1. Ambientalismo

113 Prêmios Nobel: ações contra transgênicos envolvem “crime contra a humanidade”

20 de setembro de 2016 - 22:14:09

Entretanto, organizações que se opõem à melhora da produção vegetal moderna e que têm seu mascarão de proa na ONG Greenpeace vêm contrariando e prejudicando as inovações biotecnológicas que tornariam viável essa meta fundamental e afastariam o espectro da subnutrição.

Ditas organizações ambientalistas e/o comuno-socialistas vêm distorcendo os riscos, benefícios e impactos dos alimentos geneticamente modificados.

Pior ainda, apoiam ou praticam a destruição criminosa das experiências em laboratórios e fazendas aprovadas pela comunidade científica e órgãos de governo, além de sabotarem projetos de investigação.

Os mais de cem Prêmios Nobel e quase 6 mil cientistas apelaram prementemente ao Greenpeace e seus seguidores para que recapacitem sobre a importância real das experiências com transgênicos empregados pelos produtores agrícolas e consumidos no mundo todo.

Eles pedem que os ativistas verde/vermelhos reconheçam as conclusões dos órgãos científicos competentes e dos órgãos reguladores, e abandonem sua campanha ideológica obsessiva contra os transgênicos em geral, e contra o arroz dourado em particular.

O arroz dourado foi geneticamente modificado por cientistas para incluir a vitamina A, produzindo betacaroteno.

Nas Filipinas e em Taiwan ele já está sendo consumido e, em breve, deve chegar ao Brasil.

O novo grão foi desenvolvido pela ONG Instituto Internacional de Pesquisa do Arroz para combater a falta de vitamina A especialmente entre as crianças filipinas, onde o baixo consumo desse nutriente causa cegueira em 250 mil a 500 mil meninos por ano.

Uma tigela de arroz dourado contém 60% da quantidade diária de vitamina A que uma criança saudável precisa.

Além disso, o arroz dourado traz outros benefícios para a saúde e a beleza: ajuda no brilho do cabelo, conserva o esmalte dos dentes, fortalece o sistema imunológico, mantém a saúde dos órgãos reprodutivos, diminui a formação de placas nas artérias, minimiza sintomas de esclerose múltipla, protege a pele de infecções e melhora a visão. (Mais informações, aqui.)

Prêmios Nobel, cientistas e cidadãos preocupados lembraram em seu apelo que organismos científicos e reguladores do mundo todo concluíram repetida e consistentemente que os cultivos e alimentos melhorados pela biotecnologia são tão seguros, se não mais, do que os produzidos com qualquer outro método.

Jamais foi confirmado efeito negativo algum na saúde dos seres humanos ou dos animais que o consumem.

Também ficou demonstrado repetidamente que são menos prejudiciais para o meio ambiente e trazem grandes auxilios para a biodiversidade global.

Porém, o Greenpeace lidera a oposição ao arroz dourado que reduziria grande parte das mortes e doenças causadas por deficiência de vitamina A (DVA) nos mais pobres da África e do Sudeste da Ásia.

A Organização Mundial da Saúde calcula que 250 milhões de pessoas sofrem dessa carência de vitamina A.

Nesse total estão incluídos 40% das crianças menores de cinco anos nos países subdesenvolvidos.

A UNICEF aponta estatisticamente que entre um e dois milhões de mortes evitáveis acontecem todo ano por causa dessa carência.

A carência é a principal causa da cegueira infantil em nível mundial, castigando entre 250 mil e 500 mil crianças por ano. A metade delas falece 12 meses depois de perder a visão. Causa entre 1,9 milhão e 2,8 milhões de mortes anuais, sobre tudo entre mulheres e crianças com menos de cinco anos.

Por isso, os altos cientistas mencionados endereçaram um pungente apelo ao Greenpeace e a seus adeptos para que cessem e desistam de suas campanhas contra o arroz dourado.

Eles pediram que desistissem de seus atentados e propagandas contra a plantação e consumo de alimentos melhorados pela biotecnologia em geral.

Os signatários do apelo também se voltam para os governos do mundo pedindo-lhes que recusem essas campanhas do Greenpeace e de seus congêneres verde/vermelhos.

Eles pedem aos governos para que acelerem o acesso dos produtores agrícolas a todas as ferramentas da biologia moderna, especialmente às sementes melhoradas pela biotecnologia.

Segundo os altos especialistas, deve se deter a oposição baseada na emoção e no dogma da contestação dos dados empíricos.

Eles concluem com uma interrogação dramática:

“Quantas pessoas pobres no mundo inteiro tem de morrer antes que isto [as campanhas do Greenpeace a companheiros de viagem] seja considerado ‘crime contra a humanidade’?”

Richard J. Roberts, articulador da petição, ganhou o Premio Nobel de Medicina em 1993. Ele declarou ao “Washington Post”: “Nós somos cientistas. Nós compreendemos a lógica da ciência. É fácil ver que o que o Greenpeace está fazendo é danoso e é contra a ciência”. “Greenpeace e alguns de seus aliados se afastaram deliberadamente de seu caminho para assustar as pessoas. Foi uma maneira para arrecadar dinheiro para a sua causa”.


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