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Denúncia pública: MEP virou EPJ

24 de dezembro de 2009 - 8:18:29

E reaparecem com outro nome. Agora, é Evangélicos pela Justiça (EPJ), formado no início de 2009.

Será que veremos no EPJ as mesmas aberrações que só o MEP conseguia produzir? Em 2004, por exemplo, o encontro do MEP sobre ética no Congresso Nacional trouxe nada menos do que o “ultra-ético” Caio Fábio. Em matéria de sexo e dinheiro, CF no Congresso falando sobre ética é como peixe nadando livre no próprio aquário.

Para ler as declarações de CF sobre ética e meio-ambiente, clique aqui. Mas aviso: segure-se na cadeira, pois em matéria de ecofanatismo, CF dá um show de bola, perdendo apenas para o “profeta” Al Gore, o homem que quer acabar com a raça humana a fim de salvar o meio-ambiente.

Durante o evento sobre ética, cheguei a ver Geter Borges, secretário-geral do MEP, junto com CF. A bancada evangélica do PT, com a qual Geter convivia tão bem, recepcionou CF de braços abertos. O que Lula e o PT teriam feito sem a sedução ideológica do Geter, MEP e CF entre os evangélicos?

Eu sei muito bem o que o MEP andou fazendo. Em 2002, a igreja pela qual eu era responsável recebeu por SEDEX milhares de folhetos de apoio a Lula, com nomes de pastores evangélicos diretamente ligados ao MEP. O pacote veio diretamente do diretório nacional do PT em São Paulo e estava endereçado à igreja no mesmo tipo de endereçamento utilizado pela cúpula da denominação da qual eu fazia parte. Tendo ou não a direção denominacional cumplicidade nessa traição, resolvi queimar todos os folhetos e expliquei aos membros da igreja que o candidato Lula era uma ameaça ao Brasil.

Hoje, com toda essa experiência, daria para eu fingir que as reais pretensões do EPJ são obscuras ou indecifráveis?

Vejamos o que os fatos mostram. Em seu documento “Evangélicos pela Justiça”, de 6 de janeiro de 2009, o EPJ, sem querer ou não, denuncia si mesmo ao declarar na página 15:

“Na América Latina apenas três países conseguiram vencer o problema do analfabetismo: Cuba, Venezuela e, recentemente, a Bolívia. A importância de um país alfabetizar seus cida dãos é inquestionável”.

Desculpe-me, ex-MEP e hoje EPJ, mas vence-se o analfabetismo educando as pessoas a raciocinar. O que Cuba, Venezuela e agora a Bolívia fazem é apenas doutrinar sistematicamente suas oprimidas populações a ler, ouvir, comer, beber e ingerir o socialismo, dia e noite. Nesses países, a capacidade de raciocínio da população foi enforcada, pela imperiosa vontade de seus governantes. O povo cubano, venezuelano e boliviano estão incapacitados de julgar e avaliar o que lêem e “aprendem”. Eles são apenas repetidores robóticos da ideologia que o Estado socialista lhes impõe. Dá para chamar isso de vitória sobre o analfabetismo?

Se você acha que há muito marxismo nas escolas do Brasil, você ainda não viu nada. Se depender do EPJ, o Brasil só terá vitória contra o “analfabetismo” quando tiver 100% do controle sobre a educação e a mente da população. Só então o Brasil “merecerá” ser colocado ao lado das tiranias comunistas da América Latina. E esse tempo não está longe, pois o governo Lula conseguiu aprovar uma emenda à Constituição obrigando os pais a entregar seus filhos de 4 anos às escolas. O controle marxista sobre a mente das crianças será agora um “direito” do Estado consagrado na própria Constituição brasileira.

Quando o governo Lula e seus sucessores ideológicos atingirem sua meta de “alfabetizar” 100% da população brasileira, aí o EPJ poderá alegremente declarar que finalmente o Brasil alcançou o “majestoso” nível educacional de Cuba, Venezuela e Bolívia. Se matar a capacidade do povo raciocinar é “alfabetização”, então por que condenar Hitler e Stálin? Se doutrinação sistemática é “alfabetização”, então as ditaduras de Hitler e Stálin foram excelentes alfabetizadoras.

Se o EPJ fosse uma criatura honesta, seu documento diria a verdade:

“Na América Latina apenas três países conseguiram impor doutrinação comunista em 100% da população através das escolas: Cuba, Venezuela e, recentemente, a Bo lívia. Para os comunistas, doutrinar os cida dãos e controlar a educação é de importância inquestionável”.

Se o EPJ fosse um movimento genuinamente cristão, seu apoio seria direcionado para a educação escolar em casa, não para a “educação” estatal de países amasiados com o comunismo. A educação em casa traz genuína liberdade. A educação socialista estatal gera apenas escravidão psicológica. Mas, tal qual o MEP, o EPJ mostra suas inclinações.

O decrépito MEP adorava o MST, um movimento comunista radical. E o EPJ? Na comemoração dos 25 anos do MST, o esquerdista Ariovaldo Ramos recebeu permissão de Geter Borges para representar o EPJ e aproveitou para louvar os desbravadores evangélicos socialistas do Brasil: Geter Borges, Robinson Cavalcanti, Caio Fábio, Ed Rene Kivitz, Marina Silva, Valdir Steuernagel e tantos outros.

Se onde há fumaça há fogo, então toda essa turma junta significa o que?

De que adianta mudar de nome se o coração abriga depravação política e ideológica? Seja MEP ontem, EPJ hoje e algum nome mais meloso amanhã, o fato é que os evangélicos “progressistas” não podem dar ao Brasil uma libertação que eles mesmos não têm.

Quer eles gostem ou não, Lula na presidência foi também fruto dos esforços do MEP. Antes que venha algum fruto do EPJ, saibamos reconhecer a árvore pelos seus frutos.

A raiz socialista do MEP e do EPJ está espiritualmente podre.

Então como é que alguém poderia esperar algum fruto bom do EPJ?

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