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Resistência e reação

17 de julho de 2010 - 18:14:28

Já vi muitos comunistas que se tornaram direitistas, nunca vi o contrário. A força e a pujança do argumento conservador/liberal é patente. E não estamos sós.

A idéia é a seguinte: DIVULGAÇÃO, EXPOSIÇÃO E TOMADA DE ESPAÇOS.

Seguem algumas sugestões para a ação na internet:

1) Se você não tem um blog, faça um. É de graça e você não vai gastar mais que alguns minutos. Não precisa ter textos originais. Encha o blog de textos que julgar interessantes, citando a fonte, claro. Adicione marcadores (ou tags), por exemplo: o texto fala sobre o Foro de São Paulo – coloque “foro de são paulo”, “lula”, “pt”, “Fidel”, “comunismo”, “farc”, “socialismo”, etc. nessas tags. Elas servem para auxiliar alguns mecanismos de busca. Mas seja honesto e liste apenas o essencial.

2) Comente as matérias dos jornais. Cadastre-se nesses meios, a maioria é de graça, e comente sobre as matérias. Não precisa ser uma tese de doutorado, basta uma manifestação enérgica. O que importa, nessa estratégia de ocupação de espaços é a VISIBILIDADE. Deixe as pessoas que irão ler em seguida saberem que a opinião delas tem simpatizantes, que elas não estãos sós, afinal sabemos que o povo brasileiro é conservador. Também classifique os demais comentários.

3) Crie tópicos no Orkut em comunidades variadas e neutras. Só não encha a comunidade de tópicos para não ser o chato da história. Use o bom senso para descobrir em qual comunidades postar e como fazê-lo. Um tópico por dia, apenas isso, em comunidades diferentes, você não será inconveniente. Use como assunto os desmandos comuno-socialistas, as barbaridades petistas, material é o que não falta. É aconselhável acompanhar esses tópicos e respondê-los, se necessário. Use o Twitter; para espalhar coisas é uma ferramenta ótima. RTs, frases soltas, comentários, perguntas capciosas a esquerdistas famosos (eles estão aos montes e simplesmente não saem do Twitter!), qualquer coisa é material para essa pulverização. Idem para MySpace, FaceBook e todas as outras redes sociais.

4) Cuidado para não ser chato, ranzinza, antipático ou violento com as pessoas neutras ou doutrinadas. Elas não tiveram culpa de estudar no Brasil atual. Temos que ser simpáticos e AGREGAR. O frescor do ideário direitista, sem aquele ranço revolucionário, sem as barbas e a bolsa de couro fedida ajuda muito nisso. Não é difícil reforçar as características de LIBERDADE E RESPONSABILIDADE que o pensamento direitista abarca.

5) Não pense que você mudará a opinião daqueles dinossauros. Esses já estão perdidos. Nos resta os apolíticos, os ainda não totalmente doutrinados, os jovens. Lembre-se que, por quase meio século, a esquerda no Brasil realizou uma bem sucedida tomada de espaços nos meios acadêmicos e culturais a partir da doutrina gramsciana. Acontece que temos agora acesso a informações que há algum tempo não tínhamos e hoje ainda temos um instrumento poderoso: a internet, o único lugar onde a esquerda tem chance de apanhar.

6) Textos gigantes e difíceis sobre conjuntura política têm menos visibilidade para a maioria das pessoas que frases curtas. Foque seu público. Use o HUMOR, ridicularize os cocômunistas, num estilo à la Comunistas Caricatos, Opinião Popular, etc. O humor é poderoso!

7) Quem tem conhecimento de línguas pode fazer a mesma coisa em sites de notícias estrangeiros. Fale para os outros habitantes da Terra o que se passa na Bananalândia! Comente as notícias da FOX, CNN, escreva twitts em inglês, conte para o mundo a bomba que se encontra no calcanhar deles!

8) Adesivos em carros, nas janelas de casa e camisetas também ajudam, mas fica ao critério de cada um o uso desses meios de divulgação, por uma questão de auto-preservação.

9) Troque telefone com direitistas da internet da sua região (aqueles que seguramente reconhecer). Contatos pessoais, nem que seja para falar um oi, são mais convincentes do que o mero conhecimento na rede. Cuidado com fakes e clones.

10) TENHA CUIDADO. Como sabemos, muitos revolucionários são perigosos e não têm freio moral. Portanto, mude freqüentemente suas senhas, faça senhas complicadas, não abra links nem se envolva pessoalmente nas discussões. Por outro lado, seja enérgico e não demonstre medo ou fraqueza. Mas se preserve. Se quiser, escreva usando pseudônimos.

Como organizar manifestações

Como ex-esquerdista, já participei de algumas manifestações na época da faculdade, a maioria contra professores fascistas, contra a reitoria, o governo, os EUA e o capitalismo. Pude perceber, com essa experiência, que há muitas diferenças entre as manifestações barbadas e uma possível manifestação de direita, o que me dá o know-how para esboçar algumas orientações e sugestões.

Primeiro, nós não temos dinheiro. Não temos dinheiro de sindicatos, de ONGs ou mesmo dinheiro público (pergunte para a UNE). Nós não sorteamos carros, casas, não damos lanche (x-pelego) e ônibus, não fazemos shows com duplas sertanejas e grupos de pagode. E nem queremos isso. Portanto, faremos disso uma vantagem. Explico mais para a frente.

Por outro lado, a “militância adormecida” de direita fica esperando juntar centenas de milhares de pessoas para, aí sim, aderir a uma manifestação.

Eu digo que NÃO PRECISA!

Não precisamos de carros de som do sindicato, de música ruim, de massa de manobra. Uma pessoa consciente vale muito mais que toda a massa de manobra iletrada.

É importante que a militância direitista saiba que uma manifestação assim não é nada de mais. Não demanda esforço, noites sem dormir, dias perdidos, muito dinheiro nem muito planejamento.

Você precisará apenas de:

a) Uma cartolina,

b) Uma caneta,

c) Um celular,

d) Um guarda-chuva (opcional) e

e) Uma ou duas horas do seu dia.

Revertendo assim a falta de dinheiro e uma militância que trabalha (e conseqüentemente, é pouco organizada) na vantagem de se fazer manifestações rápidas, baratas, que demandam menos energia e, principalmente, mais fáceis de serem mantidas nos eixos (pacífica e ordeira).

Repito: duas ou três pessoas conscientes e articuladas expondo os fatos em público vale mais que uma massa de manobra disposta a assistir shows populares ou a militância esquerdista, violenta e arruaceira.

Lembra dos inúteis e fúteis “flash mobs” da internet? Pois vamos pegar essa proposta e dar uma utilidade cívica a ela. Divulgue manifestações na web e vá, mesmo se ninguém confirmar! Foque o alvo, que pode ser uma embaixada, um consulado, uma emissora de TV ou rádio, a câmara municipal da sua cidade, escolas, etc. (se você mora numa cidade pequena, a repercussão é maior ainda!) e simplesmente FALE AS VERDADES!

Se a mídia não noticia sobre o Foro de S. Paulo, algumas pessoas ficarão sabendo! Há TANTAS verdades que têm que ser ditas! Desmandos do comunismo, do islamismo radical, escândalos petistas, o Foro de S. Paulo, a ONU, Obama; material é o que não falta! Diga isso às pessoas, divulgue e, pode ter certeza, alguns passantes VÃO te apoiar, alguns ficarão curiosos, vão pesquisar sobre o assunto e muitos ficarão sabendo desses fatos pela primeira vez!

Imagina se, todo dia, alguém levantasse uma cartolina em algum lugar estratégico denunciando o Foro de São Paulo.Não precisa nem mesmo ficar gritando nada, basta levantar a cartolina e ficar lá, silencioso, em protesto, por algum tempo.

Você não vai passar no Fantástico ou na CNN, mas pelo menos alguns policiais, recepcionistas, vigilantes, transeuntes e porteiros vão ficar sabendo.

O mais importante é que temos a nosso favor a INTERNET! O único bastião de liberdade que nos resta (por quanto tempo?) proporciona uma divulgação mais efetiva que a porcaria de dois segundos num noticiário qualquer da TV.

Portanto, DIVULGUE sua ação em fotos e vídeos (de preferência editados, simpáticos e interessantes) na internet.

Para tanto, tenho alguns conselhos:

1) Cuidado com a violência. Já basta a violência da esquerda. Faça questão que seu protesto seja PACÍFICO e ordeiro. Como estou escrevendo para pessoas de direita, nem preciso falar para ir desarmado e não usar drogas.

2) Não ofenda a moral e o pudor das pessoas. Não grite palavras de baixo calão. Seja educado e eloqüente.

3) Trate os subalternos com respeito. Você não está lá para caluniar o porteiro, nossa luta é contra os GRANDES sociopatas, contra as suas idéias e atos.

4) Vá bem vestido. Você será o outdoor das idéias que propaga. Não queime o nosso filme. Faça com que o ideário direitista seja apresentável e simpático às pessoas. Tudo bem usar uma camiseta divertida do Che-Mart ou do Vanguarda Popular; simplesmente tenha bom senso. Lembrem-se que nosso protesto há de ser construtivo. Toucas ninja estão fora de cogitação.

5) Registre e divulgue seu protesto na Web. Isso o potencializa, repercute e inspira outras pessoas. Produza um material interessante, seja ele sério ou divertido.

6) Não use nomes genéricos do tipo “Basta”, “Cansei”, etc. Seja claro: cansou do quê, basta de quê? Tente ser agregador, não exclua ou divida as pessoas. Vínculos partidários têm que ser bem pensados e ponderados. Defina o assunto – não adianta fazer um protesto contra o Bilderberg, o Foro de São Paulo, Obama, Chávez, pró-religião e contra as urnas eletrônicas. Um tema de cada vez.

7) Cuidado com a violência de possíveis transeuntes opositores, não responda a agressões verbais, não bote lenha na fogueira. Perceba se não há a presença de estranhos vigiando. Certifique-se que você não está sendo seguido na volta para casa.

Se houver alguma ocorrência, não esboce reação física, fale em alto e bom som para que testemunhas ouçam que você não quer violência (por isso, manifeste-se SEMPRE em locais públicos e à luz do dia), chame a polícia, filme e registre SEMPRE! Não precisa enquadrar, a câmera pendurada na mão basta. Converse com a polícia com educação, sem se alterar nem gesticular muito.

Estar em dupla é melhor que sozinho. Caso esteja só, tome o dobro de cuidado.

8) Não precisa ficar no local o dia inteiro afinal, temos que produzir, não somos sustentados pelo sindicato. Basta uma ou duas horas. Talvez nem dê tempo da polícia chegar ou de militantes esquerdistas contra-atacarem. A idéia é transmitir uma mensagem e fazer dessa uma experiência não-traumática, de modo que cada um de nós possa fazê-lo algumas vezes por mês.

9) Divida as coisas na sua vida. Não use dos mesmos meios espúrios que os esquerdistas, não use uma posição de autoridade para doutrinar, mantenha a neutralidade durante as aulas, se for professor. A não ser que você seja professor universitário. Neste caso, desça a lenha sem dó, você estará em desvantagem.

10) Evite marcar manifestações nos finais de semana. Durante a semana é que as coisas estão funcionando. Meia hora para chegar ao local, uma hora para passar a mensagem, meia hora para voltar pra casa. Duas horas, é o que basta.

 

Veja como apenas duas pessoas podem causar um grande constrangimento numa representação diplomática inteira:

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Boa sorte!

 

Nota do editor:
Toda a equipe do MSM parabeniza Thomaz Ferreira Martins e seu amigo. E que venham mais manifestações!

 

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