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Eleição na Colômbia: análise dos resultados e discursos

31 de maio de 2010 - 20:43:53

seus nazistas otários

MORTE AS PESSOAS DESTE BLOG IMBECIL

PUBLICA ISSO SUA PUTA

Abro esta edição de hoje com um comentário muito eloqüente de um “valente” anônimo (para variar…) que não posso deixar de dar destaque, não porque me sinta intimidada ou amedrontada – eles são sempre ridículos, primários e repetitivos -, mas porque em poucas palavras este fantasma deixa claro como pensam (se é que pensam!) todos os psicopatas comunistas. Na sua hipotética ameaça, ele (ou ela) deixa claro seu desejo totalitário, seu apego ao atraso, sua ira e sede de sangue diante da impotência em contra-argumentar fatos que são denunciados por mim neste blog. Deixo apenas um recadinho para o tarado demente: não julgue os outros pela sua genitora!

Bem, mas vamos ao que de fato interessa. Ainda estou curtindo a felicidade do resultado das eleições de ontem na Colômbia, mas hoje é a vez de analisar o que se passou ontem. As empresas de pesquisa estão arrasadas, mas os grandes responsáveis por este suposto falso resultado são mesmo os meios de comunicação que fabricaram um mito que não tinha como se sustentar diante da realidade. A maioria da militância de Mockus não passa de um bando de fanáticos, perfeitos idiotas úteis manipuláveis – sobretudo os jovens e estudantes – e toda a sua campanha desenvolveu-se em torno da grande rede, através do Twitter e Facebook, enquanto que Santos saiu percorrendo o país e fez seu trabalho de boca a boca.

Ademais, quando se planta um boa semente em solo fértil, ela nasce e cresce. Os colombianos podem ter memória curta para certos fatos, mas não podem apagar, de um momento para o outro, o legado do presidente Uribe, sobretudo no quesito segurança. Há quantos anos não se tem eleições ordeiras e pacíficas, sem que as FARC detonem alguma bomba ou derrubem redes elétricas, ou alguém saia despedaçado por uma mina terrestre? O terrorismo ainda está vigente, pois a cabeça da serpente não foi eliminada; entretanto, seus braços estão manietados e seus esconderijos bem vigiados. E Santos soube valer-se disto para mostrar, como se usa no jargão futebolístico, que não se mexe em time que está vencendo.

Outro fato curioso ocorreu no estado de Putumayo, único lugar onde Mockus foi o vencedor. Ocorre que Putumayo faz fronteira com o Equador e provavelmente os habitantes dos dois países mantêm boas relações entre si. Mockus havia dito que entregaria ao Equador todos os responsáveis pelo ataque a Sucumbíos, onde foi abatido Raúl Reyes na “Operação Fênix”, enquanto Santos foi quem autorizou o ataque, junto com o presidente Uribe, fato que deve contar com a desaprovação dos moradores daquele lugar.

E por que Santos não conseguiu os 50% mais 1 voto requeridos para ser eleito já no primeiro turno? Porque esses votos ficaram dispersos entre outros candidatos de centro e direita, como foram os casos de Germán Vargas Lleras, do Partido Radical, que obteve 10,3%, e Noemí Sanín, do Partido Conservador, que obteve 6,1%.

E enquanto todo o mundo livre e democrático comemora esta acachapante vitória inicial, as esquerdas começaram a lançar seu veneno preferido sobre “fraudes”. Leio no site ANNCOL, porta-voz das FARC na Suécia, que houve “fraude, compra de votos, proselitismo paramilitar e militar com aquartelamento de primeiro grau, adornada com todo tipo de delitos imagináveis contra o legítimo direito ao voto cidadão, e que desde há 50 anos se vem realizando na Colômbia com o nome de Contenda Democrática”.

Dói a esta gente constatar que de fato se vive e respira democracia na Colômbia, se tomarmos em conta que, quando a Magistratura impediu o referendo para a reeleição do presidente Uribe ele aceitou sem questionar; que havia candidatos de todos os partidos e posições políticas, mesmo aqueles defensores das FARC; que as pessoas escolhem se querem votar ou abster-se de ir as urnas; que, principalmente, no dia de ontem não se observou qualquer tumulto ou desordem e, finalmente, que esta eleição ainda não está ganha, como ocorre nos países ditatoriais como Cuba, Venezuela, Irã, etc., onde os ditadores vitalícios ganham no primeiro turno, seguidas vezes, com 99,99% dos votos. Mas as redes transversais da esquerda mundial já acionaram seus robôs da mídia e as matérias que levantam suspeitas sobre a lisura dos resultados começaram a pipocar. Isto era previsível, como é previsível a reação comunista. Se tivesse havido “empate técnico”, como foi fabricado, provavelmente a fraude jamais seria lembrada.

E agora os discursos. Durante toda a campanha pude assistir a incontáveis vídeos que mostravam a fragilidade e insegurança de Mockus, bem como o vexame que certos comportamentos dele causavam, tais como não saber concatenar idéia e discurso pronunciado, vestir-se de Super Man para combater e corrupção e, – o mais vergonhoso – abaixar as calças para um auditório repleto de estudantes como resposta às vaias que recebia no palco.

Ontem, porém, a coisa ficou muito surrealista e, honestamente, só lembro de ter sentido vergonha semelhante, ao ouvir os discursos “do cara” mundo afora, onde asneiras e impropriedades saltam aos borbotões. Na sede do Partido Verde, Mockus repetia os chavões que foram o mote de sua campanha como “eu não sou politiqueiro, não vim aqui por dinheiro” e outros mais idiotas que minha memória não registrou, além de ficar pulando no palco como um mico de circo, não percebendo o tamanho do ridículo e infantilismo de seu comportamento. Sua militância passeia entre a debilidade mental e o fanatismo cego.

Mockus também não perdeu a oportunidade de alfinetar Juan Manuel Santos de forma deselegante e mentirosa, dizendo: “O doutor Santos demonstrou de múltiplas maneiras que o fim justifica os meios. Além disso, é apoiado por uma classe política cujo comportamento debilitou a confiança nas instituições”, enquanto seus robôs gritavam palavras de ordem, apitavam e brandiam os “ameaçadores” girassóis, com os quais ele pretende combater as FARC.

Juan Manuel Santos começou seu discurso agradecendo a Deus, à sua família, aos seus colaboradores, aos militares e forças policiais mas, principalmente – e enfatizado em várias ocasiões – ao Presidente Uribe, a quem ele refere-se como “o grande vencedor”. Convocou os candidatos dos outros partidos a unir-se à sua campanha para o segundo turno, dizendo: “Será um acordo para que haja trabalho, trabalho e mais trabalho; um acordo para garantir que nossa economia cresça com equidade, para derrotar a pobreza e a gerar oportunidades para todos; para derrotar a impunidade e a corrupção; para garantir o bom governo; um acordo, enfim, para consolidar a Segurança Democrática e consolidar o salto à ‘prosperidade democrática’, prosperidade para todos”.

Foi um discurso absolutamente impecável do ponto de vista tático e estratégico, pois ele foi cordial, não atacou ninguém, nem mesmo seus reconhecidos desafetos Chávez e Correa e, ao contrario, disse: “Não reconheço inimigos na política nem em nenhum governo estrangeiro”. A elegância e a humildade – que não é bem seu forte – primaram o tempo todo no discurso de Santos, parecendo-nos já que será um grande estadista e que Uribe soube escolher bem seu sucessor. É verdade que Santos não tem as qualidades diplomáticas de Uribe mas nenhuma pessoa de bem pode acalentar dúvidas a respeito da continuidade do legado do presidente Uribe nas mãos de Juan Manuel Santos.

E para finalizar, escrevo as palavras de Santos em várias oportunidades do seu discurso o qual era aplaudidíssimo, como vocês poderão atestar no vídeo que o Notalatina apresenta com exclusividade a seus leitores, o qual agradeço penhorada a inestimável colaboração do Alex, o “Cavaleiro do Templo” e meu assessor para assuntos de informática.

Disse Santos: “Presidente, este triunfo é seu e de todos os que queremos preservar seu imenso legado (…) Obrigado ao melhor Presidente que a Colômbia já teve!”.

Que Deus abençoe a Colômbia e ilumine seu povo na hora de definir quem será o legítimo substituto deste que é o maior estadista do Século XXI em nossa América! Fiquem com Deus e até a próxima!

Tradução e comentários: G. Salgueiro

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