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Cúpula da UnoAmérica – Declaração Final

25 de novembro de 2009 - 19:56:53

1. Expressamos nossa plena satisfação pelo cumprimento dos objetivos traçados e pelos resultados obtidos durante o ano de 2009, os quais serviram para fortalecer a democracia na região e para defender o continente das graves ameaças que o perseguem. O êxito indubitável de UnoAmérica se manifesta no crescimento quantitativo de nossa organização que, tendo sido fundada originalmente por 30 ONGs, hoje agrupa mais de 200 ONGs provenientes da Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, El Salvador, Honduras, Peru, Uruguai e Venezuela.

2. Agradecemos o importante reconhecimento internacional que UnoAmérica recebeu, como justa recompensa pelo trabalho desenvolvido em prol dos direitos humanos, das liberdades e dos valores democráticos na América Latina.

3. Reafirmamos nosso compromisso de servir de vaso comunicante entre as lideranças democráticas da América, para defender de comum acordo a liberdade e a justiça frente a um adversário internacional, agrupado em torno ao Foro de São Paulo, que promove uma nova forma de escravidão dentro dos parâmetros do Socialismo do Século XXI.

4. Fazemos um especial reconhecimento ao povo hondurenho, pela maneira firme e valente como defendeu sua democracia frente ao assalto dos governos da ALBA, para modificar sua Constituição e estabelecer nesse país uma ditadura socialista. Reconhecemos as eleições em Honduras e nos comprometemos a atuar como observadores internacionais no processo eleitoral do próximo dia 29 de novembro.

5. Condenamos da maneira mais firme e categórica os chamados à guerra que faz o Sr. Hugo Chávez Frias, para confrontar povos irmãos como o são a Colômbia e a Venezuela, e fazemos um chamado às lideranças democráticas da região para impedir que o governo venezuelano continue desestabilizando o continente com sua carreira armamentista e sua atitude belicista.

6. Reafirmamos o compromisso adquirido por UnoAmérica de defender os milhares de presos políticos existentes na América Latina, vítimas do Foro de São Paulo, dentre os quais se destacam: o Senhor Coronel Horacio Losito, herói da guerra das Malvinas na Argentina; o Senhor Tenente-Coronel Nino Gavazzo, da República Oriental do Uruguai; o Senhor Leopoldo Fernández, Governador de Pando na Bolívia; o Senhor Delegado Iván Simonovis, que tentou impedir o massacre de 11 de abril de 2002 na Venezuela; o Senhor Coronel Luis Alfonso Plazas Vega, herói da recuperação do Palácio da Justiça e da democracia, nos fatos ocorridos em 6 e 7 de novembro de 1985, quando o grupo narco-terrorista M-19 atacou o Palácio da Justiça atentando contra as instituições e a vida de muitos colombianos.

7. Da mesma maneira, nos comprometemos a defender as liberdades de expressão e de imprensa, seriamente ameaçadas em diversos países latino-americanos, especialmente na Argentina e na Venezuela.

8. Rechaçamos a ausência de garantias e a falta de transparência nas eleições que se levarão a cabo no próximo dia 6 de dezembro de 2009 na Bolívia, e alertamos à comunidade internacional sobre a iminente e massiva fraude eleitoral.

9. Repudiamos a aliança que existe entre o castro-chavismo, o Foro de São Paulo e o narco-terrorismo colombiano, que continuamente desestabiliza a convivência pacífica entre os povos, gerando ódios, pobreza, desigualdade e injustiça social.

10. Também repudiamos os vínculos existentes entre o Socialismo do Século XXI e o fundamentalismo islâmico – e muito particularmente com o governo de Ahmadinejad – que está se estendendo perigosamente por toda a nossa região, impulsionando ideologias e costumes contrários à nossa identidade ibero-americana.

11. E, finalmente, nos comprometemos a resgatar a memória de Simón Bolívar do seqüestro ideológico do qual tem sido objeto por parte do Sr. Hugo Chávez e dos mal chamados “movimentos bolivarianos”, dentre eles as FARC. O socialismo marxista é, sem dúvida, a antítese do projeto integracionista do Libertador. UnoAmérica também se compromete a promover a unidade entre os povos latino-americanos para alcançar o verdadeiro sonho bolivariano da Pátria Grande.

Quinta de San Pedro Alejandrino, Santa Marta, Colômbia, aos 24 de novembro de 2009.

Tradução: Graça Salgueiro

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