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Santos é eleito presidente da Colômbia

21 de junho de 2010 - 9:01:23

Como venho dizendo há tempo aqui neste blog, Santos não é meu candidato preferido por ser uma pessoa muito vaidosa e orgulhosa, além de não ter o carisma e a diplomacia de Uribe, mas de longe é o único candidato apresentado que pode dar continuidade ao Plano de Segurança Democrática implantado pelo presidente Uribe, sobretudo por ter participado ativamente enquanto seu ministro de Defesa.

Assim que cheguei em Bogotá observei que a cidade é cercada por imensas montanhas verdes que demonstram ter uma mata muito densa e fechada. Conversando com um amigo colombiano perguntei se era ali que as FARC se escondiam e ele, numa gostosa gargalhada, me respondeu que “era até oito anos atrás”. Depois que Uribe assumiu a presidência e implantou este plano, as FARC estão cada vez correndo mais para a periferia, buscando regiões fronteiriças com países como Venezuela, Equador, Panamá e Brasil, que sempre lhes ofereceram apoio através do Foro de São Paulo. A capital Bogotá está praticamente livre de seus ataques, assim como dezenas de outros estados mais próximos da capital.

Com a espetacular Operação Camaleão, que citei na última edição, os colombianos viram com mais clareza – se alguma dúvida ainda havia – que o sucessor de Uribe tinha que ser alguém que desse continuidade a este trabalho magnífico de derrotar as FARC. A Colômbia, como vários outros países civilizados, não pára por causa de um jogo de futebol mas pára para homenagear seus heróis, resgatados e os que os resgataram. Nesta edição disponho para meus leitores dos vídeos que mostram como se passou esta magnífica operação que gastou muita munição mas não derramou uma só gota de sangue, pois o fator surpresa foi tão espetacular que os guerrilheiros largaram seus reféns e saíram correndo sem sequer tentar revidar os tiros e granadas; queriam apenas se salvar de uma morte certa.

Esta operação vem sendo desenvolvida há oito meses e um dos coronéis que a idealizou também participou das outras duas operações que marcaram o governo Uribe e colocaram as Forças Militares colombianas entre as melhores do mundo: Operação Xeque e Operação Fênix, que devolveu à liberdade 15 policiais, militares, os três norte-americanos e Ingrid Betancourt, e a que destruiu o acampamento de Raúl Reyes.

Imaginem que alguns soldados chegaram a passar 15 dias disfarçados de árvores para colher informações e precisar, milimetricamente, o local onde estavam os seqüestrados!

Bem, mas não quero me alongar mais, pois a melhor notícia que posso dar é que Juan Manuel Santos já pode ser dado como o novo presidente da Colômbia, pois 75% das mesas já foram escrutinadas com um resultado de 68,9% para Santos contra 27,7% de Mockus. Noto a cara de insatisfação da jornalista Claudia Palacios ao revelar este resultado, e as desculpas que encontrava para justificar a derrota de Mockus, alegando que ele “não teve oportunidade de se expressar corretamente”. Sem comentários…

Amanhã escrevo mais e faço uma análise mais detalhada desta eleição, porque agora quero fazer um brinde à manutenção da democracia, da Segurança Democrática e do respeito ao Estado de Direito no único país do nosso continente. Que Deus abençoe a Colômbia e seu povo maravilhoso! Viva Uribe, viva a Colômbia e viva Juan Manuel Santos! Fiquem com Deus e até a próxima!

 

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