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Persiste o perigo da agressão chavista

5 de maio de 2010 - 7:14:31

Muito oportunismo midiático, politicagem insossa e muito pouca substância programática. Ou não têm programas concretos, ou são muito precavidos para que os concorrentes não lhes copiem. Porém, a segunda opção é improvável.

Dou um exemplo: continuidade da Segurança Democrática, Foro Militar e Defesa Nacional. Nem Santos, nem Mockus, nem Noemí, nem Vargas Lleras, nem muito menos Petro, inimigo destes assuntos e amigo de Chávez, têm sido coerentes, claros ou precisos a esse respeito.

Todos fazem politicagem com a Segurança Democrática. Até empurram goela abaixo do povo serem os gestores dessa idéia. Nenhum propõe estratégias articuladas em ações táticas definidas, entrelaçadas com programas de ação social complementares. Tampouco se pronunciaram em torno ao Foro Militar. Noemí utilizou este argumento com fins eleitoreiros, porém esse gesto não deixou de ser outro ato propagandístico.

Mockus confessou ignorar esta figura jurídica universal, necessária para a disciplina militar. Em contraste, está convencido de que com palhaçadas intimidará as FARC e, inclusive, exteriorizou seu desprezo pelas instituições armadas, até ao extremo de propor o desaparecimento do Exército.

De uma forma ou de outra, os candidatos argumentam moralismo ao redor da legalidade, baseando-se em que os erros de agentes do Estado devem ser levados inclusive à Justiça internacional. Do mesmo modo que seus antecessores no alto governo e na alta política, vêem as Forças Militares como um mal necessário. Não como a instituição que criou a República e que a salvou, quando a inaptidão de outros dirigentes similares a eles desembocou em guerras civis, enormes alterações da ordem pública e violência generalizada.

Parece que desconhecem que se se desmoraliza o Exército, nem eles nem o sistema que lhes permite liberdades vão continuar. Teriam se perguntado isto? Ou pensam que outros colombianos continuarão se matando para que eles usufruam do poder?

Frente à Defesa Nacional, Santos e Vargas exteriorizam leve preocupação, com o coro oportunista. Chávez prepara uma agressão armada contra a Colômbia. Correa e Ortega anseiam para que isto ocorra para ajudá-lo. Lula é o mais interessado em estimular a agressão chavista, para depois aparecer como o salvador pacifista.

Entretanto, os atuais candidatos navegam em palavrórios. Não têm assessores de peso em temas de Segurança e Defesa Nacional em suas campanhas. Noemí procura ser nomeada embaixadora para se garantir com um alto salário pago pelos colombianos. Os demais buscam cargos que os potencializem para as eleições de 2014 junto com as nomeações de seus sequazes em altas posições.

O momento é oportuno para fazer um chamado de atenção aberto aos candidatos presidenciais, para pedir-lhes que aterrissem e concretizem o que vão fazer para acabar com a guerra contra o terrorismo, vitoriosos, somados ao inadiável fortalecimento da Defesa Nacional, pois há uma realidade no panorama circundante.

A agressão chavista cedo ou tarde vai-se concretizar em reconhecimento de status de beligerância às FARC e ataques armados contra centros geoestratégicos colombianos.

Se Uribe não processou os que aparecem nos computadores de Raúl Reyes mancomunados com as FARC para destruir a Colômbia, quem ocupar seu cargo tem a obrigação de fazer com que Correa, Chávez, Lula, a ditadura cubana, Evo Morales, os dirigentes comunistas latino-americanos e os envolvidos na FARC política, sejam julgados como terroristas.

Isto não se consegue com girassóis [1], nem com cartões vermelhos ou verdes. Muito menos fazendo politicagem com a majestade do Exército ou desconhecendo o foro militar, e que sejam julgados como comunistas, como juízes ineptos, ou como funcionários judiciais corruptos ou venais.

Nem Chávez, nem os que fazem complô com as FARC deixarão de agredir a Colômbia. Eles estão imersos em um projeto totalitário comunista em todo o continente para implantar ditaduras degradantes e paquidérmicas como a de Castro em Cuba. A circunstância agravante: nenhum dos candidatos presidenciais foi claro acerca do Foro Militar, da Defesa Nacional e da situação da Força Pública.

*Analista de assuntos estratégicos – www.luisvillamarin.com

Nota da tradutora:

[1] A referência aos girassóis deve-se a que Antana Mockus, por pertencer ao Partido Verde, faz sua campanha toda enfeitada com essas flores, inclusive usa um colar com girassóis. E ele acredita, piamente, que pode fazer acordos de paz com as FARC oferecendo-lhes flores.

 

Tradução: Graça Salgueiro

 

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