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Honduras – Um mês enfrentando Obama e o mundo

2 de agosto de 2009 - 0:54:23

Há um mês o povo e as instituições de Honduras sofrem o maior bloqueio de que se tem notícia contra um país em pleno gozo das liberdades individuais e obediência às leis. Recentemente começaram a aparecer alguns sinais positivos:

– Colômbia e Panamá expressam sinais de simpatia, mas não se comprometem;

– a oposição nicaragüense, bastante forte, reconhece o governo constitucional do Presidente Micheletti e a população e os políticos desta nação governada pelo Foro de São Paulo estão impacientes com a presença do arruaceiro “Mel” Zelaya no seu território desrespeitando as leis do país;

– o próprio vice-presidente da Nicarágua, Jaime Morales Carazo recomenda que Zelaya deva aceitar que foi derrubado e que as chances de voltar ao poder são “quase inexistentes”, reprova veementemente seus chamados à insurreição desde a fronteira nicaragüense dizendo que “são imprudentes”, porque “ninguém deve fumar perto de um barril de pólvora”;

– a interferência de Chávez e das FARC é reconhecida por todos;

– comprova-se que as FARC não apenas financiaram a campanha de Zelaya como também suas arruaças atuais; (http://www.elheraldo.hn/Ediciones/2009/07/27/Noticias/International-finance-of-238-million-suspended-to-Zelaya-s-government e http://www.eldiarioexterior.com/noticia.asp?idarticulo=32891). O receptador, Cesar Ham, é conhecido ativista de esquerda.

– é quase certo de que outros “párias” da famigerada comunidade internacional, como Israel e Taiwan, reconheceriam o governo hondurenho se pudessem, bem assim como a República Tcheca e possivelmente outros países do Leste Europeu conhecedores do paraíso comunista;

– importantes empresas americanas sediadas em Honduras, como Roatán Storage S.A., Bay Island Community, Flying Fish, G y S Industries, Parrot Tree Plantation y Paradise Computer S.A., assinalam que a política dos EUA é radicalmente contrária aos interesses de Honduras – e, certamente, aos próprios – e pediram ao Embaixador americano Llorens para que os EUA reconheçam o mais rápido possível o governo legal do país, e “imploraram” levar em consideração os efeitos negativos que provocaria a recondução de Zelaya à Presidência, como exige a Casa Branca, pois os investimentos correm os mesmos riscos das empresas homólogas que trabalham na Venezuela, onde dezenas de companhias foram nacionalizadas por Chávez, o maior suporte e financiador de Zelaya. Acreditam que este seguiria o mesmo caminho de seu mentor, de repressão e perseguição aos investimentos estrangeiros, especialmente americanos.

Todas as boas novas, no entanto, esbarram num obstáculo formidável: Obama e sua empedernida defesa dos inimigos de seu País, e outro menor, mas não menos fanático e letal: Óscar Árias, que de negociador não tem nada, pois já assumiu a defesa de um dos lados. Bem que eu previra, mas aguardei e confirmei: jamais confie num Prêmio Nobel da Paz: são todos escolhidos por processo politicamente correto e sempre de esquerda. Árias foi escolhido a dedo, não pelas razões anunciadas, mas porque cumpriria à risca as ordens de Washington.

Contrariamente ao que muitos analistas dizem, Obama não está “refém das demandas antiamericanas, antiimperialistas, anti-Ocidente” nem “da necessidade de fazer o que Bush não faria”. Obama não é refém de ninguém, muito menos um “mito” ou um “liderado”: é parte integrante da cúpula da quadrilha que mantém refém grande parte do povo americano. Afirmar o contrário é irresponsabilidade para “livrar a cara” dele, da mesma maneira que se faz com Lula desde 2002. E mais: Obama não tem o menor interesse em liquidar com o chavismo, na medida em que Chávez é um aliado importante para o maior de todos os empreendimentos obâmicos: a destruição dos EUA e a posterior liquidação da civilização ocidental. Zelaya não está sendo apoiado casualmente, mas como correligionário. Não é por outra razão que Zelaya reclamou que os EUA estavam fazendo muito pouco e exigiu mais dureza com Micheletti.

Obama não faz mais porque está com as mãos amarradas por Hillary Clinton. Aí sim pode-se falar de Obama refém: o casal Clinton tem pleno conhecimento que Obama se elegeu na base da truculência, da falsificação de votos e da fraude e é por isto que Hillary exigiu e levou o Departamento de Estado. Não por acaso foi um eleitor seu que iniciou o primeiro processo para Obama confirmar seu nascimento nos EUA.

O conselheiro da Presidência para a América Latina é ninguém menos do que o advogado de Fidel Castro – quer dizer, de Juan Miguel Gonzáles, o pai de Elián González – na repatriação do menino de sete anos em 2000, durante o governo Clinton, Gregory Craig. Durante a campanha Craig foi apoiado pelo Council on Hemispheric Affairs, organização de extrema-esquerda que o considerava “o homem certo para reavivar as relações profundamente problemáticas entre os EUA e a América Latina”. Em outras palavras, para dar uma guinada política à esquerda.

Esta guinada já estava prevista nos meus artigos “Obama e a Re-estruturação da Política para a América Latina” e “Obama e a Re-estruturação (Perestroika) do Mundo Ocidental”. Neste último cito O Reverendo Jesse Jackson: ‘A mudança que Obama promete não está limitada ao que fazemos na América. É uma mudança na maneira com que a América olha o mundo e seu lugar nele’ (…). A América precisa curar as feridas que causou em outras nações, rever suas alianças e pedir desculpas pela “arrogância da Administração Bush”‘.

Obama é a coroação do ideal antiamericano e anticristão que embala as campanhas Democratas desde Carter e Al Gore: a máfia – shadow party – dos financistas de alto coturno como George Soros, combinada com o que há de mais sórdido na nação do norte: as ONGs ativistas de extrema esquerda, de onde Obama saiu. Bem sei que é muito duro tomar conhecimento disto, a maioria nega para não se deparar com o horror que teria que enfrentar, mas é assim mesmo. Já dizia Valladares: “se Obama for eleito Presidente nossa sociedade estará mais que nunca em grande perigo. Um dos seus objetivos é a dissolução da família e de seus valores’. Nestas eleições ‘pela primeira vez estão em jogo os valores, os princípios, os ideais que formaram esta grande nação. Destruir o cimento deste país é um velho sonho de ideologias totalitárias, de líderes frustrados'”.

E são estes que combatem o bravo povo hondurenho com o apoio de Obama, Árias, Lula et caterva.

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