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O que há de errado com as universidades de hoje? Há solução?

18 de junho de 2017 - 15:26:14


As faculdades e universidades de hoje tornaram-se centros de doutrinação política de alto custo. Trata-se de um sistema único na histórica do homem, em que aqueles que são doutrinados e mal treinados para o mundo real têm de pagar a seus doutrinadores, seja gastando as economias de suas famílias, seja obtendo empréstimos subsidiados pelo governo. Para assegurar que a doutrinação não desvie muito da linha do politicamente correto, professores e administradores erigiram um sistema de controle, a fim de garantir que somente aqueles que aceitam o “pensamento de grupo” a respeito de injustiças raciais, étnicas, ambientais e econômicas sejam autorizados a ensinar.

Esse sistema de controle começa com quem logra ser admitido na graduação, quais temas de dissertação são aprovados, quem é contratado para o professorado, quem se titulariza e, mais tarde, para alguns poucos escolhidos, quem consegue tornar-se administradores de alta remuneração. Então, apenas para se certificar de que não há falhas no sistema, os professores organizam programas de estudos de gênero e estudos étnicos, para que possam mobilizar os ativistas do campus a atacar quaisquer desertores em suas fileiras. Como outro resguardo para esta gaiola de ferro, burocratas federais impõem e interpretam uma série de regulamentos sobre faculdades e universidades. O Título IX provou ser uma ferramenta eficaz para rachar a dominação masculina sobre os esportes nas universidades e até mesmo um instrumento melhor para forçar o pensamento de grupo no campus.

A “Novilíngua” do Big Brother de George Orwell parece rústica em comparação com a atual compreensão do que seja “liberdade acadêmica”, “comunidade de estudiosos”, “justiça social” e “zonas de liberdade de expressão”.

A “Liberdade Acadêmica” Orwelliana

Por toda a América, as universidades e faculdades estão criando “zonas de liberdade de expressão” e restringindo a liberdade de expressão. Costumava haver uma “zona de liberdade de expressão” chamada América, mas não mais nos campi universitários. Em vez de permitir que professores e alunos manifestem-se livremente na sala de aula ou no campus, os administradores universitários têm adotado políticas para restringir a liberdade de expressão. Evidentemente, o “discurso de ódio” é restringido. A zona pode permitir que um pregador evangélico fale sobre pecado e a Bíblia (cercado por estudantes zombeteiros, na maioria dos casos), mas o discurso que possa ofender estudantes pertencentes a minorias, estudantes muçulmanos, mulheres ou outros grupos favorecidos é realmente proibido. Na sala de aula, o corpo docente fala continuamente sobre política de identidade, sobre como homens brancos e privilegiados oprimem as minorias raciais, sobre como cometeram genocídio contra os nativos americanos, escravizam os africanos, mantiveram as mulheres em suas casas e criaram, sistemas políticos, como a democracia americana, para manter o privilégio branco. Esse tipo de discurso é aceitável e, de fato, encorajado.

O que eles não podem falar, sem ser extraordinariamente cuidadosos, é qualquer coisa que pareça culpar a vítima. Isto significa que os professores têm de caminhar cuidadosamente sobre assuntos relativos a questões raciais, de gênero ou religiosas. Se esses tópicos são levantados em uma “zona de liberdade de expressão” ou na sala de aula, tanto os professores quanto os alunos têm de prefaciar suas observações com uma miríade de qualificações, mostrando que compreendem a complexidade destas questões.

No entanto, a restrição sobre o discurso vai além de apenas pensar duas vezes sobre o que poderia ser dito. A palavra-chave hoje é “micro-agressão”. A fala, a linguagem corporal ou o tom podem ser tomados como “micro-agressão” se um aluno sensível a vê como tal. A presidente do sistema da Universidade da Califórnia, Janet Napolitano, de fato publicou exemplos em seu site do que pode ser considerado comportamento “micro-agressivo” (http://www. thecollegefix.com/post/22839/). Incluídos nos exemplos de linguagem agressiva estão expressões como “Terra de Oportunidade” ou “Ação Afirmativa é racista”. Outros comentários proibidos são: “Todos podem ter sucesso nesta sociedade, se trabalharem duro o suficiente”; “De onde você é?” ou “Onde você nasceu?”; e “Quando eu olho para você, eu não vejo cor.”

Cometer uma “micro-agressão” é racismo subconsciente, sexismo, privilégio masculino branco, xenofobia e homofobia. As diretrizes supõem que o comportamento “micro-agressivo” pode ser bem-intencionado. Dizer a estudantes do sexo feminino ou negros que, se eles trabalharem duro, podem ter sucesso, sugere que as mulheres e negros que não lograram sucesso carecem de ambição ou são preguiçosos. A lição deve ser que as mulheres que não quebraram o “teto de vidro” ou negros que vivem na pobreza devem culpar as profundas complexidades do racismo, sexismo, hegemonia cultural e privilégio masculino branco, historicamente e hoje.

Para garantir que o corpo docente tenha entendido a mensagem, o sistema da Universidade da Califórnia (UC) organizou sistemas de treinamento de líderes dos docentes ao longo do ano acadêmico de 2014-15 em todos os nove campi da UC. As sessões foram destinadas a ensinar professores sobre como evitar ofender estudantes e colegas, e dedicaram tempo a explicar como contratar um professorado mais diversificado. A suposição é de que discentes de cor e mulheres serão mais sensíveis, porque têm experimentado formas ostensivas e sutis de opressão.

Em seu romance “1984”, o “Big Brother” de George Orwell usa o medo da tortura para quebrantar os pensamentos subversivos de Winston Smith. A “Big Sister” de 2015 não usa tortura física para impor conformidade acadêmica, embora se suspeite que essas sessões de treinamento sobre “micro-agressão” devam ter sido torturantes demais para aguentar. Não se viu nenhuma preocupação quanto à imposição macro-agressiva da administração de uma Universidade custeada com recursos públicos restringindo manifestações comuns de membros do corpo docente.

Devorando os seus?

Laura Kipnis, feminista docente da Northwestern University, em Illinois, chamou a atenção da mídia nacional (americana) quando foi atacada por estudantes de sua universidade por um ensaio que escreveu para a Crônica da Educação Superior, em fevereiro de 2015. Seu ensaio, “A Paranoia Sexual Atinge a Academia” (Sexual Paranoia Strikes Academe), de linguagem extravagante destinada a despertar emoção, defendia professores que namoram estudantes de graduação e pós-graduação. Ela declarou que, quando era estudante, “O abismo entre estudantes e professores não era um fosso cheio de tubarões; um passo em falso não era fatal. Fazíamos festa juntos, bebíamos e ficávamos embriagados juntos, dormíamos juntos. Os professores podiam ser mais velhos e mais realizados, mas você não sentia que poderiam tirar proveito de você por causa disso. Como fariam isso?” Ela objetou que a “paranoia sexual” estava perseguindo a vida universitária, e que abominava isso.

Códigos severos de conduta entre professor e alunos, ela argumentou, têm penetrado todos os aspectos da vida do campus — língua, currículo, discussão acadêmica e vida social. Espera-se que os professores alertem os alunos de que o que venham a ler ou ouvir numa palestra ou discussão em sala de aula pode ser perturbador. Para proteger a sensibilidade dos alunos, os professores são obrigados pelos administradores da universidade a emitir “trigger warnings” — ou “alertas” — sobre materiais dessa natureza. Estudantes aos quais se tenha atribuído a leitura do poeta latino Ovídio, por exemplo, precisam ser alertados de que leriam sobre romanos estuprando mulheres sabinas.

Kipnis mirou, particularmente, a utilização do Título IX para impor esses códigos de conduta. Pouco depois de a administração da Northwestern University emitir seu código de conduta de estudante e professor, o comitê de coordenação Título IX da universidade emitiu uma nova linguagem para esclarecer o código. “Todos recebemos um longo e-mail da comissão”, lembrou Kipnis. “O comitê estava respondendo a uma petição de estudante e governo que exigia que os ‘sobreviventes’ fossem informados sobre os resultados das investigações de assédio sexual”. Ela ressentiu-se particularmente com o uso repetido da palavra “sobrevivente”. “Não seria ‘acusador’ o termo apropriado? Como alguém pode ser acoimado de ‘sobrevivente’ antes do julgamento sobre a acusação — isto é, supondo-se que não queremos predeterminar a culpa do acusado.”

Seu ensaio foi destinado a ser inflamatório, e isso foi. Ela foi atacada em duas direções — protesto estudantil e queixa jurídica. Os manifestantes estudantis começaram a arrastar colchões em redor do campus, sugerindo que Kipnis queria transformar Northwestern em um bordel estudante-professor. O pior estava por vir, entretanto. A defesa de Kipnis de um professor de filosofia que tinha sido julgado não culpado de acusações de agressão sexual levou outros estudantes a apresentar uma queixa fulcrada no Título IX contra ela. Kipnis foi trazida perante um comitê universitário regido pelo Título IX. Não lhe foi permitido o patrocínio de advogado, o direito de chamar testemunhas em seu favor ou o direito de confrontar seus acusadores. As acusações foram descartadas, mas todo o processo cheirou a uma “star chamber”[1]. Até a progressista Michelle Goldberg, colunista cultural do “The Nation”, achou difícil defender as ações dos alunos. Goldberg concluiu: “A política de libertação ajusta-se incomodamente com a política de proteção”.

O que tornou o episódio tão doloroso para a esquerda foi que Kipnis era um deles. Ninguém duvidava de suas credenciais feministas. Em seu ensaio, ela pediu a castração química de estupradores e celebrou a revolução feminista no ensino superior. Sua defesa dos relacionamentos sexuais entre professores e alunos certamente não emanava de uma perspectiva moral conservadora.

Questões mais profundas: Custo, Qualidade

Enquanto alguns conservadores regozijavam-se com o fato de que a esquerda acadêmica devorava a si mesma, e progressistas preocupavam-se em apoiar ou não o professor feminista ou as ativistas feministas estudantes, as questões mais abrangentes com as quais os administradores e professores universitários deveriam se preocupar dizem respeito à qualidade da educação que as faculdades têm provido a um custo muito alto aos estudantes. O estudante universitário de hoje paga em média cerca de U$ 13.300 (treze mil e trezentos dólares) por ano em uma instituição pública que ofereça cursos de quatro anos. Isto é o dobro do que um estudante universitário pagava ($ 6.800 — seis mil e oitocentos dólares) em 1967. Os custos das faculdades privadas triplicaram durante o mesmo período. Este aumento levou a uma dívida estudantil de mais de U$ 1 trilhão (um trilhão de dólares), criando uma bolha que deveria causar preocupação nacional. O que os alunos estão alcançando, em virtude dessa educação, no mercado global? Não muito, parece.

Um estudo de 2015 realizado pelo Educational Testing Service — ETS (ou “Serviço de Avaliação Educacional”) sobre a “geração do milênio” nos EUA, Europa e Japão revela o fracasso de nosso sistema educacional em treinar os futuros trabalhadores para uma economia cada vez mais baseada no conhecimento (Educational Testing Service, America’s Skills Challenge: Millennials and the Future, 2015). Competência em leitura, aritmética e resolução de problemas é essencial para o sucesso em uma economia avançada e complexa.

O estudo do ETS mostra o quão terrivelmente deficientes nossos jovens estão no desenvolvimento dessas habilidades. Os números são surpreendentes:

• Leitura: os jovens da “geração do milênio” americanos classificam-se abaixo de 15 entre 22 países participantes.

• Aritmética: os jovens da “geração do milênio” americanos classificam em último lugar, junto com Espanha e Itália.

• Resolução de problemas: os jovens da “geração do milênio” americanos ocupam o último lugar, junto com a Eslováquia, a Irlanda e a Polônia.

Os detalhes deste relatório são ainda mais alarmantes. Os americanos da “geração do milênio” nos 90% de desempenho acadêmico obtiveram pontuações mais baixas que seus pares em 15 países, superando apenas a Espanha. Pior ainda, as pontuações dos americanos da geração do milênio com menores níveis de desempenho acadêmico (nos últimos 10%) foram menores do que as de seus homólogos em quase todos os outros países participantes. A faixa etária mais jovem desta geração (16 a 24 anos), aqueles que poderiam estar na força de trabalho até 2065, ficou em último lugar entre os seus pares em aritmética e estava no fim da lista também na resolução de problemas. Estamos formando mais estudantes na faculdade, e gastamos mais do que a maioria dos países europeus na educação pública, mas estamos falhando em treinar nossos filhos para uma economia globalizada e competitiva.

Os orçamentos universitários expandiram-se grandemente desde os anos 60. As demandas dos estudantes, professores e administradores têm contribuído para o custo do ensino superior. Os estudantes de hoje exigem mais do que um único dormitório com beliches. Eles esperam viver em apartamentos no campus. Já não serve uma xícara de café comum na lanchonete local; em vez disso, é preciso tomar café no Starbucks do campus. Eles demandam instalações recreativas sofisticadas, com máquinas de academia, esteiras e bicicletas. Salas de aula com um atril e um quadro-negro não são boas o suficiente. As salas de aula precisam ser inteligentes, com equipamentos que permitam aos professores fazer apresentações em PowerPoint para que os alunos possam aprender visualmente, mesmo enquanto olham para seus computadores ou iPhones em vez de tomarem notas. Tudo isso custa dinheiro.

Os salários dos professores aumentaram mais rapidamente do que os de qualquer outro grupo profissional, exceto os médicos. Um professor de tempo integral em uma instituição pública de cursos de doutorado de quatro anos recebe, em média, U$ 126.981,00 (cento e vinte e seis mil novecentos e oitenta e um dólares). Naturalmente, há grandes disparidades dentro das universidades e entre as universidades. Não obstante, salários mais altos para professores contribuem significativamente para o custo da educação. Professores exigem maiores salários embora ensinem a menos turmas. Enquanto isso, cada vez mais administradores universitários estão recebendo salários em nível corporativo. Somado a isso, estão os altos custos de treinadores e funcionários esportivos.

Os crescentes custos das universidades e da educação superior têm sido subsidiados pelo governo federal através de empréstimos estudantis e bolsas de pesquisa. Estes subsídios federais permitiram que faculdades e universidades aumentassem a taxa de matrícula dos estudantes. É um esquema de pirâmide. Os estudantes assumem dívidas para pagar uma educação universitária na esperança de um trabalho bem remunerado para pagar suas dívidas. Enquanto isso, bilhões de dólares de dívidas de estudantes não pagas constroem a pirâmide bamboleante.

Os administradores respondem à crise

Sob pressão para fazer frente aos crescentes custos, os administradores universitários passaram a expandir sua base de estudantes por meio da educação on-line, enquanto reduzem seus custos trabalhistas. Poucas pessoas na educação superior realmente acreditam que a educação on-line é tão boa, em termos de qualidade, quanto cursos presenciais. A promessa é que a educação on-line vai melhorar. Provavelmente sim, mas há uma grande diferença entre ter uma discussão em sala de aula com alunos reais e uma sala de bate-papo on-line. Conversas individuais com os professores após a aula ou durante as suas horas de trabalho sobre o curso que um aluno esteja fazendo ou sobre planos de carreira são difíceis de replicar em um curso virtual. Conversar on-line não permite tanto em termos de experiência pessoal.

Enquanto expandem a sua base de clientes, as faculdades e universidades estão cortando seus custos trabalhistas através da contratação de professores adjuntos. A titularização é um status declinante na maioria das universidades. Hoje, apenas cerca de 20% de todas as classes são ensinadas por professores titulares. Entrementes, os professores adjuntos têm um incentivo para dar notas mais altas. Alunos com notas mais altas dão avaliações de curso mais favoráveis, aumentando a probabilidade de que o professor adjunto seja recontratado no ano seguinte.

O que pode ser feito?

As faculdades do século XIX eram principalmente privadas e confessionais, protestantes ou católicas. Seu objetivo era treinar seus alunos em caráter moral e liderança. Era comum em faculdades protestantes o presidente da universidade lecionar sobre moral nos seminários que culinam o fim da graduação. O texto primário era “Elementos de Ciência Moral”, de Francis Wayland (1835). Esse livro tem suas raízes na Escola do Realismo de Senso Comum escocesa, no Cristianismo e “laissez-faire” econômico. O objetivo das faculdades era treinar cidadãos virtuosos.

Não podemos retornar ao passado. A faculdade tal como era no Século XIX está morta, exceto por algumas pequenas faculdades ainda preocupadas com conceitos como virtude, honra e valores mais elevados. Faculdades públicas e privadas, com poucas exceções, estão sob estresse financeiro, especialmente porque os governos têm-lhes cortado o financiamento. Este é um momento perfeito para que os doadores, os ex-alunos e o público insistam para que as universidades se preocupem com a alfabetização cívica e com as contribuições da cultura ocidental (mesmo dentro de um contexto global). Ex-alunos, doadores e fundações podem atrair administradores e professores para dotar centros e professores que ofereçam cursos tradicionais e introduzam estudantes a Aristóteles, Platão, aos Artigos Federalistas, Abraham Lincoln e autores de grande literatura.

Como Winston Churchill disse certa vez, nunca desperdice uma boa crise. Nessa tempestade perfeita dentro das universidades, foi criado o ambiente para uma real mudança de clima.


Nota:

[1] N.T.: Trata-se de expressão pejorativa que se refere a tribunais ou corpos e comitês de julgadores que atuam de maneira inquisitorial, proferindo decisões arbitrárias mediante procedimentos secretos ou juridicamente questionáveis. A origem da expressão “Star Chamber” remonta a uma antiga Corte existente na Inglaterra, e abolida em 1614, que se reunia e proferia decisões sem a presença de júri, adotando métodos inquisitoriais.

Cardinal Mindszenty Foundation. “What’s Wrong with Today’s Universities? Can It Be Remedied?”.
Mindszenty Report, Julho de 2015.


Tradução: Helena Benício
Revisão: Rodrigo Carmo

http://tradutoresdedireita.org

  • Elvis Trivelin

    Vamos falar do caso brasileiro, já bastante documentado e conhecido.
    Primeiramente, para que a privatização das universidades públicas tenha efeito prático, é necessário promover também a extinção do MEC. E para tudo isso, é necessário confrontar a ONU e seus financiadores, além dos grupos de militantes arraigados – internamente. Isso é 10 vezes mais complicado que tirar presidente do cargo.
    Uma vez quebrada a máquina de autoridade que financia e garante a reprodução desses tipos sociais, será possível reverter o quadro em algumas gerações, depois de lutas intensas e diárias. O caso é que, só terá autoridade para isso 2 tipos de pessoas: um presidente com amplo apoio popular obtido pela “sedução do crescimento econômico” ou uma militância engajada e consciente da sociedade. Sem isso, qualquer sujeito que se atreva a mecher no vespeiro será humilhado em 5 segundos. Na primeira hipótese, crescimento econômico não dura para sempre. Crises vêm e vão. Isso significa que sem uma evolução da consciência popular ao mesmo tempo, nada impedirá que um novo populista de esqueda tente reverter os esforços pela Cultura.
    De todo modo, nos últimos anos, essa luta tem começado. Já é alguma coisa.

    • Graças ao pontapé inicial dado pelo professor Olavo de Carvalho. Hoje já possuímos várias referências conservadoras no país, mas a dez ou quinze anos atrás só tínhamos o Olavo como referência e talvez mais um ou outro gato pingado.

      Como eu disse em outro post não sabemos até onde vai o estrago que Olavo e a Internet vai causar no establishment esquerdista. Por mais poder que a esquerda possui ela está mais perdida que cego em tiroteio visto as analises de conjuntura feitas pelo PT ultimamente.

      A esquerda não tem mais referência intelectual para guiá-la a longo prazo pois ela se auto-idiotizou junto com a sociedade brasileira.

      Temos que continuar lendo, estudando em casa e abrindo os olhos do maior número de pessoas possível.

      Continuemos a ofensiva em todas as frentes e vamos ver até onde isso vai parar. Acho que pior do que está não fica (ou fica?) será que já chegamos no fundo do poço da cultura nacional ou ainda é possível cavar mais fundo do que isso?

      Bom, é melhor não subestimar a esquerda na capacidade de produzir lixo.

      • Rafael

        O senhor está errado, havia grandes autores de direita no passado, maiores que os atuais, em realidade a atual direita brasileira é uma reles caricatura do que foi no passado, tanto que seu candidato preferencial é um deputado obscuro com a boca cheia de chavões.

  • Robson La Luna Di Cola

    Um historiador americano previu que quando esta geração formada nas Universidades Politicamente Corretas chegarem aos níveis de influência na sociedade americana, dentro da política, da mídia, da arte e da cultura, das empresas, será O COMEÇO DO FIM DOS EUA!!!

  • Danilo Dalla Vecchia

    Politicamente correto é censura de controle coletivista .

  • Se não fosse pela internet o ocidente já estaria sob as botas da Nova Ordem Mundial e o processo orweliano já estaria concluído a décadas.

    A internet simplesmente quebrou a voz autoritária da elite globalista dando a oportunidade de todos se pronunciarem de maneira igual.

    Antes eles inventavam uma mentira e não havia como desmenti-los pois não havia internet. Hoje a elite diz que o redondo é quadrado e cinco minutos depois o povo já está na internet está dizendo que o quadrado é quadrado e o redondo é redondo. A elite deve estar simplesmente puta com isso e não é a toa que existe vários projetos de acabar ou pelo menos dificultar ou controlar com mais rigor essa liberdade de expressão.

    O problema das universidades é simplesmente de libido sexual. A maioria das pessoas que frequentam as universidades são jovens com os hormônios a flor da pele.

    Isso faz com que muitos garotos até por falta de personalidade, tenham medo de confrontar seus professores e isso aliado ao excesso de libido sexual e a vontade de comer menininhas faça-os preferirem serem legais e bacanas ao invés de questionar velhas raposas esquerdistas em sala de aula provocando discussões acaloradas e entediantes.

    Penso que o problema de doutrinação nas universidades assim como a passividade dos alunos em aceitar merdas sem questionar mestres está mais intimamente ligado a revolução sexual e a independência feminina do que possamos imaginar.

    É como se: “Ou você é de esquerda e bonzinho ou passará cinco anos sozinho, sem amigos e sem namoradinha no campus.”

    Mas percebo que de uns anos para cá algo vem mudando e cada vez mais meninos e rapazes tem tido coragem de se expor abertamente e questionar esquerdistas dentro de sala de aula. E isso é exatamente fruto da internet além do trabalho iniciado pelo professor Olavo e suas obras que foram uma espécie de navio quebra gelo ao qual continuam dando os frutos.

    Só veremos o resultado e o estrago causado no globalismo pela internet e por Olavo de Carvalho assim como outros ilustres filósofos e professores espalhados pela rede daqui algumas décadas. E tomara que o estrago seja suficiente para poder reverter o processo antes da chegada e estabelecimento do islã.

    • Rafael

      O problema das universidades é simplesmente de libido sexual. A maioria das pessoas que frequentam as universidades são jovens com os hormônios a flor da pele.

      O senhor pensou para escrever isso?

  • Gustavo Silva

    Concordo com o Elvis que comentou ai, e acho que essa pauta da educação é a segunda mais urgente (e digo isso como professor que sou) mas a pauta do rearmamento civil ainda é mais urgente.

  • EDUARDO CARREIRO MACHADO

    Lamento que a maioria dos ex-alunos bem sucedidos financeiramente, que tem a possibilidade de tirar proveito da crise econômica das universidades, pertençam a elite globalista e politicamente correta. A tendência é piorar, visto que eles financiaram o que há de pior. Sugiro o diálogo familiar desde a infância, para nortear os futuros universitários sobre o lixo que lhes será ofertado como educação formal.

    • Renato Lorenzoni Perim

      Taí uma coisa imprescindível que normalmente não nos lembramos, Eduardo: diálogo familiar. Ele funciona como um campo magnético protetor, um campo de força invisível contra a ideologização dos nossos filhos. Parabéns pelo comentário.

  • Ed Garcia

    É preciso esclarecer!
    Não se trata de doutrinação nas escolas e universidades. Doutrina é diferente de ideologia. Para doutrinar, a doutrina passa pela avaliação da inteligência, o que não é permitido na
    imposição de uma ideologia. Trata-se de técnicas de controle mental
    (manipulação de massas) visando o automatismo mental disparado por gatilhos
    emocionais – palavras de ordem. Utilizam-se de terrorismo
    psicológico, inclusive.

  • Forkert

    Acuse, sempre e ininterruptamente, seus inimigos de estarem fazendo o que, na realidade você está. Confundir o inimigo e o público: esta é a tarefa, enquanto se faz o que deve ser feito! (Vladimir Ilyitchulianov) – Lenin 1870-1924

    Não é mesmo professor?

    • Israel M Z

      Difícil compreender o que um degenenado quer dizer.

      Por favor tente escapulir de sua loucura e, se possível, explicar a esse humilde homem mortal o que você quer dizer.

      E limpa a porra do canto da boca que odeio bafo de pederasta.

  • Osvaldo Pereira Júnior

    O mais engraçado é que ao mesmo tempo que as pessoas são proibidas de ter armas para se defenderem, de falar livremente o que pensam sem serem rotuladas, de serem obrigadas a tratar verdadeiras doenças psíquicas como por exemplo o homosexualismo como algo normal e saudável, mais essas pessoas se consideram livres.

    Em breve nem mesmo família, comer carne ou ter dinheiro em espécie as pessoas poderão ter e continuarão achando que estarão ainda mais livres.

    É a ditadura perfeita!

    E olha que a elite ainda nem desenvolveu a droga perfeita e nem os drones espiões que estarão presentes em todos os lugares ainda.

    • Forkert

      E você acha que o professor Olavo de Carvalho não sabe disso? O que é mais engraçado ainda, é o professor defender algo que nunca existiu, isto é A DEMOCRACIA! Até mesmo a esquerda e a direita, são puro jogo de cena para nos manter entretidos em discussões partidárias, enquanto os verdadeiros detentores do poder continuam nos tirando a liberdade cada vez mais. Não há mais liberdade. A vigilância é total. É disso que o professor deveria nos alertar. Mas não é isso que ele faz. Por quê será?

      • Israel M Z

        A democracia nunca existiu seu imbecil?

        Por acaso já se perguntou por que a democracia funcionou tão bem nos primórdios dos Estados Unidos da América? Será que era devido ao fato de o povo comum ser extremamente instruído e cristão? Será que hoje lá realmente acontece o que você diz pela falência no ensino público e afastamento da sociedade de suas tradições cristãs?

        E você se diz seguidor de longa data do Olavo, porca miséria! Desde quando ele não alerta para a falta de liberdade cada vez mais esmagadora e para o imenso e crescente poder das elites globalistas?

        Posso concluir duas coisas ou você é um mentiroso descarado (daqueles que fazem um cafetão de beira de estrada parecer um homem de virtudes) ou você é um completo analfabeto que leu tudo o que o Olavo escreveu desde os anos noventa e não entendeu nada.

        Qual das duas opções você se encaixa ó grande pedaço de merda?

    • Robson La Luna Di Cola

      Acabou nossa privacidade. Câmeras instaladas em todos os cantos: lojas, ruas, rodovias (controle de velocidade), aeroportos, rodoviárias, etc. E os sites de busca? Após fazer uma pesquisa para comprar algum produto, começam a aparecer propagandas de lojas consultadas na tela do seu computador. Já chegamos em ‘1984″. O planeta Steve Jobs.

      • Osvaldo Pereira Júnior

        Tomei três multas no mesmo radar em um único mês. Tive minha CNH suspensa depois de 20 anos sem nunca ter tido problema nenhum apenas porque estava (isso é eles que estão falando) a 10 ou 15 quilômetros acima do permitido, sendo que eu sempre passei por aquele local em velocidades semelhantes ou até maiores e nunca tive problema nenhum.

        Ou seja, os caras roubam quase mil reais de você, atrapalham a sua vida durante 6 meses onde você é proibido de dirigir e você não tem o direito de fazer eles provar que você estava naquela velocidade.

        Uma foto onde seu veículo aparece não quer dizer absoluamente nada. Basta eles baterem uma foto do seu carro e colocar a velocidade que eles quiserem e pronto. Eles podem roubar a vontade e arruinar a vida de qualquer pessoa sem precisar provar absolutamente nada.

        Radar eletrônico é uma coisa inconstitucional pois basta tirar uma foto de qualquer carro e colocar a velocidade desejada para conseguir quanto dinheiro de multa o estado quiser. Isso é um absurdo e deveria ser proibido.

  • Forkert

    The best way to control the opposition is to lead it ourselves. Lenin

    Esta eu não descobri através do senhor, professor Olavo.

    • Israel M Z

      Sério? Porque ele menciona isso a muito tempo.

      Ainda dá tempo de aprender a ler e escutar, só precisa de um pouco de humildade.

      Arruinaldo Azedinho é você?

    • Vavá

      kkkkkkkkkkkk ô fessor, como você não ensinou essa pra ele? O menino tá carente. Muito bem campeão! Achou uma frase de efeito do Lenin! Parabéns! Tome aqui a sua comenda!

  • Robson La Luna Di Cola

    Uma variável importante nesta questão é o enfraquecimento da fé religiosa. Principalmente do Cristianismo. Se não temos um poder TRANSCENDENTE para nos informar aquilo que é certo e aquilo que é errado, quem terá que fazê-lo? Um Estado poderoso. Se não temos um poder transcendente para nos dizer aquilo que é feio e aquilo que é belo, e qual o conhecimento que é relevante ou irrelevante, quem o fará? Os diretores de marketing das grandes corporações, e a grande mídia Chegamos ao planeta Blade Runner.

  • Jacson Calado

    Olavo a cada artigo que leio seu mais inteligente me sinto por que será? acho que é por que você uma pessoa de Deus entre tantas outras coisas Obrigado pela sua Existência.