1. Arquivos
  2. Movimento Revolucionário

O senso comum fraudado

9 de fevereiro de 2010 - 3:46:28

As manifestações exacerbadas de dignidade ofendida mal ocultavam os reais fundamentos da histeria. Desde que as ideias do Sr. Gramsci chegaram ao Brasil, nos idos de sessenta, pôs-se em prática a estratégia de modificação do senso comum da população, com o objetivo de promover a sua conversão à doutrina que, em que pese às evidências de ser responsável pelo extermínio de milhões de almas pelo mundo em fora, é-nos vendida como solução miraculosa e redentora: o comunismo ou, eufemisticamente, socialismo.

Como é do feitio da esquerda, a mentira sempre estará a serviço de suas empreitadas. Os meios de comunicação e o sistema de ensino, público e privado, salvo raríssimas exceções, oferecem seus inestimáveis préstimos, endossando e reverberando o ideário vermelho. As questões atinentes ao politicamente correto, ao pluralismo, à igualdade, a par de toda a temática afeta aos movimentos sociais, compõem a farofa ideológica posta na ordem do dia.

Há um esforço hercúleo para torcer, retorcer e distorcer costumes e tradições, reduzindo-os a nada, para então permitir a edificação, sob os escombros de uma sociedade desprovida dos brios, do “Socialismo do Século XXI”.

Há, porém, um aspecto do estratagema que é novo, que não foi pensado por Gramsci. Enquanto os esforços para a deformação do senso comum estão em andamento, os meios de comunicação e o sistema de ensino encarregam-se de dar por acabada e exitosa a transformação da sociedade. Isto é, encarregam-se de convencer a todos de que a cartilha vermelha já teria sido devidamente apreendida pela população e de que os brasileiros comungariam das mesmas opiniões a respeito de temas como a união homossexual, legalização do aborto, a liberação das drogas, a demonização dos valores cristãos e a santificação dos valores socialistas, etc.

A estratégia é eficaz, pois o indivíduo, isolado no pequeno universo de seu cotidiano, crê que suas ideias são ultrapassadas, dissidentes e pior, preconceituosas; sente-se divorciado de uma realidade que, com efeito, existe apenas no universo fantasioso da mídia e do ensino. Entrementes, o indivíduo vê-se diante de uma dicotomia: o senso comum que lhe próprio e o senso comum que lhe é impingido.

A existência dessa dualidade ficou nítida no plebiscito do desarmamento: enquanto jornalistas, artistas, professores universitários e outros valorosos integrantes de nossa pseudo-intelectualidade desdobravam-se em argumentos para demonstrar que a proposta de desarme ia ao encontro dos mais sinceros anseios da pacífica população brasileira, as urnas provavam que o discurso dessa cambada não passava de empulhação. O resultado do plebiscito tornou-se emblemático, porque revelou o desplante daqueles que tentaram infundir um senso comum fraudado em toda a gente.

Situação semelhante ocorre no episódio protagonizado pelo General Cerqueira Neto. Tenta-se incutir na população a noção de que as Forças Armadas andam na contramão dos mais caros sentimentos nacionais; o que é uma vergonhosa mentira. Fizessem eles outro plebiscito, veriam nas urnas o que pensa a população sobre a “causa gay”; saberiam eles que, para um povo essencialmente cristão, tais causas encerram “delitos contra a natureza humana”.

Quem quer que tenha um ponto de vista histórico do problema percebe uma ironia em curso. Governos socialistas invariavelmente perseguem e criminalizam os homossexuais, não sem antes usá-los em sua estratégia revolucionária. Uma vez no poder, homossexuais e intelectuais orgânicos solidarizar-se-ão no “paredón”, à moda cubana, ao estilo Guevara.

É nesse sentido que deve ser compreendida a esparrela que está sendo armada para os militares. Após a execração pública que se pretende empreender contra os militares anistiados, o próximo passo será obrigar as Forças Armadas a receberem em suas fileiras homossexuais. Há nisso o dissimulado propósito de solapar as bases sobre as quais a vida militar é erigida, até a inevitável ruptura com todos os valores que forjaram as suas principais colunas de sustentação: a hierarquia e a disciplina.

Para levar a cabo seu intento, a esquerda corromperá instituições e destruirá todos os valores da sociedade brasileira: a família, a religião, a moral, a propriedade, etc.; como estratégia de subversão dos valores que impediram, até agora, a implantação do marxismo.

Depois da débâcle militar, pouco restará em socorro de nossa liberdade.

Márcio Luís Chila Freyesleben é Procurador de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais

{slide=Artigos Relacionados}{loadposition insidecontent}{/slide}

{slide=Artigos do Mesmo Autor}{loadposition insidecontent2}{/slide}