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Decisão de Trump sobre Acordo de Paris é a pior derrota política de Bergoglio

5 de junho de 2017 - 16:19:04


A retirada dos Estados Unidos do Acordo do Clima de Paris, em 1º de junho de 2017, foi a pior derrota política do papa Francisco, mostrando assim o equívoco de suas posições políticas, assumidas escancaradamente desde que assumiu o pontificado, em março de 2013, para perplexidade de muitos católicos, especialmente os que se empenham com seriedade, em viver a sã doutrina católica.

A agenda política abraçada por Jorge Mário Bergoglio, em muitos aspectos, está sintonizada com a mesma agenda do internacionalismo de esquerda e do globalismo defendido pela ONU e fundações internacionais que trabalham por uma reengenharia social de mutação cultural, que instrumentaliza as religiões para os fins de um poder global.

Ecumenismo e ecologismo fazem parte da estratégia de ressignificar religiões, visando uma nova cultura (um mosaico cultural), convergida em premissas não cristãs, especialmente não católicas, como já recomendava, em 1974, o Relatório Kissinger (salientado por Juan Cláudio Sanahuja), estabelecendo “como política global que os padrões culturais dos povos, entre os quais se incluem as crenças religiosas, que tornam inviáveis as políticas de controle de natalidade, devem ser alterados” [1]. Por isso, tem chocado aos católicos a presença de intelectuais e ideólogos dessa reengenharia social em eventos no Vaticano, promovidos especialmente pela Pontifícia Academia das Ciências, que recebeu e deu espaço para palestrar, Jeffrey Sachs (ambientalista radical que defendeu em 2008 a legalização do aborto como meio econômico eficaz para eliminar bebês indesejados), Paul Erlich (autor do livro “A Bomba Demográfica”, também defensor do aborto como meio de controle populacional), entre outros. O fato é que Bergoglio não apenas tem dialogado com conhecidos inimigos da fé católica, acolhido-os no Vaticano, favorecido (algumas vezes de modo sutil e sofisticado, outras mais abertamente) a agenda política que contradiz, em muitos aspectos, a doutrina moral e social da Igreja. Mas Bergoglio abraçou tal agenda, para euforia de Ban-Ki-moon.

A tônica política de Bergoglio (evidenciada por suas decisões, à esquerda (confirmando o que ele dissera ao Pe. Antonio Spadaro: “nunca fui de direita” [2]), explicita cada vez mais equívocos incontáveis, para o agrado de toda a esquerda internacional, que o aplaude, pois sabe que as consequências de tais decisões, a médio prazo, agravarão danos dentro da Igreja, que os líderes de esquerda até então não haviam conseguido chegar em tão grande profundidade.

E por tais decisões virem de cima para baixo, dificilmente haverá quem se oponha, porque os que se infiltraram por dentro da instituição, souberam aparelhar de tal modo organismos internos da Igreja, para justamente neutralizar toda e qualquer resistência. Disso não só tenho experiência vivida, mas tenho sofrido a perseguição implacável daqueles que há muito quiseram liquidar a minha liderança como leigo católico dentro da Igreja, por justamente não compactuar com a maldade não apenas dos inimigos declarados, mas principalmente dos dissimulados. Isso porque os que se opuserem à agenda implantada sofrerão toda espécie de sanções e retaliações, tendo em vista também o aparato tecnológico de controle, nesse sentido.

Os engenheiros sociais apreciam laboratórios culturais e sociais, e sabem do estrago que estão fazendo. Que a Igreja depois resolva os problemas criados pelos equívocos políticos de Bergoglio. Os inimigos da Igreja sabem que a agenda abraçada por Bergoglio (exposta, por exemplo, na encíclica Laudato Si) trarão, num futuro próximo (talvez em outro pontificado) problemas agudos para a própria Igreja (por causa dos gravíssimos danos causados), mas eles não estão nem um pouco preocupados com isso.

Bergoglio reconheceu a cinco jovens católicos belgas, numa entrevista á agência I. Media, dizendo: “Eu já errei, e ainda erro!” [3], declarando com ênfase: “Eu não diria que aprendi com todos os meus erros. Alguns não, porque eu sou teimoso”. E por teimosia insiste em seus erros políticos, sem se dar conta das consequências de tais erros, para o que virá depois de seu pontificado.


Notas:

1. SANAHUJA, Juan Cláudio, Poder Global e Religião Universal, p. 29, Editora Ecclesiae, Campinas, SP, 2012.

2. SPADARO, Pe. Antonio, Íntegra da Entrevista de Francisco à “Civiltà Cattolica”:
https://fratresinunum.com/2013/09/19/integra-da-entrevista-de-francisco-a-civilta-cattolica/

3. REUTERS, Papa Francisco admite: “Eu já errei e ainda erro” – Entrevista a cinco jovens católicos foi transmitida por site:
https://oglobo.globo.com/mundo/papa-francisco-admite-eu-ja-errei-ainda-erro-12089981


Hermes Rodrigues Nery
é coordenador do Movimento Legislação e Vida.

 

  • Cirlaine Cosme Viana Gomes

    Papa Comunista!

  • Odilon Rocha

    Nunca me enganei com ele, desde que assumiu o pontifício.

  • Aaron DiBona

    esse papa e’ um bosta, Conde comentou isto no canal dele tempos atraz

  • Luiz Otavio Almeida

    Professor Nery, por favor, continue o bom trabalho. Se os leigos estão perplexos com esse pontificado, imagino como não devem estar os religiosos. Hoje não tenho a menor ideia do tipo de educação que estão tendo nossos seminaristas. Sei que a Igreja vai sair do outro lado, mas não sei a que custo.

  • Robson La Luna Di Cola

    Existe um problema real envolvendo esta questão: estamos REALMENTE destruindo o planeta. Contaminando a atmosfera, mares, rios, lagos, e o solo. As causas, são duas: 1) Consumismo psicótico. Vivemos o planeta Bugiganga R$1,99. 2) Desperdício. Entre 40 e 60% – dependendo de qual analisamos – dos bens produzidos e consumidos, são desperdiçados. Por pura burrice ou comodidade.

    • Lucas Santos Amaral

      Confirmações cartesianas… pontuais… merecem mais reflexão e dados para uma análise mais escorreita…

  • Paulão

    Terceiro segredo de Fátima: “No próximo século, virá um papa comunista para dar início ao fim da Santa Igreja”.

  • Gisele Dutra

    Esse Papa é católico? Sempre me pergunto.

    • Marcelo Gazzoli

      Duvido até que seja cristão.

      • Gilmara

        não é cristão, é gnóstico, muito louco

    • Gilmara

      Não é. Ele mesmo o disse numa entrevista, que “não acredita num Deus católico”.

  • Lucas Santos Amaral

    Para confrontar as ideias dos globalistas como Paul Erlich e demais cavalheiros do apocalipse demográfico, aconselho a leitura das obras de Julian Lincoln Simon (12 de fevereiro de 1932 – 8 de fevereiro de 1998), professor americano de administração de empresas na Universidade de Maryland e membro sênior do Instituto Cato no momento da sua morte, depois de servir anteriormente como Professor de economia e negócios da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign. Simon escreveu muitos livros e artigos, principalmente em assuntos econômicos. Ele é mais conhecido por seu trabalho sobre população , recursos naturais e imigração . O seu trabalho abrange os pontos de vista cornucopianos sobre os benefícios econômicos duradouros dos recursos naturais e o crescimento contínuo da população , mesmo apesar dos recursos físicos limitados ou finitos, fortalecidos pela engenhosidade humana, substitutos e progresso tecnológico . Suas obras também são citadas por libertários contra a regulamentação governamental excessiva.

  • ROGERIO CALEGARI

    para entender tudo o que atualmente se passa, é nescessario olhar para o passado!
    verdade a manipulação de massas já a muito ocorre, por pura falta de estudo e conhecimento das massas populacionais.
    até quando se viverá o já sabes ¨Ler, Escrever, Fazer as Contas¨ , esta na hora de trabalhares, errado, pois então sou eu um burro velho!

    • Thiago

      Cara, não entendi o que você escreveu.

  • Danilo Dalla Vecchia
    • Thiago

      ((( eles )))

  • Jorge Dal Salve Moro

    Pior que um papa herético é uma população de cristãos mal informados ou covardes.
    O Islã agradece.

  • Charles Reis

    Bom. Qualquer colaborador comunista está automaticamente EXCOMUNGADO POR DECrETO DO PAPA PIO 12 de 1949
    Esse aí além das merdas que faz, aceitou PUBLICAMENTE O SIMBOLO COMUNISTA TRAVESTIDO DE CRUCIFIXO.
    Tem que chutar esse cara.

  • Fernando Menezes

    No dia em que Bergóglio recebeu a aberração de um crucifixo comunista das mãos do índio cocaleiro Evo Morales, percebi claramente a que esse “papa” veio. A missão de Bergóglio é submeter a Igreja ao comunismo. Tempo para isso ele terá e quem acha que não tem nada a ver sugiro que lembre do fato de que o Diabo sempre come pelas beiradas.

  • Thiago
  • lúcia Castralli

    Ele é Jesuíta. Ponto.

  • Oremos para que, parafraseando Cristo, quando o nosso Santo Padre se converter, livrar-se da teimosia, que ele possa, então, confirmar os irmãos, isto é, exercer seu ministério petrino com dignidade.

  • Gilmara

    …sabe em que dia que Bergoglio vai se converter e confirmar seu rebenho na fé? Nunca, o falso profeta do Apocalipse não se converte no final

  • Gilmara

    que coisa asquerosa uma pessoa reconhecer que errou e afirmar que não aprendeu com o erro porque é teimoso…é o mesmo que dizer “escolhi errar, quero, deliberadamente, ERRAR”…Senhor, venha em nosso auxílio!!! Só mesmo um falso profeta pra agir desta forma, nunca um Papa legítimo. E não me venha “católico” de mimimi defender o indefensável, vá se converter, estudar doutrina católica e os fatos, a realidade no mundo