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Muros que não ruíram

28 de novembro de 2009 - 5:20:18

Inimaginável por um brasileiro que em qualquer tempo cismasse de embarcar no ônibus/caminhão pau-de-arara, sair do nordeste com destino ao sul, pegar um “ita” no norte e ir para o Rio passear, como na música de Caymmi, ou para morar, trabalhar, sem pedir autorização a quem quer que fosse, e para o destino que lhe aprouvesse.

A despeito das várias tentativas, o Brasil não viveu as agruras do mundo comunista, graças ao espírito religioso do seu povo e às Forças Armadas brasileiras sempre presentes em defesa da democracia.

O primeiro “muro de Berlim” foi concebido no Brasil no alvorecer nebuloso desse regime já em 1922, com o advento do Partido Comunista e intentado sob as armas da traição por Luiz Carlos Prestes em 27 de novembro de 1935, com a morte de brasileiros no silêncio da noite e da covardia rasteira. Fatos que iriam se repetir no entorno de 1964, desarticulados pela Contra-revolução de 31 de março, ainda na fase da preparação, orientada por agentes formados no exterior, e em 1968, com o incremento das atividades de guerrilha, terrorismo e seqüestros em várias partes do mundo, por organizações revolucionárias marxistas-leninistas, orquestradas pelo movimento internacional; e não de resistência como mentem os anistiados de hoje, criminosos de ontem, regiamente premiados por eles próprios.

Nomes e siglas não faltam a lembrar das atrocidades terroristas, como as Brigadas Vermelhas (Itália), Exército Vermelho (Alemanha), Montonero (Argentina), Tupamaros (Uruguai), Sendero Luminoso (Peru), FARC, ainda viva (Colômbia), e no Brasil várias organizações cujos nomes indicam os seus propósitos, como Organização Trotskista Convergência Socialista, Ação Libertadora Nacional (ALN)/Ala Marighela, Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, Comando de Libertação Nacional (COLINA), Política Operária (POLOP), MR-8, etc.

Na Alemanha e na Itália vários desses criminosos foram condenados à prisão perpétua, como Cesare Battisti, da organização “Proletari Armati per il Comunismo” (PAC). De forma semelhante e bem recente no Japão, em 2006, Fusako Shigenobu, de 60 anos, fundadora do Exército Vermelho, foi condenada a 20 anos de prisão por ter organizado a ação terrorista na embaixada da França em Haia, 1974, embora a promotoria tenha pedido prisão perpétua, pelo ferimento de dois oficiais da polícia, mantendo como reféns o embaixador e membros do corpo diplomático, para exigir a libertação de comparsas. Shigenobu viveu durante quase 30 anos no Líbano, e que ao regressar, foi presa e julgada.

Os terroristas de lá não foram anistiados e nem muito menos indenizados, como nesta Terra de Santa Cruz, e não conseguem apagar das suas mentes o muro que quiseram construir e que mantêm no pedestal dos seus ideais o ditador Fidel Castro, carrasco da ilha presídio. Não justificam crimes políticos contra o cidadão, na maioria das vezes, desarmado e assassinado covardemente.

Uns fazem dos muros sonhos, no convívio com aqueles que os têm com vendas nos olhos, ou com aqueles do ego e superego intramuros.

Aqueles que aplaudem a queda do muro de Berlim devem imaginar os resultados de uma vitória dos que estudaram guerrilha e terrorismo em Cuba, URSS, Argélia, e as praticaram no Brasil, mas felizmente não venceram.

O exemplo do Khmer Vermelho, do regime maoísta de Pol Pot, no Camboja, é constrangedor. O comunista Kaing Gueg Eav está sendo julgado pelo Tribunal Internacional pela execução de quase 13 mil pessoas em uma única prisão, que chefiava, durante o “afago” comunista entre 1975 e 1979. Medo dos superiores, lembrou dos expurgos internos e que a política do partido era de matar os inimigos. Mortos: 380 mil.

Vendas nos olhos/muros encobrem o 17 mil executados em Cuba, de Fidel/Raul Castro/Che Guevara e milhares de afogados nas tentavas de fuga do “paraíso” comunista, o mesmo que Dilma, Minc, Dirceu, Genoino, Palocci, etc, queriam implantar no Brasil.

Muros que não viraram pó na concepção de tantos quantos da Câmara Municipal de São Paulo concederam a Carlos Marighella, em homenagem póstuma, o título de cidadão paulistano, que cedo fizera a opção política pelo comunismo e via de regra, chegar ao poder pela luta armada, na mesma época dos demais movimentos empreendidos na Europa, Ásia e América, empregando o terrorismo seletivo e indiscriminado para semear o medo, obter apoio popular, concatenando assaltos e sequestros para conseguir dinheiro, armamento e outros suprimentos. Foi o fundador da Ação Libertadora Nacional (ALN).

Terra da histórica cidade, ensanguentada pela morte do soldado Mário Kozel Filho, de 18 anos, que estava de sentinela na entrada do QG do II Exército, em São Paulo, e que teve o corpo em pedaços pelo carro bomba explodido pelos fanáticos da facção comunista Vanguarda Popular Revolucionária, lhe outorga tão dignificante título.

Muro de Berlin que ainda vive na pompa e plumas de ministros do STF que no julgamento da extradição de Cesare Battisti, não se conformando com a derrota por 5 a 4 dos votos, “viraram a mesa” incorporando um julgamento fora da pauta a respeito do poder discricionário do presidente da República – fato nunca dantes ocorrido – avalizando um ato sem que se possa questioná-lo posteriormente.

Ora, o Executivo detém as prerrogativas de prosseguir na análise da extradição do condenado pela Justiça italiana, tomando providências administrativas à luz dos preceitos legais, que não o fazendo corretamente, pode suscitar uma justa reação da outra parte litigante. No entanto, o STF já demonstrou à sociedade o seu posicionamento, concedendo uma absolvição prévia ao presidente, sem estar formalizada uma acusação sequer.

Muros do governo Lula/Dilma/Genro que separam os que devem ser repatriados como os pugilistas cubanos, inocentes, não acusados de crime, nem condenados, dos que devem ser protegidos, abrigados, mesmo que condenados, como Cesare Battisti, que recebeu apoio na Penitenciária da Papuda dos senadores José Nery (PSOL-PA), Eduardo Suplicy (PT-SP) e João Pedro (PT-AM), e dos deputados Luis Couto (PT-PB), Ivan Valente (PSOL-SP) e Chico Alencar (PSOL-RJ), como noticiado.

Também não caiu a ficha nem ruiu o muro dos que fizeram um monumento a Prestes em Palma/TO, “cavaleiro da esperança”, “da luz”, dos que se aliam a Lula, desejam Dilma para dar continuidade a esse governo afinado com Fidel Castro, Hugo Chávez, Ahmadinejad, Morales.

“Cavaleiro da esperança”. Quando? Como? Empunhando armas contra o Brasil, a favor da Rússia, como declarou?

Quem dos comunistas/ex-terroristas Lamarca, Genoino, Marighela, Dirceu, Martins, Dilma, etc, exerceria o papel dos algozes Fidel Castro, Pol Pot, Stalin, caso fossem os vitoriosos? Superariam os números dos mestres?

 

Ernesto Caruso é coronel reformado do Exército.

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