1. Arquivos
  2. Cultura

Os marxistas do MpD

20 de maio de 2010 - 17:34:03

Lourenço Lopes é o distinto autor, numa
crónica sibilina estampada no jornal “A Nação” (13 de Maio de 2010, p. 21).

A receita principal: Cabo Verde precisa de uma maior “presença” do Estado, a fim de proteger os mais pobres e garantir “justiça social”. De nada valem os ensinamentos de Milton Friedman ou Hayek! Insiste-se na Opção Preferencial pela Pobreza…

O mais engraçado é que o nosso analista (e mui simpático cavalheiro!) não percebe que o Estado é a causa dos nossos principais males colectivos: o desemprego, a elevada dívida pública, a insegurança, etc..

Um Estado que consome cerca de metade do rendimento nacional e não cuida das suas funções básicas. Lourenço, apesar disso, quer mais e mais Estado!

O Governo em particular, enredado numa complexa teia de favores e ilegalidades, é um autêntico sorvedouro de recursos.

Logo a seguir, em jeito de justificação do reforço da presença do Estado, vem com a lengalenga da “crise internacional”, a desculpa predilecta, como se sabe, do dr. José Maria Neves (1).

O argumento é surpreendente, uma vez que a actual crise internacional foi originada pelas falhas do Estado, que não cuidou dos aspectos da regulação. Mas não importa, Lourenço já vendeu o seu peixe!

Para fechar com chave de ouro o seu “manual de receitas públicas”, propõe a famigerada “redistribuição” dos rendimentos e um como que imposto progressivo. É exactamente o que Karl Marx propunha, como forma de atingir o “paraíso” socialista.

Há indivíduos assim: andam na contra-mão da história e das lições da experiência.

A política é apenas capricho e vaidade.

O “Estado forte” do Lourenço é, afinal, o mesmíssimo modelo que o seu mentor, Júlio Correia, defende, ou seja, uma gigantesca máquina de extracção de rendas (“rent-seeking”) em que uns nababos vivem à grande e à francesa à custa do trabalho honesto da maioria, refastelados na corrupção, nas sinecuras administrativas e no enriquecimento fácil (os tais “empresários de sucesso”), via manipulação da “mão invisível” das cumplicidades burocráticas.

É isto a “renovação” do MpD?!

 

Nota:

1 – O Dr. José Maria Neves é o atual primeiro-ministro de Cabo Verde.

 

{slide=Artigos Relacionados}{loadposition insidecontent}{/slide}

{slide=Artigos do Mesmo Autor}{loadposition insidecontent2}{/slide}