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Vítimas colombianas condenam vídeo das FARC

20 de janeiro de 2010 - 7:16:03

O vídeo intitulado ”
FARC, Insurgência do século XXI“, foi lançado pela primeira vez no passado 14 de novembro, no Teatro Gaumont de Buenos Aires, promovido pela Associación de Documentalistas Argentinos (DOCA), e apresenta os guerrilheiros como uns camponeses altruístas que buscam reivindicações sociais.

O representante legal da AVCGC, Dr. Jaime Arturo Restrepo Restrepo, criticou que as autoridades argentinas tivessem permitido a difusão desse vídeo, e declarou: “A apresentação do vídeo constitui claramente uma apologia ao delito. As FARC são um grupo terrorista, dedicado ao narcotráfico, que coloca minas terrestres e que incorre em delitos como massacres, homicídios, seqüestros, extorsões, recrutamento de menores, violações e todo tipo de delitos de lesa-humanidade”.

Recentemente, Restrepo escreveu uma carta ao embaixador da Suécia na Colômbia, solicitando que o governo desse país impeça a difusão do vídeo das FARC, o qual será apresentado proximamente em Estocolmo ante um público europeu. Em resposta, a embaixada sueca disse que as leis de seu país impedem o Governo de proibir a difusão do vídeo, posto que não existe censura prévia; porém, esclareceu que podem-se tomar ações legais depois da apresentação, em caso de se ter violado alguma lei.

Restrepo, que além disso é o Diretor Jurídico da União de Organizações Democráticas da América, UnoAmérica, fez um chamado aos governos, grêmios, academias, organizações não-governamentais e demais instituições do mundo inteiro, para não avalizar as ações diplomáticas e propagandísticas das FARC.

“Mais nocivos que os próprios guerrilheiros em armas, são os intelectuais que promovem e justificam as ações das FARC. São eles que recrutam os jovens, enganando-os com mentiras e falsidades, para que se juntem às fileiras do narcotráfico e do terrorismo. São eles que obtêm financiamento e respaldo político para os insurgentes. É de vital importância perseguir não só os guerrilheiros armados, como os autores intelectuais de seus crimes que andam deambulando pelo mundo promovendo a morte e o terror na Colômbia”, declarou Restrepo.

O porta-voz das vítimas colombianas assegurou que existe uma impressionante rede internacional de organizações não-governamentais (ONGs), supostamente dedicadas a defender os direitos humanos, porém que na realidade servem para promover e defender os interesses das FARC.

 

Tradução: Graça Salgueiro

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