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“Rafael”, não, presidente, “Rafale”!

1 de fevereiro de 2010 - 14:48:20

Cultiva-se a cultura da mentira, a cultura do estelionato político, a cultura da corrupção, a cultura da mediocridade governamental, a cultura da impunidade, entre outras. Em suma, lenocínio cultural total, cujos proxenetas são antigos seqüestradores, integrantes do assalto ao cofre do Adhemar e aos de bancos, agora, assaltantes, sem armas e sem sobressaltos, dos cofres públicos, em favor de uma prostituída ideologia.

Li, num artigo, que o acordo Lula-Sarkozy causará o mais estrondoso escândalo de corrupção, jamais visto na história deste país, o que significa impostos escoados pelas sarjetas, de onde vieram os escabrosos personagens deste governo. O apátrida, no alto de sua ignorância, deve ter zombado da Índia, país que venera a vaca, mas não a põe na sala de visitas, como quer pôr no Planalto os aviões superfaturados do marido da Carla.

É voz pública que cento e vinte e seis aviões da francesa Dassault custarão para aquele país dez e meio bilhões de dólares, valor que esta empresa cobrou ao Brasil, na compra de, APENAS, trinta e seis caças e sem absoluta certeza de estar incluída neste conto do vigário, a tal transferência tecnológica. O país da vaca sagrada exigiu transferência MESMO de tecnologia, além de serem as máquinas testadas em diversas regiões indianas com diferenças climáticas de grande impacto, treinamento de pilotos e a inclusão de equipamentos bélicos dos aviões. A Dassault concordou com todas as exigências da Força Aérea Indiana. Nas suas rígidas regras de avaliação, a Índia considera o Rafale, o pior entre todos os concorrentes. O que faz, então, esta empresa impor suas razões, e serem cordatamente aceitas pelo governo brasileiro?

O que incomoda não é propriamente a ignorância deste arremedo de presidente, porque, sabemos, é crônica mas a sua presunção de conhecimento, numa ostensiva e vaidosa demonstração de ingerência nos assuntos especificamente aeronáuticos. Essa atitude, além de ser uma comprovação de sua animosidade com os militares e demonstração de estar acima dos interesses do Estado, leva a especulações sobre os motivos de a preferência do apedeuta por um tipo de caça, do qual não se interessa em saber as suas especificações, prevalecer sobre os relatórios, altamente técnicos da Força Aérea Brasileira. Além disso, mantém-se sob sigilo o montante das licitações, desconhecendo-se se realmente ocorreram, não se levando em conta as necessidades reais de nossos aviadores, a sua segurança no ar, a segurança nacional. O que transparece aos atentos observadores dessa grosseira manipulação do dinheiro público, é que o grupo, ávido por este acordo, visa, exclusivamente, a lucros extraordinários.

O Brasil sempre esteve à mercê de presidentes mercenários, porém, mais preocupante é um presidente mercenário sem luzes, pois, incapaz de ponderar questões de importância do Estado, alia-se prazerosamente aos seus congêneres de países colonizadores, dispostos todos a sugar não as tetas da vaca sagrada, mas o sangue do contribuinte brasileiro. Para Lula, o Filho, na sua dificuldade articulatória e de soletração, os caças RAFAEL (Não, presidente, RAFALE!) são o que a sua experiência nas portas das fábricas, nas reuniões sindicais, nos encontros com Dirceu e Duda, na convivência com a Dama Dilma lhe aponta como os mais indicados para a defesa da soberania nacional.

Chega-se à conclusão irretorquível: em se tratando de povo, vale mais o que adora a vaca sagrada do que aquele que vota num asno para presidente.

 

Aileda de Mattos Oliveira é doutora em Língua Portuguesa.

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