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Direto de 1560…

27 de setembro de 2009 - 2:09:11

Chavões que não passam muitas vezes de verdades incompletas, de interpretações distorcidas, não raras vezes de afirmações científicas não comprovadas… ou até mesmo de fraudes!

Aliás, tive oportunidade de analisar uma dessas fraudes no
post anterior, a propósito da campanha publicitária elaborada pela DDB Brasil para a conhecida ONG ambientalista WWF Brasil.

Chuvas e enchentes em S. Paulo

Há dias a cidade de S. Paulo foi acometida por fortes chuvas, ventos e trovoadas, que causaram grandes enchentes e estragos, além de dolorosas perdas de vidas.

Imediatamente o noticiário trouxe à baila as chamadas “mudanças climáticas”, o “aquecimento global” e a ocorrência de fenômenos climáticos extremos, fruto da atividade humana. O ocorrido na capital paulista seria comprovadamente um desses fenômenos!

Dando mais um passo nessa “lógica” peculiar, o noticiário insistia na necessidade de mudanças drásticas nas atividades das sociedades modernas, com o fito de se resguardarem e conter os mencionados fenômenos climáticos extremos, acenando, por fim, para a importância do encontro das Nações Unidas sobre o clima, a realizar-se, em dezembro, em Copenhague.

Transformação de fatos em “provas”

As chuvas e enchentes foram transformadas, de modo subtil, em “prova” incontestável das teses ambientalistas e da necessidade de aceitar a agenda desses grupos. Tudo com uma pátina “científica”.

Diante do impacto das imagens e do noticiário, dos transtornos e prejuízos causados e da comoção suscitada por mortes trágicas, como se deu em S. Paulo, é compreensível que os espíritos fiquem mais predispostos a aceitar como evidentes, sem o devido espírito crítico, as correlações e explicações ambientalistas, entretanto em nada comprovadas.

Antes de tudo porque a própria tese científica do “aquecimento global” é seriamente contestada no meio científico. Para muitos cientistas o planeta não esquentou desde 1995 e há alguns que até defendem estar ocorrendo um esfriamento global. Segundo dados científicos, a década de 30 foi a mais quente do século XX (leia mais
aqui) e segundo dados oficiais de três importantes institutos a capa de gelo polar Ártico cresceu 24% desde 2007 (leia mais
aqui).

Além disso, não há comprovação alguma séria e com fundamento científico inequívoco de que fenômenos climáticos extremos sejam causados pela atividade humana.

Por fim, para haver fundamento na afirmação de que tais fenômenos – como as chuvas e enchentes de S. Paulo – são realmente inusitados, jamais vistos e “manifestações climáticas extremas”, fruto da mudança climática, é necessário comprovar que eles jamais ocorreram no passado. Será mesmo assim?

Um relato revelador

É precisamente sobre este último ponto que me quero debruçar aqui, trazendo-lhes um curioso e revelador relato de um passado bem remoto.

Tal relato foi reproduzido, neste último sábado (19.set.2009), pela jornalista Sonia Racy, em sua página
“Direto da Fonte”, no jornal O Estado de S. Paulo, em um
box intitulado
Direto de 1560, que dá o título ao meu post. Convido-os a ler:

“Que sirva de consolo aos paulistanos: o estrago das chuvas, as casas destelhadas e inundações já atrapalhavam a vida no planalto de Piratininga há quatro séculos e meio, quando mal nascia a vila de São Paulo.

Sabem quem o diz? A mais ilustre figura do lugar naqueles tempos, o padre José de Anchieta. Numa carta de 1560 ao geral dos jesuítas em Roma, Diogo Laínes, ele descreve um desses dias em que “com os trovões tremem as casas, caem as árvores e tudo se conturba”.

Não havia 4 milhões de carros, nem semáforos apagados, nem lixo entupindo as galerias. Mas as manchetes, se houvesse, seriam as mesmas de hoje.

Guardada no arquivo dos Jesuítas em Roma, a carta veio a São Paulo em 2004, para exposição da Associação Comercial, pelos 450 anos da cidade. Remexendo cópias do material, Guilherme Afif, hoje secretário de Serra, acabou reencontrando a preciosidade.

“Não há muitos dias”, narra Anchieta, “de repente começou a turvar-se o ar, a enevoar-se o céu”. O vento “abalou casas, arrebatou telhados, arrancou pelas raízes grandíssimas árvores, de maneira que nos matos se taparam os caminhos sem ficar nenhum”.

Podia acontecer a qualquer momento. Pois “na primavera, que aqui começa em setembro, e no verão, que começa em dezembro, caem abundantes e freqüentes chuvas (…). Há então enchentes dos rios e grandes inundações nos campos”.

E o mais admirável, acrescenta, “é que os índios, entretidos em seus beberes e cantares, não deixaram de dançar nem beber, como se estivesse tudo no maior sossego”.

Hoje, o paulistano ainda dança. Só que miudinho.”

Será que os fenômenos descritos pelo Bem-aventurado José de Anchieta, tão idênticos às tempestades destes dias, eram fruto das emissões de CO2, do aquecimento global, do desmatamento, da extinção das espécies, etc., etc.?

Como dá facilmente para perceber, as chuvas e enchentes destes dias nada têm de inusitado, nem muito menos de “prova” das tão anunciadas catástrofes ambientais. Devemos prestar muita atenção nas “evidências” e “conclusões” que nos são oferecidas (ou, melhor, impingidas) como incontestáveis.

Perigos dos mecanismos da propaganda

Continuo a achar que o perigo maior não são os fenômenos climáticos, mas a manipulação que em cima dos mesmos fazem certas correntes, com fins bem pouco claros.

Vivemos na era da propaganda! E foi com base nela e nas mentiras elaboradas com seus possantes mecanismos que se sustentaram e sustentam regimes políticos despóticos e assassinos.

Por isso acho que devemos tomar cuidado para não repetir insensatamente e sem conhecimento de causa falsidades com foros de “evidência”, tornando-nos assim “inocentes úteis” a serviço de interesses escusos dos que utilizam a fraude como método.

Que nos valha esta advertência vinda desse longínquo ano de 1560!

http://radardamidia.blogspot.com

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