem Moral

A fórmula de Antônio Gramsci para a revolução socialista em países capitalistas está focada na “corrupção dos valores cristãos básicos”, escreve Malachi Martin. Nem penetração política nem superioridade militar, diz Martin, colocará o capitalismo Ocidental de joelhos. A cultura cristã desses países são os laços que unem as pessoas em todos os aspectos da sociedade. Então, Gramsci aconselha seus seguidores, segundo Martin, a juntarem-se aos capitalistas em todas as esferas de suas vidas, desde “suas obrigações com objetivos éticos e religiosos” até as necessidades familiares e todas as instâncias sociais que afetam suas vidas. Mas Gramsci tinha um truque, com explica Malachi Martin: Gramsci advertia seus seguidores a “deixar que todos os esforços sejam exclusivamente humanos e para seu objetivo… Esteja certo de que o homem nunca mais repita o famoso clamor do filósofo alemão Martin Heidegger: Eu sei que somente Deus pode salvar-nos.”

Gramsci percebeu que a cultura cristã tinha que ser desfeita silenciosamente, com muito cuidado. Discrição e passividade serviriam como pilares da guerra à cultura cristã e abririam as portas para o controle da mente marxista-sociaista-progressista.

Antonio Gramsci previu um aumento na complexidade da sociedade civil que ocorreria com o passar do tempo na maioria dos países capitalistas mais avançados. Carl Boggs explica a visão de Gramsci de que a hegemonia do “processo de socialização” se estende por toda a sociedade e é o meio através do qual as pessoas percebem o domínio do livre mercado e seus valores democráticos. Conclui-se que a luta da esquerda marxista-socialista-progressista contra a democracia liberal dominante é uma “pré-condição da transformação socialista.”

Isso requer um enfrentamento em todos os níveis da sociedade para questionar, enfraquecer e trocar os valores tradicionais americanos nas escolas, família, e sindicatos pelas idéias socialistas de Gramsci. “Conduzir essa hegemonia universal”, Boggs diz, “significa transformar a consciência repressiva em uma libertária que leve as políticas socialistas a maior quantidade de pessoas possível – a idéia central que toda a revolução cultural bem feita”.

Grande parte dos trabalhadores americanos importou a doutrina estrangeira de Antonio Gramsci como um guia em sua luta ideológica contra o tradicional modo de vida americano. Para os sindicalistas marxistas-socialistas-progressistas, os sindicatos trabalhistas são a ferramenta a ser usada para transformar o capitalismo numa sociedade administrada por trabalhadores que são orientados secretamente por suas lideranças.

Não é surpresa, então, que os sindicatos nos estados Unidos tenham trocado seu foco do trabalhador e seus/suas necessidades para as políticas marxistas-socialistas-progressistas. As lideranças dos sindicatos fazem tudo pelo poder – poder pessoa, poder social, e poder político. Cinco sindicatos trabalhistas americanos se destacam por seus esforços de implantar as políticas socialistas em alto nível, através da aplicação das idéias importadas do italiano Antonio Gramsci: AFL-CIO (é interessante verificar as associações filiadas aqui), Service Employees International Union (SEIU), American Federation of State, County and Municipal Employees (AFSCME), National Education Association (NEA),  e American Federation of Teachers (AFT).

Dessas cinco lideranças sindicais, apenas os membros da AFL-CIO operam principalmente no setor privado. As outras quatro são centradas em empregos públicos, isolando-se das excentricidades do livre mercado.

Atacando as Grandes Corporações

A mudança em direção à formula de Gramsci, é o resultado da chegada ao poder dos radicais dos anos 60. O falecido Michael Harrington deu ajuda intelectual e organizacional a sindicatos de trabalhadores e outros setores da sociedade que preservaram aliança com os remanescentes da New Left do Partido Democrata e os Socialistas Democráticos da América. Paul Booth da Students for a Democratic Society (SDS) (verificar suas conexões e história aqui, por exemplo, coordenou o apoio de estudantes à chapa eleitoral da União dos Trabalhadores Automobilísticos e organizou dois mil estudantes na região de Chicago a favor do sindicato. Booth, como outros esquerdistas, deram destaque à corrupção na General Motors.

Podem-se destacar membros de movimentos radicais dos anos 60, como Students for a Democratic Society, e a New Left, em posições privilegiadas de liderança em vários sindicatos trabalhistas e de professores. Esses velhos radicais não desistiram de refazer a América. “Uma nova política deve incluir um revitalizado movimento trabalhista um movimento que se auto alimenta, e é respeitado pelos outros, como um grande líder nesse atalho rumo a uma política de esperança.” Como explica o Port Huron Statement de 1962 da Students for a Democratic Society, “O papel do trabalhador não é menos único ou importante na necessidade de uma força política, seu interesse natural na eliminação da exploração, sua ligação com as sociedades rurais, combinam para apresentar o melhor candidato que sintetize direitos civis, paz, e movimentos pela reforma econômica.

Gramsci percebeu que a tomada revolucionária de uma sociedade burguesa como a americana, só seria possível através de uma “base filosófica” forte e um “movimento político permanente”. De acordo com o comentário do editor Bernie Horne na Progressive Agenda for the State 2008,” que foi preparado pelo radical Center for Policy Alternatives, “a maioria dos americanos são progressistas na maioria dos assuntos”. Mas, adiciona o Sr. Horne, “a maioria dos americanos também apóiam os princípios conservadores tradicionais – governo pequeno, baixos impostos, livre mercado, e responsabilidade pessoal.” Para contornar essa charada, ele sugere, basta alterar o equilíbrio de poder, apresentando uma “filosofia progressista atrativa”. Isto é, uma filosofia socialista. Já que “progressista” é apenas um eufemismo para “socialista”, a Esquerda mais uma vez promete um grande volume de negação e decepção política, propaganda e desinformação ao “emoldurar o futuro”.

Duas principais influências ajudaram a formatar essas políticas com o passar dos anos: a fórmula da transformação cultural de Antonio Gramsci e os métodos de organização comunitária de Saul D. Alinsky.

Muitos grupos esquerdistas radicais são dedicados a conduzir a mensagem marxista-socialista-progressista com o intuito de preparar o povo americano para o governo socialista. Umas das organizações radicais mais importantes de nível comunitário e municipal dedicada a levar o socialismo ao povo americano é a Association of Community Organizations for Reform Now (ACORN),  que tem estreitas relações com sindicatos trabalhistas. ACORN foi fundada por Wade Rathke, que organizou o recrutamento para a Students for a Democratic Society nos anos 60.

Barack Obama foi organizador comunitário da marxista-socialista-progressista ACORN antes de começar a advogar, entrar para a política e candidatar-se à presidência.

O Partido das Sombras (Shadow Party)

Agindo de acordo com o revisionismo Marxista de Antonio Gramsci sobre a transformação cultural como uma pré-condição para se atingir o poder político, e o radicalismo da New Left, que continua a focar na legislação estadual e municipal e na união de poderes políticos de nível nacional, uma infra-estrutura, ou um “sistema solar de organizações”, foi criado prometendo trazer o governo socialista aos Estados Unidos. Esse esforço para controlar a todos foi criado para gerar uma falsa realidade no povo americano. Encurralados por truques de propaganda, imagens falsas, e negação à verdade, é compreensível que muitos americanos vejam apenas as imagens negativas inventadas da cultura tradicional, normas da sociedade, “verdades” historicamente inventadas que foram cuidadosamente “dadas” ao povo pelos marxistas-socialistas-progressistas.

Carl Boggs vê a luta cultural-ideológica e a ação política como parte de uma estratégia política de longo prazo. É uma revolução cultural em andamento que tem por objetivo transformar todas as dimensões do dia-a-dia e estabelecer os fundamentos psicológico-sociais do socialismo antes de tocar no assunto do poder estatal. E isso remete a George Soros.

Considerado o trigésimo oitavo homem mais rico do mundo, George Soros possui um patrimônio líquido de aproximadamente 7 bilhões de dólares, 11 bilhões em investimentos e suas fundações doam mais de 400 milhões de dólares ao ano para uma variedade de causas como eutanásia, aborto, liberação de drogas “recreacionais” e a construção do poder político da extrema esquerda. Sua filosofia política é extraída de uma idéia agradável sobre “sociedades abertas” expressas por Karl Popper, de quem Soros foi aluno em 1948 na notória London School of Economics. Para o professor Popper, um ateu, nada era “evidente”. Inspirado nos ensinamentos de Popper, Soros chegou à conclusão de que a Declaração de Independência, ao invés de ter sido baseada em “verdades evidentes” é sim um atestado de nossa “compreensão imperfeita” do mundo ao nosso redor. Então, os documentos de fundação da América são dispensáveis naquilo que Soros acredita ser a sociedade sem Deus.

Além do mais, para Soros, “o estado pode ser um instrumento de opressão”. Soros quer o desenvolvimento de um mundo interdependente baseado nos princípios da sociedade aberta. Para isso é preciso estimular “a sociedade aberta nas leis internacionais e dos países, regras de conduta, e instituições para implementar essas normas.” Mas, já que a noção de nações estado contradiz o desenvolvimento de uma sociedade internacional aberta, o impulso para a mudança tem que vir de “cidadãos que moram em sociedades abertas” que “vêem uma sociedade global
aberta como um sacrifício que valha a pena.”

Para criar a “Era da Sociedade Aberta”, a visão de Soros requer que se termine com a soberania americana, que se jogue fora a Declaração de Independência, a Constituição Americana, e a Declaração dos Direitos (Bill of Rights), ou pelo menos que se façam emendas significativas nesses documentos para adequá-los às normas da sociedade aberta, e reformar as Nações Unidas para facilitar um governo mundial socialista, com novas instituições político-sociais para garantir seus princípios, como a Corte Penal Internacional.

Não é surpresa que a Sociedade Aberta de Soros gaste somas astronômicas com entidades da sociedade civil marxistas-socialistas-progressistas. Agarrando-se ao movimento socialista progressista como uma sanguessuga, Soros lucra imensamente, com seu sonho de sociedade aberta, as vantagens propiciadas pela estratégia de Gramsci no sentido de uma transformação cultural na América. Colocando grande quantidade de dinheiro e persuadindo outros plutocratas a contribuir também, Soros está caminhando para a tomada dos Estados Unidos através do controle sobre o Partido Democrata e seu candidato marxista-socialista-progressista que esconde uma agenda de vingança predeterminada: seguir em frente com a iniciativa da sociedade aberta.

Soros agiu politicamente e aliou-se com essas organizações para formar “O  Partido das Sombras” como o centro de controle dentro do Partido Democrata. Houve uma reunião secreta na casa de praia de Soros em Southampton, Long Island e Morton H. Halperin estava presente. Ela tinha sido contratado por Soros um ano antes para chefiar o escritório da Open Society Institute, uma parte da rede global de instituições e fundações localizadas em cinqüenta países em todo o mundo. Halperin fez seu nome abrindo guerra aberta contra agências nacionais de inteligência americanas, enquanto diretor do Center for National Security Studies em 1974 e da American Civil Liberties Union de 1984 a 1992.

Depois de lamber suas feridas e fazer uma avaliação dos danos do que houve de errado em 2004, quando seu candidato John Kerry perdeu a presidência, Soros recorreu ao seu Partido das Sombras escondido dentro do Partido Democrata para ganhar a presidência em 2008. Um encontro secreto foi realizado em Scottsdale, Arizona em 2005. Setenta multimilionários e doadores em potencial ouviram atentamente enquanto George Soros expunha seu plano de cinco anos para criar uma rede de think tanks, emissoras e centros de treinamento para promover sua versão da política marxista-socialista-progressista. Os presentes à reunião secreta, chamados “Phoenix Group“, focaram inicialmente em três objetivos principais: criar think tanks marxista-socialista-progressistas, centros de treinamento para jovens progressistas e emissoras.

Poder Político

Percepções da realidade estão sendo forjadas através de uma combinação de propaganda, desinformação, negação e engano por parte da esquerda radical, que se apossou do Partido Democrata. O modelo é baseado nas idéias de Antônio Gramsci de primeiro preparar as massas para uma mudança no poder político através da transformação da cultura americana.

O Obama real é o “escolhido” pela esquerda radical marxista-socialista-progressista. Discípulos da esquerda Gramscista apoiaram a campanha de Obama com milhões de dólares que financiaram uma campanha de propaganda e desinformação. No fim, Obama acabou exposto como uma marionete da esquerda radical, um agente de influência para transformar a cultura americana e fazer honestos trabalhadores abraçarem a causa marxista-socialista confortavelmente, em consonância com as fórmulas de Gramsci.

Obama fala eloquentemente sobre um período pós-racial mas ele pertenceu à uma igreja que adota a teologia de libertação Negra. Por vinte anos, Obama freqüentou a igreja aos domingos para ouvir a abominável oratória anti-branca, antiamericana, da boca do reverendo Jeremiah A. Wright, Jr.

Os companheiros de Obama, William Ayers e sua esposa Bernardine Dohrn faziam parte de uma organização terrorista de esquerda e se intitulavam os “weathermen“. Por um tempo, Bernardine, que se chamava uma “Comunista revolucionária”, figurou na lista dos “Dez Mais Procurados” fugitivos da justiça, segundo o FBI. Nem Ayers nem Dohrn se desculparam por suas táticas terroristas. Essas táticas terroristas do Weather Undergroud realmente ocorreram há trinta, quarenta anos atrás, como assumiu lastimosamente Obama, mas uma fotografia de Willians Ayers pisando em uma bandeira americana em agosto de 2001 ilustrado no livro Family Circle de Susan Braudy dá a clara evidência de que Ayers permanece uma pessoa má, indigna de confiança e que tem ódio dos Estados Unidos.

Ayers e Dohrn fazem parte de um grupo de extrema esquerda, que odeia a América, que vai de Antonio Gramsci e a New Left dos anos 60 até hoje. Eles são o antigo clã que procura por discípulos para passar a tocha do “derrubem esse governo”. A esquerda radical preparou seu messias, Obama, para ser o líder da geração sucessora de marxistas-socialistas-progressistas.

A “Justiça Social” como definida pela esquerda marxista-socialista-progressista pode ser alcançada somente através da confrontação à burguesia. Um exemplo de quem Barack Obama realmente é foi dado numa festa particular com doadores de campanha em San Francisco. Falando sobre o desafio que teria para contar com os votos dos trabalhadores conservadores do meio oeste, Obama disse aos abastados liberais que lá se encontravam “não é uma surpresa… que eles se tornem amargurados, eles se apegam às armas e à religião ou externam sua antipatia a pessoas que não são como eles e ainda deixam claro seu sentimento anti imigrante e egoísta, como uma forma de explicar suas frustrações.”

William Kristol logo reconheceu as raízes do que Obama queria dizer com “se apegam…religião” como um reflexo da famosa frase de Marx sobre a religião: “O sofrimento religioso é ao mesmo tempo uma expressão do sofrimento real e um protesto contra o sofrimento real. Religião é o suspiro da criatura oprimida, o sentimento de um mundo sem coração, e o cerne para uma condição sem alma. É o ópio do povo”. Kristol diz que Obama “deixou a máscara cair”.

Na realidade Barack Obama é um soldado marxista-socialista-progressista escondido dentro de um cavalo de Tróia. É ele que sai de dentro do cavalo de madeira para abrir os portões dos Estados Unidos a uma horda com planos socialista-marxistas de infestar o governo federal e executar uma revolução cultural que destrua a família, proíba a religião, cerceie a liberdade e que amplie seu poder político sobre todo o país.

 

Publicado pela Accuracy In Media: http://www.aim.org/aim-report/how-obama-revolution-came-to-america/

Tradução: Frederico De Paola

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