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Tarso Genro é o ministro da Justiça de Orwell

27 de março de 2009 - 2:39:10

 
Já Cesare Battisti é um herói. Matou pela causa. Merece todas as regalias. Tarso Genro não vai permitir que nada de mal aconteça ao assassino que é chamado por seus amigos no Brasil pelo rótulo inofensivo e um tanto romântico de “ativista”. Embora seja um proletário armado pelo comunismo, Battisti não procurou abrigo em Cuba. Não é burro. Sabe que lugar bom para ele é no país onde o PT manda.

Quando os guerrilheiros do MST decidiram que os vigias da fazenda em Pernambuco deveriam ser perseguidos e executados com tiros na cabeça, Tarso Genro afirmou que não havia motivo para preocupação: as execuções promovidas por bandidos financiados com dinheiro público foram só uma ação uma pouco mais “arrojada”. As famílias dos vigias assassinados ouviram isto do governo brasileiro: “ação arrojada”, e nada mais.

Já os arrozeiros de Roraima são uma peste que precisa ser eliminada, e eliminada logo. Tarso Genro avisou nesta terça, 24 de março, que “a Força Nacional já está alertada, parte dela já está preparada para uma intervenção, se isso for necessário”. Ele disse mais: “Nós esperamos que a saída das pessoas que estão ocupando ilegalmente terras públicas, terras indígenas, seja uma saída pacífica”. Produzir arroz e empregos em Roraima é uma ação arrojada demais, e tudo tem limite. Tá na hora de botar aqueles cachorros pra correr.

Tarso Genro é autor de uma apologia de Lênin, o que já basta para saber que sua concepção de justiça é baseada única e exclusivamente nos interesses do partido. Há poucos meses, ele contou orgulhoso à revista Caros Amigos que o governo Lula havia avançado “um passinho” rumo ao socialismo. Por que a modéstia?

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