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Passeata gay em Copacabana

9 de novembro de 2009 - 3:00:00

A passeata gay de Copacabana começou no Posto Seis, por volta das 15h, sob chuva fina e persistente. Sua legenda: “Pelo direito de viver e amar livremente. Diga não à homofobia!”. Em cima do palanque móvel envolto nas cores do arco-íris gay, o governador do Rio, Sérgio Cabral, acompanhado por Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente de Lula, além de familiares e figuras do showbizz, mostrou-se efusivo ao abrir o evento ao som do Hino Nacional, cantado pelo travesti Jane di Castro.

Em seguida, o mesmo travesti, como se fosse mestre de cerimônia entoou “Bom é Beijar”, o hino oficial da Parada, e pediu aos presentes que, em contagem regressiva, se beijassem na boca, no que foi prontamente obedecido. Depois de muito beijar (a esposa, claro), o governador Cabral não conteve o entusiasmo: “O Brasil está avançando, a democracia se consolidou de vez, nos não podemos aceitar preconceitos. Antes de sair de casa, expliquei ao meu filho de 7 anos que um homem gostar de outro homem ou uma mulher gostar de outra mulher é uma opção de cada um, e que não cabe a ninguém interferir, nem o estado nem a sociedade”.

Já o ministro do Meio Ambiente de Lula, o folclórico Minc – tachado de “veado e maconheiro” pelo governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli -, com o seu eterno colete florido, aproveitou a deixa de Cabral e mandou recado ao governador do Paraná, Roberto Requião (para quem o aumento da incidência de câncer na mama dos homens é “conseqüência das passeatas gays” e do “excesso de hormônios femininos devorados por eles para crescer os seios”), saiu-se com um novo slogan em defesa da causa: “Preconceito da câncer, faz mal à saúde e pode matar” – diagnóstico de pura retórica que, se por acaso real, teria fulminado o próprio Minc, ex-terrorista e assaltante de banco que parece odiar tudo que representa normalidade.

Em que consistiu a 14ª passeata gay de Copacabana, promovida com o apoio moral e financeiro do governo do Estado e prefeitura carioca?

No estrepitoso desfile de 16 caminhões com trios elétricos multicoloricos. Em torno de cada um deles evoluíam, lentamente, à distância relativamente pequena, grupos esparsos de uns 800 gays e lésbicas, todos arrastados pela fúria de uma trilha sonora (funk e “pauleira”) de furar tímpanos e quebrar vidraças.

Os apreciadores da atmosfera decadente de “Blade Runner”, ou do melancólico fim de “A Dolce Vita”, não teriam do que reclamar, salvo a ausência completa da sofisticação do filme de Ridley Scott e do tom premonitório da obra de Fellini. De fato, o clima agonizante da passeata gay estava mais para as pornochanchadas de Pedro Rovai ou Osíris do Parsifal Figueroa, intensas nos seus requintes de grossura, promiscuidade e deboche.

Algumas cenas da passeata gay:

Cena 1) No asfalto escuro e molhado da Av. Atlântica um travesti, ao som da “dança do Créu”, arrebitava o traseiro nu em movimentos circulares. Por trás dele, o “bofe” musculoso, de sunga fio dental e gravatinha estilo coelhinha da “Playboy”, fazia com os quadris movimentos de brusca penetração anal, acelerados com o evoluir da cantoria debochada:

– “Não é mole não!… Créu, créu, créu!… Tem de ter disposição!… Créu, créu, créu, créu, créu!…”

No dueto “pornô”, o travesti de traseiro empinado, ossudo e pálido como um cadáver embalsamado, vez por outra entrava em êxtase agonizante.

Cena 2) Em torno de outro caminhão de trio elétrico, onde se anunciava em “out door” que o “Rio de Janeiro é um Estado Laico”, numa clara provocação à Igreja Católica que repudia a permissividade homossexual, uma roda de travestis, em contagem ascendente, aplaudia um longo beijo de língua entre duas lésbicas (“drag king”), sob os olhares de uma assistência (velhos, mães, crianças, etc.) basbaque.

Enquanto isso, na pista, em meio ao simulacro da orgia laica, um serviçal do evento, conduzindo no melhor estilo Papai Noel um saco volumoso, distribuía envelopes de camisinha entre os integrantes do desfile: – É grátis! É grátis!… – dizia, eufórico.

Cena 3) Mais adiante, no entorno de mais um trio elétrico em que se lia cartaz reivindicando “igualdade de direitos e a preservação da natureza”, dois bofes rumaram ao calçadão, encharcados. Embora houvesse banheiro público, um deles tirou a “pistola” para fora da sunga e fez o serviço ali mesmo, em jatos circulares, defronte de todos. Como não tinha polícia, saí de perto para não ser “contemplado”. Mas indaguei ao tipo, que tinha corpo malhado.

– Olha aí, rapaz: você é gay ou bofe?

– Qual é, meu camarada?… Pega leve. Vim aqui só faturar a grana das “bichinhas”. Mas o que vier eu traço, ‘tás sabendo?…

Numa “Edição Metropolitana” O Globo (02/11/09), que se especializou em sonegar a verdade dos fatos, informou que a passeata reuniu 2,5 milhões de pessoas, ressaltando que a PM não divulgou estimativa de público. Pura mentira. Não ultrapassou a 200 mil o número de pessoas presentes a passeata, entre espectadores e “manifestantes”. Uns 300 mil, no máximo, como se pode verificar pela internet e em fontes insuspeitas da própria PM.

O saldo negativo de furtos, assaltos, brigas, etc., conforme declarado pelo Comandante do 19º BPM de Copacabana, Cel. Rogério Seabra, e o rastro de destruição dos sinais de trânsito das principais ruas de Copacabana (JB, 02/11/09) – estes, O Globo, por algum interesse mórbido, preferiu passar por cima. Ao cabo de tudo, Copacabana tinha sobrevivido a mais um ato de extravaganza. Todavia, o cenário era de sujeira, muito lixo, camisinhas pelas calçadas e o odor acre e ativo de urina, fezes e maconha.

Estas anotações (comprováveis) em torno da passeata Gay de Copacabana não são homofóbicas. Já escrevi uma peça de teatro sobre o tema, tenho amigos homossexuais e um empregado (Antônio, meu xará) a quem ajudo enfrentar dura luta contra o vírus do HIV. Mas a exploração indecente que os políticos e ativistas de esquerda vêm fazendo da “causa gay” é um crime. Na prática, tal atitude usurpa os recursos destinados ao tratamento do homossexual aidético (vide, por exemplo, a longa crise enfrentada pelo Gafrée e Guinle, antiga referência hospitalar no tratamento de Aids), promove a manipulação política (ideológica) do homossexualismo como claro instrumento eleitoreiro e, mais grave, a desagregação dos princípios éticos da sociedade. De outro modo, como conceber “investimentos pesados” do Estado num evento que procura explorar com requintes de permissividade bárbara a sexualidade invertida de minorias sexuais? Para explorar as divisas do turismo sexual do “segmento” gay?

Nem Fidel Castro, com toda a miséria econômica que se abate sobre Cuba, a ilha-cárcere, e o horror homicida que devota a gays e lésbicas, seria capaz de semelhante proeza.

Para concluir: ao ler o depoimento de como o governador do Rio ensinava a realidade da vida ao filho de 7 anos, um aposentado do infeliz bairro carioca assim se expressou: – “Esse Cabral não toma jeito. Ele devia ensinar ao filho que, depois de tirar o sossego e enganar os idosos de Copacabana, com uma conversa mole de apoio à 3ª idade, agora partiu para enganar os gays”.

É isso aí.

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