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Esquerdismo fiscalista do Estadão

19 de março de 2009 - 1:04:25

O devedor eventual do Fisco é uma vítima das vicissitudes da vida, mais das vezes do próprio esbulho tributarista estatal. Penso especificamente naqueles contribuintes que pagam por substituição e não conseguem repassar aos consumidores os encargos tributários inventados pela burocracia. Uma tragédia econômica sem fim para o indigitado contribuinte.

Na sua malha jurídica a burocracia estatal transformou inadimplentes de impostos em condenados da sorte, a sofrerem as maiores agruras econômicas e morais. Então medidas como a MP 449, a que se refere o editorial, e as modificações feitas pelo deputado Tadeu Filippelli são ainda modestas perto do que deveria ser feito em matéria de anistia fiscal. Apenas aqueles que enxergam na empresa privada um inimigo a ser combatido é que podem se colocar contra elas.

À primeira vista o inadimplente com o Fisco teria alguma vantagem com relação aos concorrentes. Vimos que não tem, pois ele vira pária e o débito continua a existir da mesma maneira. Os órgãos cobradores do governo, como a Procuradoria da Fazenda Nacional, são implacáveis contra aqueles que tropeçam em suas finanças. Na origem desses tropeços está a teratológica carga tributária.

Onde está prejuízo ao Fisco com o parcelamento? Não existe. O Estadão acaba por se alinhar com o que há de mais escabroso e eficaz no esquerdismo militante, aquele que está justamente nos agentes estatais que cuidam da burocracia tributária. O editorial deve ter sido escrito por algum fiscal aposentado da Receita Federal. Um jornal supostamente conservador deveria mesmo é escrever editoriais contra o esbulho tributário e não malhar as suas vítimas inermes. 

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