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Pai da “hipótese Gaia” se arrepende do seu alarmismo

23 de maio de 2017 - 5:20:26

A grande mídia martela incessantemente no mito do “aquecimento global”. E agora que a nova administração americana afasta ideólogos de esquerda que defendiam esse mito na EPA (Environmental Protection Agency), espécie de Ministério de Meio Ambiente, a gritaria midiática ficou mais forte.

Mas essa mídia não informa que até o glorificado ambientalista inventor da ainda mais fantasiosa “hipótese Gaia” há alguns anos havia se afastado do “alarmismo” em matéria de “mudança climática”.

James Lovelock, criador da hipótese ambientalista segundo a qual a Terra formaria um só organismo “vivo” apelidado “Gaia”, admitiu em entrevista à MSNBC que foi “alarmista” a respeito de “mudança climática”.

À guisa de desencargo de consciência, comentou que também outros ambientalistas famosos, como Al Gore, caíram no mesmo erro.

Um dos pais fundadores do ambientalismo hodierno, Lovelock tem esperança de que a suspirada “mudança climática” ainda aconteça, mas lamentou que não virá tão rápido quanto ele anunciava.

Em 2006, em artigo no jornal inglês “The Independent”, Lovelock escreveu que “antes do fim deste século bilhões de homens terão morrido e os poucos casais que sobrevivam ficarão no Ártico, onde o clima ainda será tolerável”.

Agora, em entrevista telefônica à MSNBC, reconheceu que estava “extrapolando demais”.

Parafraseando os argumentos dos cientistas objetivos, explicou:

“O problema é que não sabemos o que é que o clima vai fazer. Há 20 anos nós achávamos que sabíamos. Isso nos levou a escrever alguns livros alarmistas – o meu inclusive – porque parecia evidente, porém não aconteceu”.

    – “O clima está fazendo suas trapaças habituais. Em verdade, não há muita coisa acontecendo ainda, quando nós deveríamos estar num mundo a meio caminho da fritura”.

   – “O mundo não se aqueceu muito desde o milênio. Doze anos é um tempo razoável … ela [a temperatura] manteve-se praticamente constante, quando deveria ter ido aumentando”.

Em 2007, a revista “Time” incluiu Lovelock na lista dos 13 líderes e visionários “Heróis do Meio Ambiente”, onde também figuravam Al Gore, Mikhail Gorbachev e Robert Redford.

Interrogado se agora tinha virado um “cético” do aquecimento global, Lovelock respondeu à MSNBC: “Depende do que o Sr. entende por “cético”. Eu não sou um negacionista”.

Ele explicou que ainda acredita que a mudança climática esteja acontecendo, mas que seus efeitos serão sentidos num futuro mais longínquo do que se acreditava. “Teremos o aquecimento global, mas ficou adiado um pouco”, explicou.

“Eu cometi um erro”
Lovelock esclareceu que não se importava em dizer: “Tudo bem, eu cometi um erro”.

Na entrevista, ele insistiu que não tirava uma só palavra de seu livro base “Gaia: um novo olhar dobre a vida na Terra”, publicado em 1979. Mas reconheceu que no livro “A vingança de Gaia”, de 2006, ele tinha ido longe demais falando da Terra superaquecida no fim do século.

– “Eu deveria ter sido um pouco mais cauteloso, porém, teria estragado o livro”, brincou cinicamente.

Militantes ambientalistas só puderam concordar, embora desanimados, com o mea culpa de Lovelock.

Peter Stott, chefe do monitoramento do clima no Met Office Hadley Centre, da Inglaterra, disse que o guru foi alarmista demais prevendo que os homens seriam obrigados a viver no Ártico por causa do “aquecimento global”. Também concordou que o aquecimento dos últimos anos foi menor do que o previsto pelos modelos climáticos.

Keya Chatterjee, diretor internacional de política climática do grupo ambientalista WWF-EUA, disse em comunicado que estava “difícil não se sentir esmagado e ficar derrotista”, e sublinhou que a conversa alarmista não ajuda a convencer as pessoas.

A credibilidade das hipóteses ambientalistas está efetivamente caindo cada vez mais baixo.

Luis Dufaur edita o blog ‘Verde, a cor nova do comunismo’ – http://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com

  • Sebastião Wilker

    É engraçado e contraditório ver algumas pessoas, como o Sr. Al Gore, fazerem alarmismo sobre o aquecimento global e ao mesmo tempo adquirir mansão em área considerada de alto risco em caso de derretimento de gelo.

    • Felippe Segnin

      O Al Gore ganhou muito dinheiro com esta empulhação com suas palestras…Bobo foi quem pagou para assistir este circo…

      • Forkert

        Al Gore transformou um investimento de menos que um milhão de dólares em 50 milhões de dólares com seu documentário mentiroso e fraudulento. Hollywood Money Productions o laureou com um Oscar por isso.

  • Danilo Dalla Vecchia

    Programas de equações matemáticas computadorizadas , não prevem ciclos naturais glaciais , isso é obvio que cheira a um empulho globalista .

  • Sebastião Wilker

    Nada mais propício do que o nome do blog do Luis Dufaur “Verde, a cor nova do comunismo”.

  • Entendedor anônimo

    Qualquer pessoa que se disponha a pensar um pouco percebe que para prever uma mudança de clima em escala global é necessário conhecer uma amostragem climática anterior significativa.
    Nossas séries históricas de temperatura, chuvas e marés em todo o planeta são de quanto tempo? Uns 100 anos? Em escala planetária, esse tempo é um piscar de olhos, sendo impossível fazer modelos computacionais confiáveis…

  • Rubens Delalibera Junior

    Alguém pode recomendar livros sobre a falácia do aquecimento global, efeito estufa, buraco na camada de ozônio e afins? Obrigado.

    • Sheila Prass

      Eu gosto do professor Ricardo Augusto Felicio. Tem vários vídeos dele no youtube. Tem até esse dele no Jô Soares. https://www.youtube.com/watch?v=3_GPLlJv6x0

      • Rubens Delalibera Junior

        Valeu Sheila. Lembrei do livro que tinha marcado pra comprar, tempos atrás.
        Vou comprar o “Império Ecológico”, de Pascal Bernardin.

      • Danilo Dalla Vecchia

        Eu assisto as palestras do Luiz Carlos Molion ( cientista sério )
        https://youtu.be/S2e8AM-nLm0

  • Sheila Prass

    Lembro que quando meu filho era pequeno veio quieto da escola. Como mãe a gente saca que algo está errado. Perguntei o que havia e então ele me disse: “mãe, sabia que meus filhos e netos não terão água para beber?” Perguntei quem disse tal besteira. Ele: a professora. Pqp! Fiquei com uma raiva pelo tal alarmismo plantado na cabeça do meu filho. Ademais, tudo que meu filho fazia era preocupado com o futuro. Se a torneira ficava aberta ele saía em pânico fechando. Ao ir no supermercado dizia que a professora orientou a embrulhar frutas e legume com jornal e não saquinho plástico. Até que eu tive uma ideia. Como tenho uma vizinha professora no mesmo colégio, mostrei para ele que nem os professores seguem o que ensinam, não por desonestidade, mas pq é impossível na prática diária: a tal professora lavava com mangueira o pátio todas as semanas e ainda tinha piscina. Além disso, provei para ele que muitas coisas que diziam, no meu tempo de criança, que iria acabar hoje estão por aí sobrando, como o petróleo. Falei da água dessalinizada que tomei em Aruba e que o nosso planeta era 75% de água, então, lógico que água tem sobrando. Conversei sobre as novas tecnologias que vão surgindo e mudando o curso da ciência. Só assim consegui tranquilizá-lo, mas não foi fácil. Minha vontade é dar um soco na cara dessa gente indecente que planta o pânico nas criancinhas e as fazem se sentir responsáveis por algo que nem existe.

    • Sérgio Weege Jr.

      Na minha época ensinava-se sobre o ciclo da água: ela precipita sobre a terra, alimenta os lençóis e rios, que alimentam as vacas, que suam/urinam, que evapora, que vira nuvem e se precipita novamente. Isso pra mim foi suficiente pra desacreditar no conto da falta d’água, desde sempre (seja lá quando aconteceria). Simples de entender.

      Não sei se ainda ensinam isso atualmente.

  • Forkert

    Devemos, nós os cidadadãos comuns, começar a pensar em nos libertar dos governos. Quem cria todas essas pataquadas, crises internacionais, revoluções, inclusive todas essas guerras, sempre foram aqueles que nós, os povos de todas as nações, financiamos para eles, com o nosso trabalho, suor e sangue. A boa vontade dos governantes para com seus povos não existe e nunca existiu.

  • Robson La Luna Di Cola

    Neste tema, em quem se pode confiar? Os dois lados estão comprometidos. De um lado, os globalistas usando o argumento de um risco planetário, para justificarem a concentração de poder na ONU. De outro, os barões do Big Oil financiando pesquisadores “independentes” negacionistas, para continuarem enchendo os bolsos de dinheiro com a exploração dos combustíveis fósseis.

  • Na verdade existem várias matérias dele admitindo isso, você pelo menos se deu o trabalho de pesquisar antes de bostejar?
    Sem contar que isso de que “extrapolou”, não foi “Agora” como você afirma, isso foi em 2012 kkk