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True Lies III – Nada de novo em CopenGate

9 de janeiro de 2010 - 11:35:37

Os bilhões – ou seriam só milhões? – de idiotas úteis (
morons) que acreditam que o homem e suas máquinas são responsáveis por um mito chamado ‘aquecimento global’ e que esperavam alguma solução vinda da mais nova reunião dos responsáveis pela ‘solução’, podem esperar sentados – ou deitados nus em sinal de protesto – pois de lá, nem das próximas reuniões, nada sairá. Nem os participantes tinham em mente encontrar qualquer solução para os ‘problemas’ climáticos.

O enfant gaté dos adoradores da religião anti-industrial e profetas do fim do mundo, o doublé de cineasta de terceira categoria e Vice Presidente de quinta, Algor, sequer foi lá! Ele sabe – como de resto todos os estadistas (sic) que lá compareceram e a grande mídia – que a coisa toda não passa de um grande show de prestidigitação para esconder a verdadeira intenção. Seria preciso James Carville, o chefe de campanha de Clinton em 1992, para dizer: ‘It’s the World Government and the New World Order, stupid!’. Não se trata de controlar nenhuma catástrofe climática, mas sim de levar adiante o maior controle mental de que se tem notícia em toda a história e demonstrar que apenas a completa centralização do poder nas mãos de uma elite intelectual auto nomeada poderá salvar o planeta. Para isto, o pânico deve ser semeado em proporções inimagináveis, a ponto de ninguém acreditar quando ele é denunciado e atribuir a quem o faz o epíteto de adepto de ‘teorias de conspiração’.

Vejamos um exemplo de como se faz: em 2002, the United Nations Global Environmental Outlook [[ii]] predisse ‘a destruição de 70% da natureza em trinta anos (2032), a maciça extinção de espécies … mais de metade do mundo sofrerá de falta d’água, principalmente no Oriente Médio onde os problemas seriam especialmente severos para 95% da população … 25% de todas as espécies de mamíferos e 10% das aves estarão extintos …’. O mesmo se fez com a campanha anti-fumo, o maior sucesso mundial de controle da mente (mind control), a lei seca para motoristas (as autoridades brasileiras, campeãs mundiais em idiotice, adotaram-na como nenhum outro país), a simultânea campanha para a liberação das drogas pesadas (porque fumar e beber não pode, e cheirar coca, fumar maconha e se picar pode? – não tente entender, visite o website de Olavo de Carvalho e se inteire a respeito de dissonância cognitiva), o desarmamento (como foi deixado para o povo decidir, o Brasil acabou com a festa), o controle alimentar juntamente com a medicalização e psicologização da sociedade, o forte apoio à liberação do aborto e da eutanásia, etc.

Nenhum dos participantes de importância da reunião de Copenhagen acredita que a temperatura mundial está realmente subindo por conta da ação humana e que subirá ainda mais nos próximos anos. Um dia depois de voarem de volta a seus países, a natureza, ironicamente, desabou o pior inverno dos últimos anos no Hemisfério Norte, com temperaturas de – 30ºC na Alemanha, – 22º na França e decreto de emergência em 22 províncias Espanholas. Pela primeira vez nevou em Houston, Texas, nessa época do ano. Inúmeros aviões ficaram retidos no solo na Europa e nos EEUU. Isto serviu para convencer alguém da mentira do ‘aquecimento global’? Não! Pois não é que rapidinho substituíram aquecimento por ‘mudança climática’?! Espere-se e ainda virá uma explicação que mesmo o inverno inclemente é causado pelo aumento de CO² expelido pelas terríveis indústrias e máquinas produzidas pelo homem [[iii]]. A hipocrisia reina sem limites! Inclusive por parte dos liberais que, antevendo lucros maiores, rapidinho pararam de criticar a farsa e mudaram seu nome para ‘desenvolvimento sustentável’, o que dá no mesmo, pois na medida em que se admite que há um sustentável, haveria então outro insustentável! Que é o mesmo que dizem os defensores do controle do clima! Nem o aparecimento das fraudes com as medidas de temperatura chamadas ‘climagate’ [[iv]] conseguiram nada! Foram negadas como falsificações elaboradas pelos ‘céticos’ ou, segundo outra versão, ocorreu apenas na Universidade de East Anglia e não invalidam as demais pesquisas ‘sérias’ [[v]].

Por que a urgência?

Nos dias que antecederam o final da Conferência, os jornais de todo o mundo ostentavam manchetes bombásticas de ÚLTIMOS DIAS PARA SALVAR O MUNDO! Imagens de ursos polares isolados em pequenos icebergs, geleiras se desfazendo, Tuvalu desaparecendo sob as águas do Pacífico ocupavam todo o espaço nas telas de TV. Os Editoriais refletiam a mesma preocupação com os jornalistas exortando aos líderes mundiais – os salvadores do mundo – para atentarem para o iminente fim do mundo. A imprensa papagaia brasileira não apenas fazia eco, mas amplificava em vários decibéis as mensagens já em si aterrorizantes da mídia internacional.

Míriam Leitão, sempre pronta para assumir as causas mais erradas em voga, ribombava em sua coluna diária n’O Globo os riscos do fim próximo do mundo. No dia 20/12 vaticinou de forma pontifical: “A reunião de Copenhagen ficará na história como um momento de insensatez das lideranças do mundo. Em que se desperdiçou uma oportunidade de ousar e construir o futuro. Marina Silva, na mesma edição (“O Milagre já aconteceu”), diz que “A reunião foi feita à beira do precipício e os líderes não sabem ainda como construir a ponte para atravessá-lo. (…) “A estrutura do poder Mundial está aquém deste mandato, não está à altura do papel que a sociedade exige e espera que seja cumprido com a urgência necessária”. Ao que fez eco Marcelo Leite, da Folha de São Paulo no artigo “É preciso substituir o caduco sistema da ONU”: “O processo multilateral consagrado pela ONU exige decisões por consenso. Em outras palavras, tudo se reduz ao mínimo denominador comum. A atmosfera da Terra, contudo, não espera pela lenta superação de barreiras e pela laboriosa acomodação de interesses, características dessas negociações (…) Está na hora de abandonar o bizantino sistema da ONU. É urgente criar um foro dos poluidores que contam e podem realmente decidir alguma coisa, em separado (…) (minhas ênfases). A própria Folha referenda isto através de seus correspondentes quando dá o título à reportagem de “Interesses domésticos venceram a cúpula”.

Os leitores já notaram a onipotência, a arrogância e a petulância com que os ‘salvadores do mundo’ e ‘construtores do futuro’ falam? Ou melhor, não falam, pontificam sobre nós, os pobres comuns dos mortais que não passam de burros que nada sabem e precisam ser salvos por eles. Todos se pronunciam Ex Cathedra como seu Pontifex Maximus, Algor, o enviado por Deus para comunicar Sua ira contra a humanidade pecadora contra Gaia, a Mãe-Terra. Certamente ninguém dirá explicitamente, mas paira por trás dessas ameaças a Bíblica decepção de Deus com suas Criaturas: O Senhor arrependeu-se de ter criado o homem na terra (…) E disse: “Exterminarei da superfície da terra o homem que criei, e com ele os animais, os répteis e as aves dos céus, porque eu me arrependo de os haver criado” (Gn, 6, 5-7). Algor é o moderno Noé: Noé entretanto encontrou graça aos olhos do Senhor (Gn 6, 8). A terra corrompia -se diante de Deus e enchia-se de violência. Deus olhou para a terra e viu que ela estava corrompida: toda a criatura seguia na terra o caminho da corrupção. Então Deus disse a Noé: “Eis chegado o fim de toda a criatura diante de mim (…) vou exterminá-los juntamente com a terra” (Gn, 6.11-13).

Se Algor é Noé, seus seguidores são os escolhidos por ele para embarcarem na nova Arca. E existe uma enorme urgência em fazer qualquer coisa, pois já está previsto uma baixa das temperaturas mundiais lá pelas décadas de 60-70 deste século. Se nada for feito, a campanha atual perderá o sentido. Caso se consiga uma redução sensível da emissão de CO² e demais gases do ‘efeito estufa’, o fenômeno futuro, totalmente natural, previsível e inevitável, poderá ser apresentado como resultado das medidas tomadas agora, confirmando-se que o homem é o responsável pela preservação ou destruição do planeta. Como dizia Roberto Campos com fina ironia: prever catástrofes (econômicas) é uma tarefa fácil: se o fato acontecer pode-se dizer que é ‘porque não fomos ouvidos’. Se não ocorrer é ‘porque tomaram medidas baseadas em nossas previsões’. É isto, mas é muito mais!

Os interesses nos bastidores do Climagate

La reunión de Copenhague degeneró en una grotesca competencia de dictadores y demagogos por extraer dinero de los bolsillos de los acomplejados países ricos de Occidente, con sus patéticos dirigentes. Los espectros del colectivismo y del gobierno mundial asomaron también sus feos rostros, y uno se pregunta: ¿por qué será que los enemigos de la libertad individual, el más importante legado de Occidente, terminan siempre por dominar esas conferencias internacionales? ¿Es el cambio climático otro instrumento en manos de quienes aspiran a controlar nuestras vidas?

ANÍBAL ROMERO, profesor de Teoría Política en la Universidad Metropolitana de Caracas

Existem inúmeros interesses em provar que o homem é o dono da natureza e pode modificá-la à vontade. É aqui que os verdadeiros crentes numa teoria da conspiração – eles existem, sim, e como! – diriam que há uma ‘mão secreta’, um centro diabólico, uma sociedade esotérica, com centenas de tentáculos comandando tudo. Mas a verdade é muito diferente. Como já demonstrei antes [[vi]] ‘existem várias “mãos secretas”, cada uma querendo atribuir a si mesma um poder imenso’. Na realidade, nenhuma é secreta, só passam por sê-lo pela ignorância e estupidez aliada à preguiça em pesquisar e reforçada pela arrogância do ‘se não conheço, não existe!’.

É necessário cautela em não misturar as diferentes correntes globalistas, pois elas não são sempre aliadas, existindo interesses conflitantes entre elas todas, entretanto, são sempre inimigas da liberdade individual.

No caso em apreço, a elite comunista internacional, representada por Rússia e principalmente China, praticamente salvou o mundo de destruir suas indústrias já que a aprovação de medidas extremamente restritivas de emissão de CO² paralisaria suas próprias metas desenvolvimentistas. Mesmo dentro do Foro de São Paulo existem interesses conflitantes. Certamente Chávez não está interessado nas restrições ao uso do petróleo, Morales tem outras razões – substituir o cristianismo e a esperança espanhola – por crendices e tradições indígenas.

O governo brasileiro tomou-se de súbito interesse pelo tema. Depois de anos de vozes isoladas (Marina Silva, Carlos Minc, etc,) o Planalto subitamente tomou-se de amores pela Dinamarca e para lá mandou centenas de pessoas. Só não avisaram a Dilma. Acostumada a um pragmatismo marxista disse (ato falho? Duvido): ‘o meio ambiente impede o desenvolvimento’ (ou algo deste teor). Esta mudança de Lula et caterva deve ter sido por perceberem que, se o tema não interessa ao Brasil, interessa à curriola comandada por Marco Aurélio Garcia de assumir um lugar no futuro governo mundial. Parece que passou desapercebido que era o MAG que, na foto de primeira página da mesma edição d’O Globo presidia a reunião entre Lula, Obama, indianos e chineses.

Enfim é necessário destrinchar os interesses nos bastidores para não confundi-los. Dois dos mais importantes são a constituição de um governo mundial totalitário e a destruição da civilização ocidental e através da substituição da tradição judaico-cristã por uma religião pagã, o culto à mãe Terra, Gaia. Ambas serão estudadas separadamente nos próximos artigos.

 

Notas:

[i] Moron: idiota, estúpido pessoa com retardo mental cuja idade mental equivale a de uma criança entre 8 e 12 anos. O autor faz um trocadilho com The Book of Mormon, livro sagrado da Igreja dos Santos dos Últimos Dias.

[ii] Citado em ‘It’s the Demography Stupid’, de Mark Steyn no Opinion Journal do Wall Street Journal. A brochura da ONU ode ser adquirida aqui.

[iii] Já veio! Este artigo era para sair em final de dezembro, mas minha atenção foi desviada pela absurda criação da Comissão da Mentira e da Vingança. Valeu a espera: hoje (09/01) n’O Globo veio a primeira explicação. “A ocorrência de temperaturas extremas é uma das características do aquecimento global … e, portanto, não se devem tirar conclusões apressadas da ocorrência de temperaturas glaciais no Hemisfério Norte”! Quer dizer: se nevar no Saara e fizer dois graus a mais no Polo Norte, só vale o último dado, o primeiro só o confirma! Será que pensam que o mundo é constituído só de morons?

[iv] Para ler os emails que mostram a falsificação dos dados na Universidade de East Anglia, clique aqui e para links aqui e aqui.

[v] Os liberais também são excelentes em esconder seus erros. Veja-se o exemplo da Islândia: tida como a menina dos olhos da Sociedade Mont Pelèrin, do Catho Institute, da Atlas Foudantiosn, da Heritage Foudation e outras pela total abertura do seu comércio ao exterior e o envolvimento de seus bancos com a economia global, foi a primeira a falir com a crise econômica provocada por Wall Street (leia uma das últimas notícias aqui). Aonde estão as análises, o mea culpa que seria de esperar? Not at all, é como se este fosse um não-país agora.

[vi] O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial, É Realizações, 2008, Capítulo XV

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