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Estadão: mais do mesmo

30 de julho de 2009 - 21:31:25

Comparemos com a edição do dia na Folha de S. Paulo. O jornal do Frias nada deu sobre o assunto. Está claro que não o fez de má fé, mas sim, porque o Estadão foi escolhido para a campanha de desonra que está em curso contra o Sarney e todo o Senado. A falange política do ministro Tarso Genro está em campanha para instalar o instrumento unicameral no Legislativo, pois enxergou aí o caminho mais curto para a tomada do poder total.

Na mesma edição da Folha podemos ler que o ministro da Justiça declarou o fim do segredo de Justiça, Ele, que deveria ser o guardião da lei e dos seus mandamentos, revoga dispositivos inconvenientes à sua ação política, diante da Nação inerme. Sarney não é a primeira vítima, mas a mais graúda e a mais emblemática. Se membros do governo podem fazer isso contra o homem que preside o Senado, o que dirá contra o chamado homem comum. Vivemos plenamente o tempo da ditadura burocrático-policial. Os direitos fundamentais estão senso suspensos, um a um.

Situação é alarmante. O que mais me incomoda é que ainda não pude enxergar com clareza qual o objetivo estratégico do PT em destruir José Sarney. Penso que só algo realmente grandioso poderia ser o móvel dessa campanha: a sucessão presidencial, o terceiro mandato, a recriação da CPMF? Talvez todas essas coisas juntas.

O Estadão virou mesmo o diário oficial do golpe dos usuários dos métodos bolivarianos de tomada de poder. O jornal paulista enterrou a sua reputação.

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