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Expatriação de Zelaya salvou Honduras da guerra

8 de janeiro de 2010 - 5:39:02

Segundo uma
nota publicada hoje no
El Heraldo,
“O Ministério Público (MP) interpôs ontem ante a Corte Suprema de Justiça (CSJ) um requerimento fiscal contra a Junta de Comandantes das Forças Armadas, por expatriar o ex-presidente Manuel Zelaya em 28 de junho passado”.

UnoAmérica afirma que a expatriação de Zelaya era indispensável e obrigatória para evitar um banho de sangue, e para proteger o país dos planos de invasão de Chávez.

Considerando que Chávez era o autor intelectual da “quarta urna”, ele conhecia perfeitamente as implicações dessa iniciativa, abertamente ilegal e inconstitucional. Todas as instituições nacionais haviam rechaçado publicamente a legalidade da “quarta urna”. Era evidente que Zelaya podia terminar na prisão, em cujo caso Chávez teria preparado uma invasão com grupos para-militares armados, a fim de “resgatar” Zelaya e recolocá-lo no poder, para o qual se necessitava da presença do ex-mandatário em território hondurenho. A inesperada captura e expatriação imediata de Zelaya malogrou os planos intervencionistas de Chávez.

Nesse mesmo dia 28 de junho, aborrecido e desconcertado pelo ocorrido com Zelaya, Chávez fez o possível para reformular seu plano violento, e assim confessou abertamente, ao ameaçar Honduras publicamente de enviar tropas para derrocar o governo de Roberto Micheletti.

Em 5 de julho de 2009, Chávez enviou Zelaya ao Aeroporto de Toncontín em um avião venezuelano, pilotado por militares venezuelanos. Nesse dia Chávez esteve em contato permanente com os manifestantes que estavam próximos ao aeroporto. Se a aterrissagem tivesse se concretizado, teria se desencadeado a violência. Afortunadamente, o profissionalismo e a prudência das Forças Armadas impediram o massacre.

Em finais de julho de 2009, Chávez quis organizar uma invasão paramilitar através da fronteira nicaragüense com o apoio de Daniel Ortega. A invasão estaria encabeçada por Manuel Zelaya, acompanhado pelo chanceler venezuelano Nicolás Maduro.

Nessa oportunidade, mercenários armados provenientes da Colômbia e de outros países, viajaram até os acampamentos fronteiriços para reforçar a invasão. Chávez quis integrar militares venezuelanos à iniciativa guerreirista, porém estes se negaram a viajar à Nicarágua, o qual ocasionou várias detenções por insubordinação. Uma vez mais, as Forças Armadas de Honduras desativaram o plano violento de Chávez.

Em 1º de setembro de 2009, UnoAmérica acusou Chávez ante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) por “fazer apologia ao delito de rebelião e por promover a guerra em Honduras”.

Em 21 de setembro, sempre com o apoio de Chávez, Zelaya regressou sub-repticiamente a Honduras e tratou de instigar a violência de novo, desta vez desde a Embaixada do Brasil; porém, os militares hondurenhos haviam tido tempo suficiente – três meses – para desmantelar o projeto intervencionista de Chávez. A partir deste momento, a presença de Zelaya no país já não constituía um perigo.

Não se pode acusar os militares hondurenhos sem antes levar em conta estes importantíssimos assuntos de segurança de Estado. Se não se houvesse expatriado Zelaya em 28 de junho de 2009, em menos de 24 horas Chávez teria invadido Honduras com grupos paramilitares para repor Zelaya na Presidência, e os hondurenhos estariam hoje amargando uma guerra em vez de desfrutar da estabilidade e da paz de uma democracia plena.

Embora no futuro os militares hondurenhos possam ser anistiados, a acusação apresentada ontem pelo Ministério Público constitui um precedente muito mal, porque será utilizado pelo Foro de São Paulo para fundamentar suas ações ante a Corte Penal Internacional, onde a anistia não os protegerá.

UnoAmérica considera que, longe de acusar injustamente os militares, as instituições hondurenhas deveriam estar discutindo como premiá-los, por haver defendido com tanta determinação e com tanta lealdade a democracia e as liberdades.

http://www.unoamerica.org

Tradução: Graça Salgueiro

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