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Desejo de matar

9 de novembro de 2015 - 20:52:55

(Dedicado a Olavo de Carvalho, que há tantos inspira na luta contra a cultura da morte.)  

Certamente que é culpado De algum crime cometer; Daí o ser triturado, Não lhe deixarem viver…

Grita, não há quem ouça, Espicaçado à traição, Sai da sua à outra bolsa, E, em gomos, ao lixão.

Pena de morte inclemente Sem ter crime, recebeu: “Não tem alma, não é gente, Nada sente o que morreu…”

Do divino, que era espelho, Fica a imagem reduzida A um rastro bem vermelho De carne humana moída.

E o sonho, da mãe flagelo: Monstro sem alma a chorar; Sempre esse pesadelo A vem fazer soluçar.

É silêncio, foi-se em ais, Esmagado pelos seus… Este, morto pelos pais, Espera vingança em Deus.

(05/11/2015)