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O “Caso Mockus” e a engenharia da desinformação

2 de junho de 2010 - 8:08:46

Paralelamente, uma semana antes das eleições desatou-se uma campanha internacional contra o presidente Uribe e o candidato Santos, vinculando-os a grupos paramilitares. A operação se baseou no falso testemunho de um delinqüente colombiano, publicado na Argentina pelo diário
Página 12 – dirigido pelo ex-montonero Horacio Verbitsky – e retransmitido pelo canal chavista
TeleSul.

A dupla ação de desinformação foi tão exitosa que, quando Santos esmagou Mockus, duplicando sua votação, colombianos e estrangeiros ficaram profundamente surpresos.

O “Caso Mockus” é muito pedagógico para ilustrar a nossos leitores sobre um procedimento que se usa constantemente na América Latina, e que funciona com grande êxito, embora desta vez tenha fracassado na Colômbia.

Em setembro de 2008 implementou-se um plano na Bolívia para culpar a oposição pelo chamado “massacre de Pando”. Evo Morales e seus colaboradores encobriram sua própria responsabilidade na matança, elaborando um informe falso – redigido por um ex-terrorista argentino, Rodolfo Mattarolo – e divulgando suas conclusões através de uma prodigiosa rede de mídia esquerdista, entre os quais encontram-se Página 12, Rebelión, Indymedia, Kaos en la Red, e mídias oficiais da Bolívia, Cuba e Venezuela.

Honduras foi outro claro experimento de “engenharia da desinformação”, que conseguiu converter Zelaya em “vítima” de um golpe de Estado, em que pese ter sido ele mesmo quem provocou a crise, ao querer violar a Constituição por ordens de Hugo Chávez. Contra os hondurenhos se balançaram não só as mídias antes mencionadas, como as organizações multilaterais controladas pelo Foro de São Paulo, como a ALBA, a UNASUL e a OEA.

Porém, o caso mais exitoso da “engenharia da desinformação” constitui o próprio Chávez, que até esta data é considerado como um “líder popular”, defensor dos mais pobres e não como o que realmente é: um agente a serviço da revolução cubana. Chávez não usa os multimilionários recursos do Estado venezuelano para favorecer os mais necessitados, senão para exportar o modelo castro-comunista em toda a América Latina. Entretanto, a Venezuela se destrói e empobrece cada vez mais.

Se as pesquisas na Colômbia estavam truncadas, na Venezuela são simplesmente uma fantasia. Se Mockus obteve 21 por cento dos votos, o apoio a Chávez não chega a 20 por cento. Entretanto, os meios de comunicação internacionais – e até a própria oposição venezuelana – outorgam ao comandante golpista mais de 50 por cento de respaldo popular.

Esta farsa está avalizada por resultados eleitorais, certamente fraudulentos. Porém, embora seja óbvio que o sistema eleitoral venezuelano esteja totalmente viciado, o mito da suposta popularidade de Chávez se mantém. Por sua parte, os partido opositores negam-se a denunciar a fraude argumentando que, se o fizerem, promoverão a abstenção. Haja lavagem cerebral!

Se por construir mentiras e modificar condutas outorgassem prêmios, teria que ser dada uma medalha aos cubanos pela gigantesca obra de “engenharia da desinformação”, que levaram a cabo na Venezuela.

 

Tradução: Graça Salgueiro

 

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