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Terrorista assume o governo no Uruguai

6 de março de 2010 - 19:11:50

A manipulação midiática da emotividade vem desterrando a racionalidade e a memória. Depois, tentam explicar o fenômeno falando do “carisma comunicacional” do velho guerrilheiro.

Toda esta manobra permite que chegue a ocupar a cadeira presidencial sem jamais haver expressado o menor arrependimento pelos brutais crimes cometidos por ele e sua organização delitiva.

Sua verdadeira identidade fica escondida sob incontáveis artifícios psico-políticos: o travestismo ideológico o conduziu à presidência. Seus fins últimos se ocultam e a radicalidade de sempre se dilui para dar lugar à aparência de moderação. Todo esse ocultamento é uma prova da debilidade ideológica da esquerda. Por isso, metade da população não caiu nas redes fraudulentas desta propaganda orquestrada para travestir o velho terrorista.

Quem queira desfrutar do circo e somar-se à festa do aplauso unânime, só precisa se deixar ganhar pela amnésia induzida e o cinismo que campeia por todos os lados.

Os que detestamos a hipocrisia e queremos conservar a memória, lembramos de todos os assassinados covardemente pela guerrilha sanguinária. Por isso, me nego a me somar à festa do aplauso cínico. Expresso minha dor, sinto vergonha e indignação.

Um amigo chileno – que conhece melhor que muitos compatriotas nossa mentalidade e suas raízes profundas – me ensinou, dentre muitas outras coisas, que quem procura seriamente ser fiel à Verdade e ao Bem, lutará contra a mentira e o mal inclusive enquanto dorme. Vale dizer que nem sequer quando sonhamos deveríamos deixar de combater o erro. Até em meio de um pesadelo, teríamos que combater esse bom combate.

Sempre devemos ter a consciência clara da diferença entre a realidade tal qual é e nossos sonhos. Porém, desta vez, pesadelo e realidade parecem intercambiar-se. Quando vemos as mãos ensangüentadas do antigo terrorista acomodar sobre seu peito a faixa presidencial, deveríamos despertar deste pesadelo e assumir que o pesadelo se fez realidade.

Agora, há que procurar incidir na realidade para que, o quanto antes, o pesadelo acabe.

Isto supõe uma atitude de RESISTÊNCIA sem trégua, sem pausa e sem a “lua de mel” que jornalistas e políticos pseudo-opositores vêm oferecendo ao velho guerrilheiro.

Fonte: Serviço de Difusão Seletiva de FLASHES Culturais.
Tradução: Graça Salgueiro

 

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