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Os críticos de Bento XVI não se preocupam com crianças

17 de abril de 2010 - 7:04:00

Aqui, durante a Semana Santa, nós tivemos uma exibição do espetáculo do Vigário de Cristo recebendo instrução moral de Barrabás. Quem transfere órfãos para casais homossexuais em agências de adoção? Quem envia propagandistas da Planned Parenthood às escolas? Quem limpa as ruas das principais cidades para as paradas do “orgulho gay” que levam a reboque a North American Man/Boy Love Association (Associação Norte-americana do “Amor” entre Homens e Meninos)? É a elite esquerdista quem defende estas práticas corruptoras de crianças. E não foi ano passado mesmo que esses iluminados protetores de crianças reuniram-se ao redor do caixão de ouro de Michael Jackson para lhe prestar suas últimas homenagens? Onde estava então a indignação quanto à corrupção de crianças?

O National Catholic Reporter, a principal publicação do catolicismo dissidente, que se juntou ao bando secularista de caça a Bento XVI, exige uma investigação severa e implacável contra ele. Esta é a mesma publicação que divulga as homilias do bispo Thomas Gumbleton, das quais houve uma que declarava em 2002, no auge do escândalo de abusos na América, que a política da “tolerância zero” não deveria se aplicar aos padres que tem atração por crianças que já saíram da puberdade. “Eu não apoio a abordagem da “tolerância zero” em todos os casos”, torceu o nariz.

Outro artigo da NCR 2002 afirmou: “Tolerância Zero é um meio tosco de punição. Todo abuso é uma ofensa contra a dignidade humana, mas assim como a gravidade dos pecados é diferente no ensino católico tradicional, e a severidade da punição na legislação civil varia de acordo com muitos fatores, nem todos os abusos são os mesmos. Em nossa atmosfera superaquecida, para muitos é difícil admitir isso. Um sacerdote que brevemente se expôs a um adolescente não cometeu o mesmo ato que um padre que estuprou um menor de idade.”

Vamos adentrar no reino do absurdo: o ataque a Bento na semana passada não tinha nada que ver com a proteção das crianças e tudo que ver com o ódio da elite esquerdista por sua ortodoxia. Os Três Patetas – Maureen Dowd, Christopher Hitchens e Andrew Sullivan – estão “sorteando o seu manto”, não que eles, à noite, se revirem na cama preocupados com a permissividade de um sacerdote, mas porque eles odeiam os ensinamentos conservadores da Igreja Católica que Bento XVI personifica. Eles ainda estão perturbados por a Igreja ter eleito um católico para o papado, em vez de um progressista moderno. A sra. Dowd está usando os escândalos de abuso para fazer avançar seu feminismo, o sr. Hitchens seu ateísmo e Sullivan seu ativismo homossexual.

A verdade é que o Papa Bento XVI tem feito mais para resolver o escândalo de abusos na igreja que seu antecessor, cujo mandato nunca gerou nada que se compare ao nível a que chegaram estes apelos de renúncia. E isso até mesmo a Associated Press reconheceu : “Bento XVI adotou uma postura muito mais séria na questão dos abusos sexuais do que João Paulo II quando assumiu o papado, há cinco anos, disciplinando um alto clérigo [Marcial Maciel, fundador dos Legionários de Cristo] defendido pelo pontífice polonês e exonerando outros sob uma nova política de “tolerância zero”.

Segundo a agência de notícias Reuter, em 28 de março: “o cardeal de Viena Christoph Schoenborn, em defesa do papa, disse à televisão austríaca ORF, no domingo, que Bento queria uma investigação completa quando o ex-cardeal vienense Hans Hermann Groer foi removido em 1995 por alegado abuso sexual de um garoto. Mas outros funcionários da Cúria, em seguida, convenceram o papa João Paulo que a mídia tinha exagerado o caso e um inquérito só iria criar mais publicidade ruim. “Ele me disse, ‘o outro lado ganhou,'” disse Schoenborn.

Então por que Bento XVI foi para um patamar mais elevado de exigências que João Paulo II? Será que é porque ele é visto como mais conservador pela elite esquerdista? Talvez. A não declarada e ironicamente perversa objeção a Bento apresenta por essa mesma elite, na seqüência do escândalo de abusos, não é que ele procurou realizar muito poucas reformas, mas muitas. Lembre-se de que o New York Times e outros jornais esquerdistas denunciaram-no severamente por uma de suas primeiras grandes reformas como papa: uma diretiva emitida aos bispos que proibia a ordenação de homossexuais. Essa não é a idéia de reforma da elite esquerdista, embora a maioria dos casos de abuso envolvam pedofilia homossexual. Assim, eles culpam o Papa Bento XVI por um sacerdócio indulgente e disfuncional e, ao mesmo tempo, atormentam-no por não deixar os homossexuais serem ordenados. Eles culpam o “celibato” pelos escândalos (o que se baseia, entre outras presunções inanes, na idéia de que os abusadores eram celibatários desde o início) em vez de reconhecer o papel que neles tiveram os baixíssimos e aberrantes padrões de admissão ao seminário, que eles próprios bradavam para que a Igreja adotasse nos relativísticos anos sessenta.

Por todas as queixas oportunistas dos últimos dias sobre “leniência”, a verdadeira esperança dessas pessoas não é que a Igreja retorne às suas tradições moralmente rigorosas, mas que as elimine. E é precisamente porque Bento fica no caminho desse objetivo que agora eles vêm é pra matar.

Original em inglês: NEUMAYR: Pope Benedict’s critics don’t care about kids

Fonte: http://www.washingtontimes.com/news/2010/apr/05/pope-benedicts-critics-dont-care-about-kids/

Tradução: Pedro Laini

Revisão: Alessandro Cota

 

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