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Esquerda radical perde o DCE da UFRGS

25 de novembro de 2009 - 19:49:45

O Diretório Central dos Estudantes da UFRGS teve seu quadro dirigente renovado no dia de ontem, segunda-feira, 23 de novembro de 2009, por uma diferença ínfima de trinta e cinco votos em favor da chapa de oposição. Seu nome: chapa 3 – DCE Livre, Mudança Urgente. Movimento de reforma encabeçada pelo estudante de Administração Renan Pretto, de 19 anos, ligado ao PP do Rio Grande do Sul.

Os últimos cinco anos de condução do DCE foram monopolizados por um grupo marxista-leninista influenciado, diretamente, por quadros ideológicos do PSOL – Partido do Socialismo e Liberdade, partido este fundado pelos dois ex-petistas, Luciana Genro e Roberto Robaina, e, ainda, o revolucionário Achille Lollo, um conhecido terrorista italiano condenado pela justiça de seu país por carbonizar dois filhos de um inimigo político, após atear fogo na casa do mesmo.

Tendo-se clara noção da relevância administrativo-gerencial que tal mudança carrega e das notórias possibilidades de ação pragmáticas que se apresentam potencialmente perante o novo comando do DCE da UFRGS, faz-se necessário o dever de analisar mais aprofundadamente os reais aspectos da problemática política em torno do assunto, os quais, querendo ou não, já estão dados dentro de um quadro geral distorcido pela grande mídia chapa branca, por jornalistas agentes de influência e por intelectuais ativistas comprados.

O DCE da UFRGS quase sempre foi um organismo submisso e obediente aos apóstolos e revolucionários do esquerdismo totalitário. Ele sempre – pelo menos nas últimas duas décadas – esteve ligado umbilicalmente às estruturas de concepção ideológicas unívocas do PT, PCdoB, PSTU, PSOL, etc. Assim como, provável e igualmente, todas as representações de agremiações de estudantes do ensino médio e fundamental das principais escolas públicas gaúchas. Na minha cabeça, eu já sequer diferenciava a sigla DCE da noção mesma de movimento comunista organizado de nível continental.

Sabendo disso e observando, através das raríssimas reportagens no dia de hoje, que a vitória da chapa de oposição fora mais apertada que nó de sogra em dia de chuva, é preciso vislumbrar que, para a ocorrência de uma completa reversão do resultado do quadro atual da conjuntura do DCE, basta um simples estalo de dedos da cúpula central esquerdista engajada. Com um pouquinho mais de atenção e empenho dos estrategistas comunistas, os quais entendem de metodologia de combate político, de concepção, implementação e follow up (controle) de estratégias de dominação social de longo prazo, a festa da racionalidade opositora terminará antes mesmo da badalada da meia-noite e os representantes dos inimigos máximos da liberdade estarão livres para serem reconduzidos às poltronas do jardim num piscar de olhos, mais famintos e sedentos do que nunca.

É preciso que se entenda, de uma vez por todas, que com comunistas não se brinca, não se negocia nem se faz acordos. Não podemos cair no erro primário de achar que estamos lidando com apologistas da democracia e do império das leis. Esse pessoal só entende uma coisa: porrada forte! Se essa gente for tratada da forma que jamais deveria ter sido, como se fossem simples opositores programáticos e democratas dentro de uma estabilidade política sadia e virtuosa, seja ela universitária ou não, cairemos na mesma estupidez infantil e miopia senil de avaliação política feita pela cúpula despreparada dos tucanos, quando a efervescência da questão do mensalão ligada à reeleição do apedeuta deixou de ser aproveitada.

É preciso acusar, desmascarar, julgar e condenar publicamente toda essa turma de comunistas, de falsos democratas. Um por um, com coragem, firmeza, sem medo, sem rabo preso e com o dever da aplicação do senso de proporções, da verdade e da justiça. É preciso ser muito duro com o terrorista político, mesmo o de nível universitário, e com os inimigos da liberdade. Expô-los à humilhação e execração públicas, persegui-los politicamente, não importando onde eles estejam, é tarefa elementar de qualquer contra-ataque político eficaz. É necessário dar nome aos bois: etiquetá-los, catalogá-los e controlá-los politicamente dentro de um universo confuso, propositadamente criado por eles mesmos, a fim de que a verdade surja de uma vez por todas no cenário político gaúcho.

Somente assim é que poderemos estar mais tranqüilos e confiantes numa mudança consistente e minimamente duradoura dentro do DCE da UFGRS. Se, como dizia Churchill, a liberdade não for severamente cuidada, ela não durará uma semana. Se a anomalia não for exposta de maneira intensa e com a urgência requerida, podem apostar: esses grupos revolucionários irão retornar com uma força dez vezes superior e não apenas irão recuperar esses míseros trinta e cinco votos de diferença, como, provavelmente, voltarão a ser unanimidade dentro do espectro político universitário gaúcho por mais algumas décadas.

Pelo que tenho notícias, os atuais membros da chapa 3 não são homens de geléia derretida. Ouvi dizer justamente o contrário deles. E por tal razão, suplico aos mesmos que quebrem a espinha dorsal política dos inimigos da liberdade que se refugiaram dentro das estruturas da UFRGS por décadas. Agora, mais do que nunca, faz-se necessária a total destruição da reputação daqueles que só trabalharam em favor da eliminação permanente da liberdade. Como dizia Sir. William Wallace: “…men don’t follow titles, they follow courage. And if you would just lead them to freedom, they’d follow you. And so would I.”

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