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O dia em que comecei a escrever

11 de setembro de 2009 - 16:49:48

A perplexidade tomara conta do mundo. À noite, o presidente George W. Bush dirigia-se à nação em reunião conjunta do Congresso. Tudo levava a crer que os EUA iriam retaliar com toda força. Eu torcia para que a lei de talião (olho por olho,dente por dente) fosse seguida e alguns megatons seriam bem distribuídos pelo oriente médio. Prevaleceu, no entanto, a idéia de que não se poderia responder com violência à violência e milhares de vidas de jovens americanos e de outras nações aliadas foram perdidas na tentativa inútil de aceitar a assimetria da guerra terrorista.

Para mim, a perplexidade foi maior no dia seguinte: passei a receber emails irados, cheios de ódio e inveja, contra os Eua. “Bem que eles mereceram”, exclamavam uns! “Eles estavam precisando baixar a arrogância com que tratavam o mundo”, gritavam outros! Teorias psicóticas que ainda vicejam por aí entre malucos paranóicos, começaram a surgir: foi uma conspiração do próprio governo americano para desencadear a guerra contra o Islã! E, como não poderia faltar, foi culpa dos judeus! Israel quer que os EUA ataquem os povos árabes!

Eu comecei a revidar… e não parei mais de escrever!

Eu sabia que a união interna dos EUA não iria durar. Bush tinha razão quando disse “quem não estiver conosco, está contra nós”. Ele sabia que a quinta coluna democrata estava apenas momentaneamente paralisada e retornaria com toda força. E ela começou a se mexer pouco tempo depois através do Ted Kennedy, que há poucos dias passou desta espero que para uma bem pior. Hoje, ela está aboletada em plena Casa Branca!

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