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O atentado em Nice

19 de julho de 2016 - 17:26:21

Não é possível a alguém são não sentir náusea moral ao ver a multidão morta e agonizante depois da passagem do caminhão. Muitas crianças inclusive. É claro que houve uma falha clamorosa da segurança, mas as forças francesas insistem em falhar na defesa da população, não foi a primeira vez. A imagem do policial caído e depois abatido na sequência dos atentados ao Charlie Hebdo, em Paris, mostra o delírio e a incompetência das autoridades francesas para tratar do terrorismo, deixando parte da polícia desarmada. Se nem um policial a serviço portava arma de defesa pessoal, o que dirá a população civil. Imagens de Nice mostram também as pessoas correndo feito galinhas assustadas pelo simples fato de não portarem nenhum instrumento de defesa pessoal, esse que é um direito natural, à mercê dos celerados. Estamos vendo o grande fracasso do Estado francês na defesa da vida de seus cidadãos.

O mais insano ainda é tentar alinhar um discurso de que esses terroristas não são o “verdadeiro” islã, como fazem autoridades francesas e também a candidata Hilary Clinton (e muitos governantes ocidentais). Ora, o Ocidente luta contra o imperialismo islâmico desde o século VII. Cervantes foi, além de um grande escritor, um combatente na memorável batalha de Lepanto, que relegou os islamitas a seu território, na África e na Ásia. Cervantes, ao criar o personagem Ricote, não fez crítica à expulsão dos mouros muçulmanos da Península Ibérica, mas sim, à expulsão dos mouros convertidos. A questão não era ser mouro ou não, mas sim, ser cristão ou não. Ele viu por primeiro o germe do racismo que invadiria a Europa tempos depois. Ele próprio, possivelmente um marrano, que vivia a tenta provar que era “cristão velho”, essa loucura sociológico-religiosa que tomou conta da Europa no Renascimento.

Mas eu falava da náusea moral. Li na Folha de São Paulo entrevista do pai de dois terroristas abatidos pelas forças ocidentais no campo de batalha da Síria, na qual justificam com a frieza a imoralidade das mortes das crianças em Nice, pelas supostas mortes de crianças por bombardeiros ocidentais. É a mesma lógica que Osama Bin Laden, um príncipe saudita, usou para perpetrar os atentados de 11 de Setembro, supostamente em vingança contra o Ocidente pela derrota sofrida séculos antes pelas forças islamitas em Viena. A loucura evidente, os saltos históricos e os lapsos mentais são da mesma natureza moral do que fez o pai dos terroristas na matéria da Folha. Não é possível deixar de perceber que todo muçulmano bonzinho e pacífico assim o é até o momento em que deixa de sê-lo, como os israelenses cedo descobriram. Não há diálogo possível, não há como haver confiança. Uma faca ou um caminhão podem virar, na mão dos fanáticos, a arma eficaz dos assassinos. Israel armou sua população civil e minimizou a ação desses surtos traiçoeiros de fanatismo homicida.

Da mesma forma, a política papal de ecumenismo e tolerância, que condiciona e mesmo anula a missão evangélica da conversão e também a hierarquia religiosa e civilizacional, tende sempre a arrumar desculpas e a deixar de ver o real nos malfeitos dos muçulmanos. O ódio deles contra a Igreja é visceral e bem vimos do que são capazes de fazer quando a população cristã está em minoria em seu meio. Praticamente ela foi dizimada no Oriente Médio, seja por migração, seja por assassinato puro e simples. Estão fazendo o mesmo na África e na Ásia, nos países onde são maioria. Na França, como são uma minoria robusta, querem impor, a ferro e fogo, a sharia. É um erro grave dos sucessivos pontificados estabelecer essa política falaciosa em face dos inimigos declarados do cristianismo.

Os fatos são óbvios e abundantes. Até quando a França irá tolerar o massacre de sua gente não se sabe, mas é evidente que em breve poderemos ter outros governantes, de mais pulso e mais senso histórico. O mesmo poderá acontecer nos EUA, com a possível eleição de Donald Trump, que já declarou disposição de dar combate implacável aos radicais islâmicos, enxergando corretamente o olho da serpente dentro do islamismo “pacífico”. Em toda a Europa estamos vendo a ascensão de políticos eleitos com a delegação expressa de enfrentar o mal islâmico. O êxito fabuloso do Brexit na Inglaterra tem a sua origem e determinação na disposição dos ingleses de dar uma trava na imigração islamita, instrumento da ocupação civil do solo europeu. O bom combate está em curso.

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