1. Arquivos
  2. Outros

Espanhol apoiador de Castro persegue agentes do governo Bush com o apoio tácito da mídia corrupta

24 de abril de 2009 - 2:34:53

Relembro como a esquerda, especialmente na mídia, gritou em júbilo quando o governo trabalhista britânico utilizou um mandado emitido por Garzon (que apóia Castro) para prender Pinochet? Também lembro como a nossa mídia esquerdista arquivou uma história em fevereiro de 2001 referente a um mandado de prisão a Fidel Castro que podia ser emitida pela corte belga. O interessante sobre o caso foi como nossa mídia de repente ficou muda.
 
Aparentemente, o pensamento de que o heróico Castro poderia ser entregue à justiça por seus crimes lhes pareceu absurda. Naturalmente, nossos jornalistas de esquerda não estão desacompanhados em sua relutância em chamar a atenção para as acusações criminais comprometedoras que estavam sendo levantadas contra El Commandante. A preocupação da mídia de que seu herói podia ser preso era, infelizmente, infudada. Ao mesmo tempo em que Pinochet estava sendo confinado na Inglaterra, Castro visitava a Europa, onde ele arrogantemente bazofiava: “Eu pertenço a uma espécie que está acima de ser preso”. E foi a corja socialista do naipe de Garzon e seus coleguinhas de mídia que fizeram de Castro uma espécie protegida.
 
Em total desconsideração pelas abundantes evidências da culpa de Castro, nem ao menos um grupo de direitos humanos o condena publicamente ou oferece qualquer assistência para os que apóiam a causa contra ele. A Anistia Internacional e o Human Rights Watch em particular, as quais salivaram publicamente com a mera idéia de Pinochet ir a julgamento, se recusam a dar qualquer apoio. Obviamente alguns ditadores são mais dignos de consideração do que outros.
 
Nossa imprensa ainda tem o displante de chamar a si mesma de vigilante – é, do tipo que tem cochilos ideologicamente agendados. Por exemplo, Geoffrey Robertson QC (Conselho da Rainha) esnobemente usando seu chapéu da Anistia Internacional em sotaque australiano que a prisão de Pinochet era justa porque ele havia “cometido crimes contra a humanidade” (Time up for tyrants, 12 de dezembro de 1998). Porém, quando as mesmas acusações foram levantadas contra Castro, o pretensioso Robertson, este grande campeão dos direitos humanos, não podia ser encontrado em lugar nenhum.
 
Este é o mesmo sujeito que atacou o Presidente Bush e se disse preocupado quanto ao tratamento dos prisioneiros em Cuba: não os prisioneiros da Gulag de Castro, não senhor, mas os prisioneiros da al Qaeda em Guantanamo. É realmente uma pessoa maravilhosa, nosso Jeff. A própria mídia vigilante que deu a Robertson total apoio suprimiu o fato de que o magistrado Baltasar Garzon, que emitiu os papéis de extradição para a prisão de Pinochet, recusou-se a considerar as acusações feitas pela Associação Hispânico-Cubana (um grupo de cubanos exilados na Espanha) de que Castro havia torturado e assassinado cerca de 600 cidadãos espanhóis. Será que é porque Garzon, como Castro, é um socialista?
 
O repulsivo Matthew Stevens, correspondete de The Australian na Europa, deixou claro que no que concerne a Pinochet, objetividade e respeito à verdade são apenas para mariquinhas. Ele temperou seus “artigos” sobre Pinochet com termos do tipo “17 anos de terror”, “déspota sanguinário”, “déspota cruel”, um “reino de terror”, etc. E nenhuma palavra condenatória dos 39 anos de despotismo de Castro. Mas quando parecia que Fidel seria acusado de crimes semelhantes, o moralista Stevens ficou repeninamente mudo. Incidentalmente, The Australian publicou um artigo do Economist (28 de outubro de 1998) que buscava minar qualquer ação contra Fidel afirmando que seus crimes eram apenas “alegados”, e sugerindo que ele não é culpado de assassinato em massa ou tortura. Entretanto, depois que a questão superou o estado de “alegado”, o Economist também ficou mudo. Vai ver que no mundo distorcido deles o silêncio é preferível à integridade.
 
Em uma tentativa nojenta de disfarçar sua hipocrisia, The Australian publicou um editorial (19 de outubro de 2000) alegando que “o sangrento golpe de 1973 derrubou uma tradição chilena de democracia…”. Isto é uma tremenda mentira. O golpe foi provocado pelas tentativas do marxista Allende de impor uma ditadura castrista no Chile. O editorial afirmava também que a prisão de Pinochet enviava um “sinal de que não há lugar seguro para aqueles universalmente tidos como ditadores terroristas.”
 
Que estranho. Castro estava sendo acusado de assassinato, estupro, e, entre muitas outras coisas, terrorismo e David Armstrong, então editor de The Australian, não pôde escrever um editorial aplaudindo esta ação. Por que não? Por que o discurso de Murdoch perdeu o entusisamo de repente? Ele não queria mais ver aqueles “universalmente tidos como terroristas” serem trazidos à justiça? O que Armstrong provavelmente quis dizer foi que apenas aqueles universalmente considerados como terroristas de direita deviam ser levados à justiça, particularmente se não forem anti-américa.
 
Quando era o correspondente daquele lixo em Nova York, Cameron Stewart sem querer destacou a nojenta desonestidade da esquerda quando escreveu: “Governos latino-americanos do Panamá ao Uruguai foram governandos com punho de ferro por ditaduras militares.” Por que ele começou com o Panamá? Porque o Panamá fica ao sul de Cuba, de modo que focando nele como ponto de partida ele deliberadamente podia deixar de lado o fato de que Cuba, também um país latino-americano, é um estado totalitário marxista-leninista, completo com sua máquina de terror e a mais antiga ditadura da América Latina. E que nunca se diga que a lealdade à causa esquerdista não é recompensada na Austrália: o politicamente intolerante Cameron Stewart é agora Editor Associado daquele jornal. Parece que, sejam quais forem as recompensas da virtude, promoções não estão entre elas.
 
O “The Age”, também conhecido como o soviete da rua Spencer, é ainda pior que The Australian. Quando Mark Rike era correspondente do The Age, parecia que não escrevia nada além de propaganda anti-americana. No artigo “Castro’s smart set comes unstuck amid Miami vice and farse” (3 de janeiro de 2001), Riley fez uma piada do julgamento de cinco agentes cubanos, fazendo comentários espertinhos sobre o Maxwell Smart (do seriado de TV “Agente 86”) e o 007.
 
Que estes agentes estivessem envolvidos e um ato de assassinato premeditado em águas internacionais não parecia causar em Riley a menor preocupação. Talvez eles achem que os cubanos anti-Fidel mereçam tudo que aconteça com eles – incluindo balas em suas cabeças.

 

(*) Nota do tradutor:
Sua Excelência, Presidente Lula, fazendo um diagnóstico preciso da situação atual do Brasil, porém ignorando que democracia é precisamente a coexistência e rodízio no poder de modos de pensar divergentes, parece concordar com o juiz Garzon, em declaração recente no jornal “La Nácion”:
 
“será un privilegio para este país si se hace la elección entre Dilma y Serra. Si los candidatos son Dilma, Serra y Ciro [Gomes, del Partido Socialista Brasileño] también será un lujo. Lo mismo si también está [Aécio] Neves. Y eso porque no veo a nadie de derecha ahí. Veo compañeros de izquierda, de centroizquierda, progresistas. Eso es un adelanto extraordinario para Brasil.”
 
“será um privilégio para este país se fizermos a eleição entre Dilma e Serra. Se os candidatos forem Dilma, Serra e Ciro (Gomes, do Partido Socialista Brasileiro), também será um luxo. O mesmo se também estiver o (Aécio) Neves. E isto porque não vejo ninguém de direita aí. Vejo companheiros de esquerda, de centro-esquerda e progressistas. É um avanço extraordinário para o Brasil.” (La Nácion, domingo, 19 de abril, 2009  – http://www.lanacion.com.ar/nota.asp?nota_id=1119713&high=Lula)

 

_________________

Gerard Jackson é também editor econômico do Brookesnews

Original em inglês: http://brookesnews.com/091304garzonbushcastro.html
BrookesNews.Com

Tradução: The RightWatcher

 

{slide=Artigos Relacionados}{loadposition insidecontent}{/slide}

{slide=Artigos do Mesmo Autor}{loadposition insidecontent2}{/slide}