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Concordo, mas por outros motivos

18 de dezembro de 2009 - 8:17:26

Para não chover no molhado, apenas reitero que o renomado cientista tem expressado que:

1- a quantidade de CO2 não é causa de interferências climáticas, mas a sua conseqüência;

2- Uma maior quantidade de CO2 na atmosfera há de propiciar maior fertilidade e produtividade na agricultura, pois se intensifica a fotossíntese;

3- Um possível resfriamento da terra há de vir, diagnosticado pela constatação da queda de temperatura no Oceano Pacífico;

4 – o derretimento da calota polar não altera o nível dos mares; e

5 – a Antártida tem sofrido recordes de baixas temperaturas.

Esqueci de algum detalhe? Ah, esperem aí, tem mais: ele também lembrou das farsas do buraco de ozônio e do congelamento global.

Aplaudamos um cientista honesto no seu ofício. Porém, o que venho trazer aqui é uma indagação de outro tipo. O professor argüiu com bastante propriedade quando sustentou que a reunião de cúpula em Copenhague tem caráter político-econômico, e não científico. Neste ponto concordo com a direção que tomou o Dr. Molion. O que não concordo é com o sentido, já que o meu é o oposto. Segundo ele, que, francamente confessa tratar-se de especulação de sua parte (e eu também confesso que também especulo, por minha vez), a questão do aquecimento global tem a ver com uma postura do EUA de frear o crescimento dos países emergentes, especialmente a China.

Eu vejo justamente pelo lado oposto: é a China a maior interessada na campanha contra o aquecimento global. Porém, alicerço minhas posições com os seguintes fatos:

a) Al Gore é sócio majoritário da Occidental Petroleum, fundada por Armand Hammer, um membro oficial da rede de financiamento do Comintern e filho de Julius Hammer, um dos fundadores do Communist Labor Party (EUA). (Ver em Aviso aos Espertalhões);

b) Não só Al Gore, mas os Clinton também têm sido largamente financiados por dinheiro chinês, inclusive pelo exército daquele país, que age como um estado paralelo (Ver em Gore, Clinton e as Notícias);

c) Todas as pressões se fazem sentir nos países democráticos, sujeitos às manifestações de ambientalistas, ao terrorismo legiferante e judicial e à publicidade dos atos dos governantes,e portanto, à auditoria por “qualquer um do povo”;

d) Contrariamente, nenhuma pressão se produz naquele regime totalitarista, que o repele a tiros de fuzil. Ademais, com o poderio militar que possui, quem há de contestar os dados falsos de conservação e de redução de emissão de CO2 que o governo daquele país asiático haverá de divulgar? Quem irá obrigar este país a uma auditoria externa?

O professor Molion deu provas de ser um cientista respeitável, no que pese a minha desconfiança com o seu possível discreto esquerdismo; afinal, leciona em uma universidade federal. Sua posição dificilmente haveria de ser outra que não a de denunciar o “imperialismo ianque” contra os coitados dos países emergentes, em especial, a China.

A minha dúvida, no entanto, reside na seguinte indagação: por que só agora ele, e logo ele, representante da América Latina junto à Organização Metereológica Mundial, tem começado a ser ouvido na grande mídia? Terá sido uma forma que o governo encontrou de articular um plano B, depois que um grupo de hackers desmascarou as farsas cometidas pelos cientistas da East Anglia University? Ou terá havido uma mudança de direção nos ventos da política?

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