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Micheletti acusa Chávez de financiar distúrbios

20 de janeiro de 2010 - 7:01:25

Os entrevistadores de
El Heraldo perguntaram a Michletti:
“É verdade que Hugo Chávez financiou as marchas para a resistência e a violência no país?”, o qual respondeu sem duvidar:
“Estou totalmente seguro”.

Segundo Micheletti, “o senhor Zelaya mesmo expressou a alguns companheiros amigos dele – e que depois eles transmitiram a mim – que recebiam uma média de 350 mil dólares semanais. No momento mais crítico desta situação se movimentaram muitos dólares no país, quantidades milionárias.

Posso demonstrar-lhe isto com fatos, porque em San Pedro Sula e em Tegucigalpa há um momento em que o dólar baixa a 16 lempiras, quando havia se mantido a 19 durante todo o tempo.

Logicamente o compromisso dele (Zelaya) com Chávez não era uma coisa de conversa mas de fatos. Ele (Zelaya) tinha que entregar o país a esse ditador para que ele (Chávez) pudesse pôr suas botas em cima deste país. Graças a Deus não permitimos”, acrescentou Micheletti.

Ante a pergunta “como estaria o país se não se tivesse destituído Zelaya?”, respondeu: “Teríamos um ditador, teríamos um grupelho confiscando direitos e propriedades das pessoas… uma minoria muito pequena é a que está nisso, e como é possível que essas pequenas minorias com violência, malcriações, com armas, dirigidas por um homem que o que estava fazendo era cumprir compromissos que havia feito com Chávez e querendo se perpetuar no poder”.

Mais adiante lhe perguntaram: “O senhor Insulza era cúmplice de Zelaya?”, ao que respondeu: “Era cúmplice, foi cúmplice e é cúmplice ainda. Este senhor (Insulza) fez tanto mal a este país com suas atuações e com suas mentiras… ele é lacaio de Hugo Chávez e do grupo da ALBA, e é por isso que está tomando essa atitude”.

O mandatário hondurenho assegurou não se importar que Chávez lhe tenha posto o apelido de “Goriletti”, posto que quem o pôs “é o maior gorila que já houve na América Latina”.

Ontem, milhares de hondurenhos homenagearam Micheletti em frente à Casa Presidencial e lhe agradeceram ter salvo a democracia.

Tradução: Graça Salgueiro

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