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Os nobéis ignóbeis

24 de outubro de 2009 - 23:39:49

O Sr. Obama, decerto, não quer ver o mundo sem armas nucleares; quer que os EUA se desarmem unilateralmente, para ser alvo fácil de seus inimigos comunistas e islâmicos. O presidente americano criou um “novo ambiente”: um ambiente em que os totalitários de todos os matizes podem atacar o ocidente à vontade, já que sabem que os EUA estão sendo governados por um líder fraco e pusilânime. Se não bastasse a farsa política que se tornou o Nobel, até o nome da fiel defensora das Farc, Piedad Córdoba, foi cogitado para o prêmio. Ou seja, os suecos estão premiando como “pacifistas” até narcotraficantes e terroristas. Dentro dessa lista privilegiada de facínoras, Fidel Castro sugestionou o Prêmio Nobel da Paz ao cocaleiro narcotraficante da Bolívia, Evo Morales.

Não é a primeira vez que o Prêmio Nobel dá esses vexames e mostra de que lado ideológico está. Isso é bem mais antigo. Dag Hamarskjöld, o embaixador sueco e secretário da ONU nos anos 50 do século XX, cujo serviço pela “paz” foi dar toda a África aos movimentos comunistas, chamados erroneamente de “movimentos de libertação nacional”, acabou sendo um dos premiados pelo comitê sueco. Como a moda da época era bajular os ressentidos do Terceiro Mundo, aos caprichos da famigerada Conferência de Bandung, e odiar o “colonialismo europeu”, o sr. Dag fazia histeria para as potências européias, quando na prática, apoiava qualquer tirania africana ou asiática em nome de combater o “imperialismo”. Foi Hamaskjöld quem defendeu o Egito na guerra de Suez, em 1955, mandando exércitos da ONU para proteger o ditador Nasser contra o Estado de Israel. E ele deu carta branca para que os Obotes, os Patrice Lumumbas e Idi Amins Dadas da vida dominassem o continente africano, com suas tiranias brutais. Se a Africa está toda fragmentada pela guerra civil e pelo genocídio, deva-se a um queridinho da paz sueca! Mas não há o que se preocupar: muita gente acredita que a ruína atual da Africa é toda culpa do capitalismo!

Gente de caráter duvidoso como Yasser Arafat está na lista dos premiados pela paz. Quais as contribuições do corrupto e assassino Sr. Arafat por ela? Ter assinado um acordo com Itzhak Rabin? Por acaso a paz é só manifestos de bons mocismos? O primeiro-ministro inglês Chamberlain agitava um pedaço de papel assinado por Hitler aos seus eleitores, antes da invasão da Polônia. Deu no que deu: a paz vergonhosa e a guerra! A guerra pela destruição de Israel está a pleno vapor, em parte, por responsabilidade do criador da OLP. E as seqüelas do terrorismo islâmico estão batendo nas portas de nossas democracias, por conta desse arauto da paz do mundo árabe.

A “indigenista” da Guatemala Rigoberta Manchú também foi alegremente acolhida pelo prêmio. Ela fez história em defesa das terras dos índios quiché, usurpados por grileiros latifundiários brancos, que roubaram suas propriedades e os ameaçavam de morte. Pelo menos é o que ela contava. A militante inventou uma história paralela à sua vida real, através de um livro “Eu, Rigoberta Manchù”. Em sua biografia, ela é retratada como uma coitadinha semi-analfabeta, sem instrução e que comia farelos. Viu um irmão morrer de fome e seu outro irmão queimado vivo pelo exército guatemalteco. E ainda acrescentou que os pais foram assassinados pelo mesmo grupo. Depois que a gatuna recebeu 1,2 milhões de dólares dos suecos, uma investigação mais apurada descobriu que praticamente tudo não passava de uma farsa. Rigoberta nunca perdeu irmão algum queimado vivo; seus pais não eram vítimas despossuidas dos brancos usurpadores de terras. Pelo contrário, a própria família Menchú era grande proprietária de terras e brigava entre sí por elas. E ela estava longe de ser uma mulher semi-analfabeta: estudou numa escola de elite, o Colégio Belgo-Guatemalteco e nunca passou fome na vida. Nem mesmo viu a morte dos irmãos para contar a sua história fantasiosa. Na verdade, a invencionice teve a colaboração da esposa do radical de esquerda francês Régis Debray, que escreveu a estória da indigenista, a partir de entrevistas. No entanto, os defensores do Prêmio Nobel destacaram que a fantasia mentirosa de Rigoberta era um brado de denúncia das atrocidades do governo guatemalteco contra os índios. Em outras palavras, os suecos premiaram uma mitomaníaca que denunciava uma realidade que não viveu e que provavelmente não existe!

Porém, a sacralidade do Nobel não se limita a patifes covardes elevados a pacifistas e charlatães ativistas. O escritor português José Saramago é outro fenômeno ideológico da academia sueca: comunista, solta seus brados de ódio contra a religião em geral e em particular a fé católica. Falar mal dos religiosos se tornou o esporte predileto dos pseudo-intelectuais estúpidos ávidos de popularidade. As universidades e meios de comunicação estão infestados desses tipos como pragas do Egito!

Em reportagem sobre seu último livro, “Caim”, chama o papa Bento XVI de “cínico” reiterando essas palavras: “Que Ratzinger tenha a coragem de invocar Deus para reforçar seu neomedievalismo universal, um Deus que ele jamais viu, com o qual nunca se sentou para tomar um café, mostra apenas o absoluto cinismo intelectual desta pessoa.” Saramago precisa ver Deus. Ou melhor, precisa tocar em Deus e tomar café com ele. De fato, ele toma sim: quando bajula os ditadores mais criminosos da terra, que considera como messias encarnados da profecia histórica marxista. Chega a ser patética a devoção religiosa do velhinho gagá, que sustenta sua idolatria chucra na igrejinha stalinista do Partido Comunista Português. Quando Fidel Castro fuzilou três dissidentes que fugiam desesperados pra Miami, o megatério idiota quase chorou por ter perdido a fé no caudilho sanguinário do Caribe. Saramago é mesmo sincero. O papa e um bilhão de católicos crentes em Deus é que são cínicos!

Outro contra-senso de Saramago: ele se aproveita dos preconceitos vulgares do público a respeito da Idade Média, para rotular a Igreja de “reacionária” (no tal “neomedievalismo universal”, uma doutrina que então eu não conhecia até ler as asneiras do português). Ele vai longe nas palavras de ódio contra os católicos: – “Insolência reaccionária”! O stalinista fanático, pra variar, se acha a “insolência da inteligência viva”! E Saramago afirma, no alto de sua megalomanía: Ao longo da história, todas as religiões, sem excepção, fizeram à humanidade mais mal que bem. Todos o sabemos, mas não extraímos daí a conclusão óbvia: acabar com elas”.

Claro, a Igreja medieval é “malvada”, “burra”, “retrógrada”. Santo Tomás de Aquino, Santo Alberto Magno, Santo Agostinho, Santo Anselmo da Cantuária, as catedrais, as universidades, os hospitais, as pinturas, as artes e demais engenhos criados pelo espírito medieval são tudo uma “insolência reaccionária”, um grande mal. Ou melhor, “é mais mal que bem”! O legado magistral da Igreja deve ser ofensivo demais para um velhaco com cabecinha de estudante profissional como Saramago. Para ele, “Insolência da inteligência viva” é a ditadura de Lênin, de Stálin, de Fidel Castro, com seus arquipélagos gulags e seus milhões de cadáveres! O português pensa que humilhou alguém com essas palavras. Na prática, acabou dando aval aos católicos e se expondo com viés tipicamente imbecil. Ao chamar o papa de “neomedievalista”, fez um notável elogio a Bento XVI! Com críticas assim, os católicos devem se orgulhar porque são verdadeiramente inteligentes! Presumo que Saramago sofra do mesmo problema do arquiteto Oscar Niemeyer. Estão ambos com mal de Alzheimer. A senilidade faz os velhos defecarem nas calças ou nas fraldas geriátricas.

Todavia, Saramago não está só nesta onda de estupidez. O mesmo raciocínio se aplica ao poeta e patife notável Pablo Neruda, outro ganhador do Prêmio Nobel de Literatura. Quando perguntado a respeito da invasão da Tchecoslováquia, em 1968, pelos soviéticos, o Sr. Neruda, numa clara manifestação de pura subserviência, não se fez de bobo: apoiou tacitamente a ação dos tanques soviéticos, ainda que inventasse sutilezas para justificar os comunistas. E o que dirá de outro nobel, o sr. Sartre, que dentre várias de suas pérolas, defendeu a invasão da Coréia do Sul pela Coréia do Norte?

A lista de “pacifistas” do Prêmio Nobel está cheia, como o inferno está cheio de boas intenções. A premiação sueca virou, acima de tudo, uma palhaçada, uma farsa, a fim de promover as piores vigarices políticas e culturais. Enquanto o Sr. Obama fala em desarmamento nuclear, a Coréia do Norte joga um míssil sobre o mar do Japão, ameaça usar seu arsenal atômico e o Irã tenta desenvolver sua primeira bomba atômica para evaporar Israel do mapa. É o pacifismo cretino e covarde que favorece a vitória militar que os inimigos querem. Ou como diria Churchil, é a paz vergonhosa que levará a guerra. Os suecos não premiam a paz, mas a caricatura dela. O Nobel é o “Prémio Stálin da paz” de nossos tempos!

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