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PNDH-1

23 de abril de 2010 - 22:53:23

Os direitos humanos já fazem parte dos direitos da espécie, da mesma forma que os direitos dos animais nascem com eles, concedidos pela natureza, sem que precise o rei das selvas lhes determinar normas zoológicas de dominação ou de limitação da liberdade selvática.

O que a Nação urgentemente precisa é de um PLANO NACIONAL DOS DEVERES HUMANOS, daí o nosso PNDH-1, a fim de exigir dos governantes, dos parlamentares, enfim, dos que se locupletam desavergonhadamente com os bens públicos, o cumprimento dos compromissos assumidos com aqueles que os alçaram aos postos-chave de comando do País.

O fato de ser a parcela do povo responsável por esta ignomínia, desprovida de luzes suficientes para enxergar a podridão ideológica sob a máscara do populismo retrógrado, temos que desculpá-la, a contragosto, é certo, por lhe ter sido sonegado o direito de conhecer os seus direitos, aqueles dos quais são detentores os verdadeiros cidadãos, no sentido literal da palavra.

Este PNDH-1 tem como cláusula pétrea o ensino, em todos os níveis, da Educação Moral e Cívica como única forma de salvar a educação brasileira, já começada a ser destruída pela desmoralização dos professores, dentro de seu próprio reduto – a sala de aula. A destruição física das escolas, como vem ocorrendo em certas localidades do País, significa a destruição do templum, outrora, um centro de respeito, dentro do qual o mestre era o responsável pela retirada da escuridão intelectual, iniciada com o ensinamento das primeiras letras, de todos os que vieram a ser os mandatários da Nação, os juristas, os grandes empresários, os que hoje levantam o punho para esmurrar, justamente ele, o professor, em defesa da grosseria do alunado, considerada uma nova forma de “liberdade de expressão”.

Este PNDH-1 exige que os postulantes aos mais altos cargos da República sejam instruídos, devotados defensores da integralidade nacional, da manutenção da nossa territorialidade, da nossa maritimidade e do nosso espaço aéreo. Exige que sejam defensores de nossas riquezas minerais, da unidade nacional, abjurando, portanto, a todo e a qualquer atentado contra a união do povo, reconhecidamente mestiço, hibridismo responsável, justamente, pela manutenção da paz em território tão extenso.

Este PNDH-1 obriga os postulantes a mandatário e a legisladores que tenham moral e ética, cumpram os seus mandatos sem que a corrupção se transforme na droga que os tire da realidade e os leve a sonhar que são diferentes de quem lhes deu o voto. Que direitos humanos são estes que fazem dos políticos seres diferentes de outros homens, mas cujos filhos foram beijados e abraçados no momento de mendigarem a contribuição dos pais nas urnas?

Não é de PNDH-3, o de que precisamos, pois fere o respeito pelo Homem na sua essência; mas do PNDH-1, que exige dos políticos e também do povo, vergonha, nacionalismo sem romantismo, moral verdadeira, sem retórica, ética, como condutora de todos os atos, a fim de que a Nação se recupere e se livre dos que pretendem vendê-la, por qualquer preço, numa bajulação indecente dos grupos alóctones, por serem os que assim o fazem, negociantes apátridas, agentes do banditismo vermelho.

Este filho feio tem pais horrendos; mãe violenta; logo, resulta numa aberração genética que devemos, temos obrigação de impedir que vingue. Matemos esta malfadada criatura, resultante de um acasalamento de monstros, antes que cresça, desenvolva e nos destrua.

PNDH-3, obra disforme de cientistas loucos pelo poder; PNDH-1, o rebento de patriotas que se insurgem contra a vilania dos covardes hóspedes planaltinos que, como perversos alunos, estão depredando o País.

 

Aileda de Mattos Oliveira é doutora em Língua Portuguesa.

 

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