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FHC, o perdulário da palavra

30 de junho de 2017 - 4:52:50

Assinalei antes que FHC era o office-boy do globalismo patrocinado pela Open Society Foundations, de George Soros, o mega especulador que, segundo denúncia da revista Executive Intelligence Review (EIR), lidera o ranking dos pesos pesados do narcotráfico internacional. A denúncia merece aprofundamento, mas antes – por oportuno – tomo a liberdade de assinalar alguns aspectos do processo de senilidade que se abate sobre a figura do ex-presidente, já agora caminhando para os seus 87 anos de idade. Ou será que o processo de decrepitude tem algo a ver com sua intrigante defesa da liberação da maconha?

Com efeito, na ânsia de se enroscar  no encarniçado vale-tudo da política tupiniquim, FHC, conchavado ou não pela mídia amestrada, vem cacarejando trololós diários, sem pé nem cabeça, contestando hoje o que disse ontem, justificando o injustificável, desdizendo o que não disse, sempre se colocando, no seu ócio de socialista abastado, no pedestal de Salvador da Pátria. (Passou-me agora pela cabeça a pergunta irrecorrível: seria o nosso  perdulário da palavra a fantasmagoria do 19 do Forte?)

Basta olhar: para encher linguiça nas páginas de jornais (que se tornaram aparelhos políticos das esquerdas, tal como, por exemplo, O Globo), a empavonada figura, “sem sair de casa” (garante o falso direitista João Doria), opina sobre tudo. De fato, no seu delírio compulsivo, de natureza caduca, ora aconselha o fraco Temer “resistir” ao adverso, ora defende o “ato de renúncia” do presidente que seu partido – o corrupto PSDB – ajuda a manter no poder em troca de apoio ao inviável Aécio Neves (até bem pouco, o  candidato presidencial de FHC).

Mas a coisa não fica por aí: toda semana circula a notícia de que FHC e Lula da Selva, seu falso rival (“os objetivos do PSDB e PT são idênticos, a diferença é de estilo” – disse ele), vão se encontrar para tratar do que deve ser feito pela “governabilidade do país”. Outro dia, a mídia deu conta de que o sociólogo ligou para Nelson Jobim, o “servidor de dois amos”, pedindo que o ex-ministro articulasse encontro entre ele (FHC), Lula e alguns adversários do governo. Objetivo: arranjar uma “saída controlada” para a situação nacional – embora, nos bastidores, FHC considere que “Jobim ganha hoje milhões de reais em cargo de alto escalão no BTG, banco alvo das investigações da Lava-jato”.

A carreira política de FHC se amparou no acaso. Lembro que ele se fez senador nas costas de Franco Montoro, que renunciou o mandato. Na quizília de sua sucessão presidencial, Itamar Franco, que se apossou do poder após a queda de Collor, escolheu Zé Aparecido, feito embaixador em Portugal, para sucedê-lo. Aparecido, cupincha velho, adoeceu. Então, Itamar convocou Antonio Britto, o ministro da Previdência Social que liderava as pesquisas de opinião. Brito, no entanto, preferiu ser governador do  Rio Grande do Sul. Só então Itamar inventou FHC como candidato à Presidência. Em data recente, Pedro Simon, ex-líder do governo Itamar no Senado, disse que a toda hora FHC ia ao Palácio do Planalto bajular o político mineiro – que, por sinal, não confiava no candidato a candidato.

(A propósito, em declaração pública, contrapondo a afirmação de FHC de que Itamar foi “contra” o ilusório Plano Real, Pedro Simon, indignado, considerou o notável da USP um sujeito ingrato e, devido às suas rancorosas mentiras, um caso  clínico a ser examinado).

Os dois governos de FHC se constituíram numa larga soma de erros, equívocos e fraudes, a começar pelo decantado Plano Real (“Unidade Real de Valor”) que, logo de tacada, valorizou (artificialmente) a nova moeda em 20% acima do dólar. Nos anos seguintes, o real, vendido como “estável”, foi desvalorizado dezenas de vezes, permitindo a volta da inflação e o consequente desassossego financeiro. E suas falidas “Agências Reguladoras” (extensão do “Estado regulado”, de Gramsci), burocracia criada para controlar e fiscalizar serviços e setores da economia, tornaram-se desde logo ineficientes cabides de emprego, voltadas para infernizar a vida de quem produz.

Por sua vez, para enfrentar a “crise do apagão”, que gerou racionamentos e prejuízos de bilhões de reais, FHC, na sua imprevidência,  apelou para produção das sinistras termoelétricas (movidas a gás natural), que até hoje faz o nativo pagar a energia elétrica mais cara do mundo.

Basta pesquisar: com FHC  intensificaram-se as crises da educação, da segurança e da saúde. O desemprego atingiu 12 milhões de trabalhadores (o segundo em escala global).Aumentou a desigualdade de renda, A fome campeou, as taxas da criminalidade e do consumo da maconha foram aos cornos da lua.

Acham pouco? Bem, o governo FHC aumentou a carga tributária, criou a aterrorizante CPMF, expandiram-se de montão os lesivos incentivos fiscais. Nele, retraíram-se os investimentos externos, enquanto se doavam, arbitrariamente, bilhões de reais a sindicatos comunistas e “movimentos sociais”, entre eles o MST, composição de bandos terroristas que acabaram por invadir  na “marra” uma fazenda do próprio sociólogo presidente. Com a crise financeira, FHC apelou três vezes ao amparo do FMI, tido pelas esquerdas como um “braço do imperialismo ianque”.

Pior: no plano político, FHC , na base da compra do voto parlamentar, inventou o “segundo mandato”, raiz da corrupção e da miséria política que encharca a nação, ambas   institucionalizadas por Lula (o “Abutre”) e sua gang ilimitada.

Retornando ao mega especulador George Soros, famoso por financiar ONGs empenhadas na liberação da maconha: com a privatização da Vale do Rio Doce, ordenada por FHC, Soros ganhou bilhões. Como comprovado, a Vale, considerada a maior mineradora do mundo, avaliada à época em R$ 92 bilhões, foi vendida por R$ 3,3 bilhões. Com a venda de 33% das suas ações, o controle acionário da empresa foi assumido pela iniciativa privada. O Nations Bank, Opportunity e Soros entraram com alguns milhões para a compra da Vale, considerada um escândalo sem precedentes.

A Valepar, holding controladora da empresa, tornou público que Soros adquiriu ações da Vale por R$ 100 milhões e, passado algum tempo, vendeu-as por US$ 323 milhões. Um negócio de doido!

Quanto a FHC (cujo ministro da  Fazenda, Armínio Fraga, foi diretor executivo da Soros Found), até hoje responde a inúmeros inquéritos judiciais por venda fraudulenta e dilapidação do patrimônio público.


Ipojuca Pontes
, cineasta, jornalista, e autor de livros como ‘A Era Lula‘, ‘Cultura e Desenvolvimento‘ e ‘Politicamente Corretíssimos’, é um dos mais antigos colunistas do Mídia Sem Máscara. Também é conferencista e foi secretário Nacional da Cultura.

 

  • José Amaro

    FHC assumiu seu lugar no esteticismo imbecil ou nunca saiu do pódio?

  • Robson La Luna Di Cola

    A grande força “ideológica” que move a política brasileira é GRANA!

    • Sandro Werneck

      Não é. Ninguém consegue grana sem poder. Qualquer zé mané sabe disso. Grana é um dos filhos do poder. Quem não entende que o que os caras querem é poder, acima de tudo, não merece nem participar da conversa.

  • Heloisa Martins

    A cada dia com mais nojo deste senhor!

  • Fábio de Oliveira Schiavinoto

    Os comentários aqui expostos são, evidentemente, respeitáveis, no entanto, não revelam a compreensão do cerne da situação. A situação é terrível! Vai muito além da questão de ganhos patrimoniais ou esteticismos. O que está se passando é muito grave. Gravíssimo! O país está nas mãos de psicopatas que querem implodi-lo para usar as ruínas como alicerce de um império déspota. Só o povo pode combater isso. Um país é constituído pelo seu povo, não por letras manipuláveis em papéis, portanto, a real (também de realeza) Constituição de um país é seu povo. Ou o povo acorda e muda todo o estamento burocrático ou pagará um altíssimo preço por sua inércia

    • Robson La Luna Di Cola

      Prenderam recentemente na cidade do RJ cerca de 70 Policias Militares. Todos envolvidos com o narcotráfico. GRANA! E na Polícia Civil? Será que não existe corrupção? E na Justiça? Quantos Juízes não VENDEM SENTENÇAS? Para mim o fator principal que explica o gigantesco número de assassinatos no país – 60 mil/ano, se não me engano – é a corrupção de nossas instituições. GRANA! GRANA! Império déspota? Esse pessoal quer se aposentar nas Ilhas gregas…

      • Sandro Werneck

        Ninguém consegue grana sem poder. Qualquer zé mané sabe disso. Grana é um dos filhos do poder. Quem não entende que o que os caras querem é poder, acima de tudo, não merece nem participar da conversa.

        • Robson La Luna Di Cola

          Mané, a recíproca também é verdadeira. Se eu ganhar na mega-sena conseguirei comprar metade do Congresso para ajudarem no meu projeto de ganhar mais dinheiro. Pare com Teorias de Conspiração. Ninguém aguenta mais! , Teorias da Conspiração viraram MERCADORIA! Temas para livros, e canais do youtube. GRANA! Agora, uma pergunta: a Terra é plana? kkkk

  • Danilo Dalla Vecchia

    FHC ”veste bem” a camisa – como grande parte de sua geração de intelectuais ateus, niilistas – de provável representante da corrente Frankfurtiana . ” Diga-me a estratégias que tens que te direi o que ele pensa ”.
    FHC está para entrar no rol da fama , dos comuno-narcotráficantes – assim como o ”brother de Fidel Castro” em Cuba. Já que parece ser um dos ‘bonecos’ prediletos do satânico meta-capitalista , e figura do meio ”umbral” da politica mundial G. Soros .

  • Berlatto

    Nossa!, teorias da conspiração da sono hein?

  • Rodrigo Ribeiro

    Conhecido já me dizia:

    “FHC é o álibi perfeito para Lula”.