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Gayzistas processam igreja evangélica em Campo Grande

29 de outubro de 2009 - 22:25:41

Tudo começou por aí, o tal folder foi o estopim. Nele havia: uma palavra do líder da Igreja, uma palavra dos pastores responsáveis pelo projeto, denominado Projeto Gênesis, uma pequena ficha de inscrição, em que o nome, a idade, a opção sexual e o estado relacional (morar com parceiro ou não) deveriam ser preenchidos.

No verso do folder, um pequeno texto com a seguinte pergunta: “Como você pode ajudar?” Em seguida, cinco sugestões propostas pelo projeto. A que se mencionar que o projeto é composto, até então, de aproximadamente dez pessoas: dois psicólogos, um médico, dois assistentes sociais, dois casais de pastores e um ex-homossexual. Pois bem, a questão estaria na quinta sugestão, onde aparecem as palavras “cura e libertação”.

Em poucos dias, um representante dos “direitos humanos” entrou em contato com a IECG  intimando o líder da Igreja e os responsáveis pelo projeto a comparecerem em uma reunião, na qual poderiam explicar-se, e tentar convencer um conselho convocado para decidir se um processo, que havia sido engendrado contra a instituição religiosa, seria, de fato, encaminhado para a Promotoria do Estado. Segundo consta, o tal processo estaria acusando o projeto por uma postura preconceituosa aos homossexuais.

Dito isso, logo se revelou o cidadão que estaria por trás do dito processo. Ele atende pela alcunha de “Cris Estefani”, travesti, advogado, presidente da Associação dos Travestis de Campo Grande, candidato a vereador da cidade, e militante assíduo da causa GLBT no estado.

Prontamente, o pessoal do Projeto Gênesis atendeu a solicitação, e foi dar explicações ao conselho criado para decidir se o processo seria encaminhado ao Ministério Público. Nesse conselho, 12 pessoas foram nomeadas. Das quais, alguns representantes da “cultura afro-brasileira”, e membros de outros grupos, como aposentados, ativistas da causa ambiental, e três cristãos, conservadores.

Na reunião, os pastores líderes do projeto deram as devidas explicações, dizendo que consideravam a homossexualidade um desvio de moral, mediante aos princípios bíblicos, e que a cura, não estava sendo referida a uma doença, mas aos problemas que essa prática provocaria na pessoa, isto é, uma série de patologias psicológicas. Isso, calcado em pareceres dos psicólogos e médico do projeto. A IECG prontificou-se a retirar de circulação os tais folders, para que o mal-estar causado fosse apaziguado, porém reafirmou o seu direito de posicionar-se contra a causa gay, e que iria prosseguir com os trabalhos do projeto, que giram em torno de palestras, encontros de apoio, terapia psicológicas, atendimentos médicos e aconselhamentos espirituais.

Cris Estefani, após ouvir a argumentação dos líderes do projeto, pareceu estar de acordo com a retirada do processo, porém, na reunião posterior, realizada somente com a presença do conselho, na qual iria se decidir se seria dada continuidade ao processo, a parte do conselho que representaria as minorias, afros, líderes estudantis, e o próprio Cris, decidiram, a revelia dos três conservadores, darem prosseguimento com a ação, por achar que foi uma afronta pejorativa e preconceituosa para com a classe GLBT de Campo Grande.

Interessante que, no mês anterior, no dia 22 de setembro, o governador do estado, que direciona verbas estaduais para a “Associação dos Travestis de Campo Grande”, chamou em público o ministro do meio-ambiente, Carlos Minc, de “veado e maconheiro” e que ele seria “estuprado em praça pública.” (Ver noticia aqui)

Diante de tal afronta, e das palavras pejorativas do governador, o senhor “Cris Estefani”, não proferiu um só comentário e, indagado na reunião do conselho por um dos três conservadores, que perguntou: “E quanto ao governador do estado, que xingou o ministro Minc de “viado”, numa atitude verdadeiramente preconceituosa, o que você ira fazer a respeito“.

A resposta de “Cris Estefani” foi um senhor silêncio, com algumas sílabas desconexas sendo balbuciadas, mas não conseguindo expressar informação alguma. Mediante a isso, o inquiridor concluiu: “Você (Cris) não esta se importando com o governador, porque ele dá dinheiro para a sua associação. O que você quer, não é justiça, é só aparecer, pois a Igreja não fez nenhuma menção pejorativa, e ainda está se propondo a ajudar os homossexuais, ao contrário do governador, que expressou seu total desprezo pela classe que você representa.”

Não obstante, o conselho, mesmo diante da defesa acalorada desse senhor, que não digo o nome por motivos éticos (não pedi sua autorização para divulgá-lo), resolveu, por nove votos a favor, por dar continuidade ao processo, ou seja, a enviá-lo ao MP.

Mais uma vez, as minorias, guiadas por uma ideologia altamente tendenciosa, demonstrando sua total falta de lógica e bom senso, se insurgem contra ações que valorizam a família e a moral cristã. Eles querem direitos especiais, como se fossem cidadãos de uma classe superior e não anseiam por tolerância e respeito, querem é poder para ditar as regras da sociedade que supostamente os “oprimiu” por tanto tempo.

Infelizmente, essa notícia não foi vinculada em nenhuma mídia regional. Ninguém ficou sabendo que existe um grupo de pessoas que estão comprometidas a combater a homossexualização e valorizando a instituição familiar. Meu sincero desejo é que outros projetos como esse surjam em nossa nação, nas escolas, nas associações de bairro, nas igrejas, onde houver pessoas que acreditem que a estrutura familiar é a única base para uma sociedade sadia. Que Deus abençoe a todos nós nessa luta.

Obs.: Os relatos narrados aqui estão registrados em uma gravação feita na reunião. Não os tenho comigo, mas ouvi-os fiz a transcrição livre, tentando ao máximo manter a essência da argumentação.

* – Oclécio Cabral, teólogo e pastor auxiliar da Igreja Presbiteriana Renovada do Jardim Mário Covas, em Campo Grande (MS), é professor de teologia na FATHEL e CFM.

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